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Questão de Português — Vozes (Voz Passiva e Voz Ativa) — FUNDATEC 2025

PortuguêsVozes (Voz Passiva e Voz Ativa)
Código
qa668490
Banca
FUNDATEC
Órgão
Pref Erebango
Ano
2025
Cargo
Dig ( )

Estudo revela que mais de 50% dos casos de demência na América Latina são evitáveis

 

Por Redação do Jornal da USP

 

Um estudo inovador conduzido pela Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) e publicado em artigo na revista The Lancet Global Health revelou que 54% dos casos de demência na América Latina são atribuíveis a fatores de risco modificáveis, um índice acima da média mundial de 40%. A pesquisa, liderada por Claudia Kimie Suemoto, professora da disciplina de Geriatria da FMUSP, destaca a urgência de intervenções preventivas na região. Fatores de risco modificáveis são condições que podem ser alteradas no estilo de vida ou com acesso a tratamentos médicos. Ou seja, podem ser prevenidas.

 

A partir de dados da Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Honduras, México e Peru, o estudo analisou medições de 12 fatores: baixa educação, perda auditiva, hipertensão, obesidade, tabagismo, depressão, isolamento social, inatividade física, diabete, consumo excessivo de álcool, poluição do ar e lesão cerebral traumática. As amostras foram coletadas entre 2015 e 2021 de participantes com idades a partir dos 18 anos. “Essa é a primeira vez que uma região inteira tem um estudo tão robusto. Não existe nada parecido na Europa nem na Ásia”, explicou a professora da FMUSP. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), atualmente 55 milhões de pessoas têm demência ao redor do mundo e mais de 60% dos casos se concentram em países em desenvolvimento. A instituição calcula que em 2050 esse número aumentará para mais de 150 milhões.

 

Demência resulta de uma variedade de doenças e lesões que afetam o cérebro. A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência e pode contribuir entre 60% e 70% dos casos.

 

A demência não afeta exclusivamente pessoas mais velhas. A OMS estima que até 9% dos casos tiveram início precoce (antes dos 65 anos). Na América Latina, a pesquisa revelou que os principais fatores de risco são a obesidade, a inatividade física e a depressão. Esses achados tem implicações significativas para estratégias de saúde pública e prevenção de demência direcionadas individualmente. “Esses são fatores relacionados ao estilo de vida, e a ideia da análise é isolar cada um para identificar o potencial de prevenção de demência”, detalha Claudia.

 

“Por exemplo, quando a atividade física é realizada de forma regular, melhora a saúde vascular, que promoverá uma melhor nutrição e oxigenação cerebral. A obesidade pode estar relacionada às demências através da promoção de neuroinflamação”, detalhou.

 

“As demências possuem um potencial alto de prevenção. Se a gente pensar em termos de porcentagem e de saúde pública, temos exemplos positivos de políticas públicas relacionadas à diminuição da prevalência dos fatores de risco. Na Argentina, a ‘baixa educação’ não é prevalente, por políticas públicas que diminuíram esse índice no passado. Outro ponto importante está relacionado ao tabagismo”, diz a pesquisadora. “Praticamente nenhum país da América Latina apresenta relação atribuível muito alta porque existem políticas há muito tempo inibindo o uso de cigarro, proibindo consumo em ambientes fechados ou com a taxação sobre o produto”, disse a pesquisadora.

 

Líder de estudos anteriores focados nos fatores de risco modificáveis do Brasil e Argentina, a professora da FMUSP conta que os resultados brasileiros já foram abraçados pelo Ministério da Saúde. “A partir disso, o Ministério está desenvolvendo uma série de campanhas para informar sobre as demências no Brasil, incluindo uma campanha de prevenção”, destaca. “É muito importante que a população entenda que a prevenção de demência começa cedo e quais são os principais fatores de risco. E, também, o que pode ser feito hoje para prevenir a longo prazo”, celebrou a professora da FMUSP.

 

(Disponível em: https://jornal.usp.br/ciencias/estudo-revela-que-mais-de-50-dos-casos-de-

demencia-naamerica-latina-sao-evitaveis/– texto adaptado especialmente para esta prova).

“Praticamente nenhum país da América Latina apresenta relação atribuível muito alta porque existem políticas há muito tempo inibindo o uso de cigarro, proibindo consumo em ambientes fechados ou com a taxação sobre o produto”.   Sobre vozes verbais, o trecho “inibindo o uso de cigarro” está na voz:
  1. AAtiva, pois o sujeito é agente da ação de inibir.
  2. BPassiva analítica, pois o verbo principal está acompanhado do verbo auxiliar “ser”.
  3. CReflexiva, pois o sujeito pratica e sofre a ação ao mesmo tempo.
  4. DPassiva sintética, pois há um pronome apassivador implícito.
  5. EAtiva, embora se trate de uma oração sem sujeito.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — Ativa, pois o sujeito é agente da ação de inibir.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Vozes verbais no gerúndio — Gabarito: letra A.

O trecho “inibindo o uso de cigarro” está na voz ativa, pois o sujeito (implícito) é o agente da ação de inibir. A forma verbal “inibindo” é um gerúndio, que não possui voz passiva própria — a passiva exigiria uma locução com verbo auxiliar (“ser/estar”) + particípio, como “sendo inibido”. A alternativa A é a única que identifica corretamente essa relação: quem inibe o uso de cigarro são as políticas públicas, mencionadas no trecho como agente da ação.

O comando

A questão pede que você classifique a voz verbal de uma forma nominal (gerúndio) dentro de um trecho específico. Isso é uma questão de gramática aplicada ao texto: não basta saber a definição de voz ativa/passiva; é preciso identificar o sujeito e a relação dele com o verbo no contexto. O comando “está na voz” indica que a resposta deve ser a classificação correta da forma verbal, considerando quem pratica ou recebe a ação.

O texto e a passagem

No trecho citado, a pesquisadora explica por que nenhum país da América Latina tem relação atribuível muito alta com o tabagismo:

“Praticamente nenhum país da América Latina apresenta relação atribuível muito alta porque existem políticas há muito tempo inibindo o uso de cigarro, proibindo consumo em ambientes fechados ou com a taxação sobre o produto”

Aqui, o sujeito de “inibindo” são as políticas (retomadas por elipse). São elas que praticam a ação de inibir. O objeto direto é “o uso de cigarro” — aquilo que é inibido. Portanto, temos a estrutura clássica da voz ativa: sujeito agente + verbo transitivo direto + objeto direto.

A técnica que decide

A pegadinha central é o gerúndio. Muitos candidatos, ao verem uma forma nominal, esquecem que a voz passiva só existe com locução verbal (verbo auxiliar + particípio) ou com o pronome apassivador “se”. O gerúndio, sozinho, não marca voz passiva — ele apenas indica uma ação em andamento. Para ser passiva, precisaríamos de algo como “sendo inibido” (locução passiva com gerúndio do auxiliar).

Teste rápido: pergunte “quem inibe?” → as políticas. O sujeito pratica a ação → voz ativa. Se fosse passiva, perguntaríamos “quem sofre a ação?” e o sujeito seria “o uso de cigarro” (ex.: “o uso de cigarro é inibido pelas políticas”).

1Voz ativa
Sujeito agente
Ex.: políticas inibem o uso
2Voz passiva
Analítica: ser + particípio
Sintética: verbo + se
3Voz reflexiva
Sujeito pratica e sofre
Ex.: ele se cortou
4Formas nominais
Gerúndio: ação em curso
Sozinho não marca passiva
Vozes verbais
LEVELsoulevel.com.br
Vozes verbais: Voz ativa (Sujeito agente, Ex.: políticas inibem o uso); Voz passiva (Analítica: ser + particípio, Sintética: verbo + se); Voz reflexiva (Sujeito pratica e sofre, Ex.: ele se cortou); Formas nominais (Gerúndio: ação em curso, Sozinho não marca passiva)

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A forma “inibindo” está na voz ativa porque o sujeito (as políticas, implícito) é o agente da ação de inibir. O verbo “inibir” é transitivo direto, e o objeto “o uso de cigarro” recebe a ação. Não há nenhum indício de passiva (nem “ser + particípio”, nem “se” apassivador). A alternativa está correta e é a única que descreve com precisão a relação sintática.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A voz passiva analítica exige a locução verbo auxiliar “ser”/“estar” + particípio (ex.: “é inibido”, “foi inibido”). No trecho, “inibindo” é um gerúndio, não um particípio, e não há verbo auxiliar. A alternativa contradiz o texto ao afirmar que há um auxiliar “ser”, que simplesmente não existe na passagem.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A voz reflexiva ocorre quando o sujeito pratica e sofre a ação ao mesmo tempo (ex.: “ele se cortou”). No trecho, as políticas praticam a ação de inibir, mas não a sofrem — quem sofre é “o uso de cigarro”. Não há pronome reflexivo (“se”) e não há sentido de ação refletida. A alternativa extrapola ao inventar uma relação que o texto não autoriza.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A voz passiva sintética exige o pronome apassivador “se” junto a um verbo transitivo direto (ex.: “inibem-se os usos”). No trecho, não há “se” — a forma é “inibindo”, um gerúndio. A alternativa contradiz o texto ao afirmar que há um pronome apassivador implícito, o que é gramaticalmente impossível: o “se” apassivador nunca fica implícito, ele é uma palavra obrigatória na estrutura.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa acerta ao dizer “voz ativa”, mas erra ao afirmar que a oração é sem sujeito. O sujeito de “inibindo” é “as políticas”, retomado por elipse do trecho anterior (“existem políticas... inibindo”). Há sujeito, sim — ele apenas está oculto/elíptico. A alternativa restringe indevidamente o alcance ao negar a existência do sujeito, o que a torna incorreta.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre forma nominal (gerúndio) e voz passiva. O gerúndio sozinho nunca é passivo — a passiva exige locução (ser + particípio) ou “se” apassivador. Além disso, a alternativa E tenta seduzir com “voz ativa” correta, mas acrescenta um erro (oração sem sujeito) para derrubar o desatento.

PEGA ESSA DICA!

Ao classificar a voz, identifique primeiro o sujeito e pergunte: ele pratica ou sofre a ação? Se pratica → ativa. Se sofre → passiva (e aí procure o auxiliar “ser” ou o “se”). Formas nominais (gerúndio, particípio, infinitivo) só são passivas dentro de uma locução.

Gabarito: letra A. A resposta está na relação direta entre o sujeito (políticas) e o verbo (inibir): o sujeito é agente, logo, voz ativa. As demais alternativas ou inventam estruturas que não existem no trecho (passiva analítica/sintética) ou distorcem a relação (reflexiva, sem sujeito).

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