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Questão de Português — Termos Acessórios (Adjunto Adnominal, Adjunto Adverbial e Aposto). Vocativo — FUNDATEC 2025

PortuguêsTermos Acessórios (Adjunto Adnominal, Adjunto Adverbial e Aposto). Vocativo
Código
qa668483
Banca
FUNDATEC
Órgão
Pref Erebango
Ano
2025
Cargo
Aux Adm ( )

Como as bets afetam a saúde mental dos brasileiros

 

Por Revista Pesquisa Fapesp

 

As apostas on-line podem provocar dependência, isolamento social, impactos emocionais e financeiros – brasileiros já apostam R$ 20 bilhões por mês em plataformas digitais e cresce a procura por tratamento para dependentes. Especialistas em saúde mental temem que o problema se torne bem mais frequente em consequência do grande número de plataformas de jogos on-line que passaram a atuar no Brasil depois de 2018, oferecendo desde apostas esportivas (sports betting) a jogos de caça-níquel, como o jogo do tigrinho (Fortune Tiger).

 

Em dezembro daquele ano, o presidente Michel Temer, nas últimas semanas de seu mandato, sancionou a Lei nº 13.756, previamente aprovada pelo Congresso Nacional. A norma definia, entre outras coisas, a destinação do dinheiro arrecadado nas loterias e permitiu a exploração comercial das chamadas apostas de quota fixa, a ser exercida por empresas autorizadas pelo Ministério da Fazenda.

 

A nova modalidade de jogo é associada a eventos reais ou virtuais (fictícios) de diferentes modalidades esportivas (futebol, vôlei, entre outros). É chamada de quota fixa porque, no momento da aposta, o jogador sabe por quanto será multiplicado o dinheiro que arriscou caso acerte o resultado do evento, que pode ser o desfecho de uma partida ou outro ato do jogo, como quem fará a primeira falta. Um exemplo: quem aposta R$ 2 em um evento com fator multiplicador 10 pode acabar com um saldo de R$ 20, caso acerte o resultado. Ou perder o que apostou e sair sem nada, se errar.

 

Da sanção dessa lei para cá, mais de 2 mil casas virtuais de apostas – as chamadas bets – passaram a atuar no país, segundo reportagem publicada em 13 de setembro no jornal O Estado de S. Paulo. A maior parte delas está sediada em outros países, alguns deles paraísos fiscais, e opera no Brasil por meio de um sócio nacional ou empresário contratado. “As apostas existem na internet desde os anos 1990, mas a partir do início da década de 2010, com a disseminação dos smartphones no Brasil, ficou mais fácil para os usuários daqui acessar os sites e aplicativos. Como grande parte dessas empresas está sediada no exterior, elas não cometiam contravenção penal no país por explorar os jogos de azar, prática proibida no Brasil desde a década de 1940”, explica Guilherme Klafke, professor de direito digital da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo. “Ao mesmo tempo, é muito difícil fiscalizar e monitorar esses sites e aplicativos que, em geral, estão sediados em locais onde a legislação é flexível e sem muitas regras”.

 

As modalidades de jogo mais frequentemente associadas a comportamento problemático entre os adultos eram os cassinos on-line e os jogos de caça-níquel, de acordo com estudo publicado em agosto na revista The Lancet Public Health. Ao separar os dados por períodos, os pesquisadores observaram um aumento na proporção de jogadores a partir de 2016, quando vários países começaram a legalizar os jogos on-line. De acordo com as estimativas, 7,8% dos adultos e 10,3% dos adolescentes do mundo já participaram de jogos de azar em plataformas on-line, cuja receita global no ano de 2030 deve chegar a US$ 205 bilhões. Quando se olha para a fração que jogou on-line no último ano, porém, esses números sobem, respectivamente, para 13,3% entre os adultos e assustadores 48,7% entre os adolescentes. Em ambos os grupos, por volta de um em cada 10 jogadores passa a ter comportamento problemático.

 

“A busca por atendimento na área de saúde mental e a prevalência de transtornos associados ao jogo aumentam à medida que essas formas são legalizadas e as possibilidades de aposta crescem”, afirma o psiquiatra Daniel Spritzer, do Hospital Psiquiátrico São Pedro, em Porto Alegre. Ele integra um grupo de trabalho da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o uso problemático de jogos digitais e coordena no país o Grupo de Estudos sobre Adições Tecnológicas (GEAT).

 

(Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/como-as-bets-afetam-a-saude-mental-dos-brasileiros/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

seguinte trecho retirado do texto “Em dezembro daquele ano, o presidente Michel Temer, nas últimas semanas de seu mandato, sancionou a Lei nº 13.756, previamente aprovada pelo Congresso Nacional”, o vocábulo em destaque exerce a função de adjunto adverbial de:

  1. ATempo.
  2. BLugar.
  3. CCausa.
  4. DModo.
  5. EFinalidade.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — Tempo.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Adjunto adverbial de tempo: a circunstância que localiza o fato no tempo

Gabarito: letra A. O vocábulo em destaque — "Em dezembro daquele ano" — exerce a função de adjunto adverbial de tempo, pois indica quando o presidente Michel Temer sancionou a Lei nº 13.756. A pista está no próprio trecho: a expressão responde à pergunta "quando?", localizando o fato narrado em um momento específico, o que é a marca típica da circunstância de tempo.

"Em dezembro daquele ano, o presidente Michel Temer, nas últimas semanas de seu mandato, sancionou a Lei nº 13.756, previamente aprovada pelo Congresso Nacional"

A expressão "Em dezembro daquele ano" é uma locução adverbial de tempo (preposição "em" + substantivo "dezembro" + pronome "aquele" + substantivo "ano"). Ela modifica o verbo "sancionou", acrescentando a circunstância temporal em que a ação ocorreu. Como termo acessório da oração, o adjunto adverbial pode ser retirado sem comprometer a estrutura sintática básica — a frase continuaria gramaticalmente correta, apenas menos informativa.

O comando da questão

A questão pede a classificação da circunstância expressa pelo adjunto adverbial destacado. Não se trata de interpretação de texto nem de compreensão global — é uma questão de gramática aplicada ao texto, especificamente de sintaxe dos termos acessórios da oração. O que se cobra é a capacidade de identificar o valor semântico (a circunstância) que a expressão adverbial acrescenta ao verbo.

A técnica de resolução

Para classificar um adjunto adverbial, faça a pergunta-chave que cada circunstância responde:

Circunstância

Pergunta-chave

Exemplo

Tempo

Quando?

"Chegarei amanhã."

Lugar

Onde? Para onde? De onde?

"Mora em Brasília."

Modo

Como?

"Falou calmamente."

Causa

Por quê? Por causa de quê?

"Saiu por causa da chuva."

Finalidade

Para quê? Com que objetivo?

"Estuda para passar."

Aplicando ao trecho: "Em dezembro daquele ano, ... sancionou a Lei". A pergunta que a expressão responde é "Quando ele sancionou?" → "Em dezembro daquele ano". Isso classifica a circunstância como tempo.

Análise das alternativas

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A expressão "Em dezembro daquele ano" indica quando ocorreu a sanção da lei. É uma locução adverbial de tempo, pois localiza o fato no tempo (dezembro de um ano específico). A pergunta "quando?" é respondida diretamente pela expressão, o que confirma a classificação.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Erro: troca de circunstância. A expressão não indica lugar (onde?). Não há qualquer ideia de localização espacial em "Em dezembro daquele ano". A preposição "em" pode sugerir lugar em outros contextos ("em Brasília"), mas aqui o substantivo "dezembro" é uma unidade de tempo, não de espaço.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Erro: troca de circunstância. A expressão não indica causa (por quê?). Não há relação de motivo ou razão entre "dezembro daquele ano" e a ação de sancionar. A causa seria algo como "por causa da pressão popular" ou "devido à necessidade de regulamentação" — nada disso está presente.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Erro: troca de circunstância. A expressão não indica modo (como?). Não descreve a maneira como a sanção ocorreu (se foi rápida, solene, etc.). "Em dezembro daquele ano" apenas situa o fato no tempo, sem qualquer ideia de modo.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Erro: troca de circunstância. A expressão não indica finalidade (para quê?). Não expressa objetivo ou intenção da sanção. A finalidade seria algo como "para regulamentar as apostas" — informação que não está na expressão destacada.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre as circunstâncias adverbiais. A preposição "em" pode introduzir lugar ("em casa"), mas o substantivo "dezembro" é inequivocamente uma unidade de tempo. A pergunta "quando?" resolve a questão sem margem para dúvida.

PEGA ESSA DICA!

Ao classificar adjuntos adverbiais, sempre faça a pergunta-chave da circunstância. Se a expressão responde "quando?", é tempo; se responde "onde?", é lugar; se responde "como?", é modo. Essa técnica elimina a maioria dos erros.

Gabarito: letra A. A expressão "Em dezembro daquele ano" é adjunto adverbial de tempo, pois localiza a ação de sancionar em um momento específico, respondendo à pergunta "quando?".

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