Questão de Português — Figuras de Linguagem — FUNDATEC 2025
Português›Figuras de Linguagem
Código
qa668516
Banca
FUNDATEC
Órgão
PREVIROSA
Ano
2025
Cargo
Ag Prev ( )
Instrução: A questão refere-se à charge abaixo.
Fonte: Site Ariounaro Cartuns (2020).
Na charge, o mosquito aparece em um ambiente de lixo e água parada, agindo como se fosse uma pessoa. Qual é a figura de linguagem nessa representação do mosquito e seu efeito?
AMetáfora – compara o mosquito a um ser humano para mostrar sua força.
BHipérbole – exagera sobre o perigo causado pelo mosquito para causar medo no leitor.
CPersonificação – atribui características humanas ao mosquito, tornando-o um personagem ativo na crítica social.
DAntítese – opõe a imagem do mosquito à do ser humano.
EEufemismo – suaviza o problema da dengue ao tratar o mosquito de forma amigável
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GabaritoC — Personificação – atribui características humanas ao mosquito, tornando-o um personagem ativo na crítica social.
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Figuras de linguagem na charge — Gabarito: letra C.
A questão pede que você identifique a figura de linguagem usada na charge, em que o mosquito aparece agindo como se fosse uma pessoa em um ambiente de lixo e água parada. O gabarito é letra C (Personificação), pois a charge atribui características humanas ao mosquito, tornando-o um personagem ativo na crítica social — exatamente o que define a personificação (ou prosopopeia). A pista está no próprio enunciado: "agindo como se fosse uma pessoa".
O comando
O enunciado pergunta: "Qual é a figura de linguagem nessa representação do mosquito e seu efeito?". Isso é uma questão de identificação de figura de linguagem — você precisa reconhecer o recurso expressivo usado na charge e explicar o efeito que ele produz. Não é uma questão de inferência complexa; é uma questão de conceito aplicado ao texto não verbal. A resposta deve estar ancorada no que a charge mostra: o mosquito age como pessoa.
O texto (a charge)
A charge mostra um mosquito em um ambiente de lixo e água parada, agindo como se fosse uma pessoa. Essa ação humana é o elemento central: o mosquito não é apenas desenhado, ele se comporta como um ser humano — provavelmente reclamando, trabalhando ou fazendo algo típico de gente. O efeito é claro: ao humanizar o mosquito, o autor cria uma crítica social — o mosquito vira um personagem que representa a negligência humana com o lixo e a água parada, que são os criadouros da dengue.
A técnica que decide
A personificação (ou prosopopeia) é a figura de linguagem que atribui características, ações ou sentimentos humanos a seres inanimados ou animais. É exatamente o que ocorre na charge: o mosquito, um animal, age como pessoa. A alternativa C captura isso perfeitamente: "atribui características humanas ao mosquito, tornando-o um personagem ativo na crítica social".
As outras figuras não se aplicam:
Metáfora (A): comparação implícita entre dois seres, sem conectivo. Na charge, não há comparação — o mosquito é representado agindo como pessoa, não é comparado a uma pessoa.
Hipérbole (B): exagero intencional. A charge não exagera o perigo do mosquito; ela o humaniza.
Antítese (D): oposição de ideias. Não há oposição entre mosquito e ser humano; há identificação (o mosquito vira pessoa).
Eufemismo (E): suavização de uma ideia desagradável. A charge não suaviza o problema da dengue; ela o critica.
Análise das alternativas
Figuras de linguagem: Personificação (prosopopeia) (Atribui ações/sentimentos humanos a seres não humanos, Efeito: crítica social); Metáfora (Comparação implícita (sem conectivo)); Hipérbole (Exagero intencional); Antítese (Oposição de ideias); Eufemismo (Suavização de ideia desagradável)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Metáfora – compara o mosquito a um ser humano para mostrar sua força.
A alternativa erra ao chamar de metáfora o que é personificação. A metáfora é uma comparação implícita entre dois seres de universos distintos (ex.: "ele é um leão"). Na charge, o mosquito não é comparado a um ser humano — ele age como um ser humano, o que é personificação. Além disso, o efeito não é "mostrar sua força", mas sim criticar a negligência humana com o lixo e a água parada. Erro: troca de conceito (metáfora por personificação) e efeito inventado.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Hipérbole – exagera sobre o perigo causado pelo mosquito para causar medo no leitor.
A hipérbole é o exagero intencional (ex.: "morri de rir"). A charge não exagera o perigo do mosquito; ela o humaniza para fazer crítica social. O efeito de "causar medo" não está presente — a charge usa humor e ironia, não medo. Erro: figura errada (hipérbole) e efeito não sustentado pelo texto.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Personificação – atribui características humanas ao mosquito, tornando-o um personagem ativo na crítica social.
A alternativa está correta porque descreve exatamente o que a charge faz: o mosquito age como pessoa (característica humana) e, com isso, torna-se um personagem ativo que participa da crítica social — a crítica à falta de cuidado com o lixo e a água parada, que geram o mosquito transmissor da dengue. A definição de personificação (atribuir ações/sentimentos humanos a seres não humanos) é cumprida à risca.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Antítese – opõe a imagem do mosquito à do ser humano.
A antítese é a oposição de ideias (ex.: "o amor e o ódio"). Na charge, não há oposição entre mosquito e ser humano; ao contrário, o mosquito assume características humanas, aproximando-se do ser humano. Não há contraste, há identificação. Erro: figura errada (antítese) e relação inexistente no texto.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Eufemismo – suaviza o problema da dengue ao tratar o mosquito de forma amigável.
O eufemismo é a suavização de uma ideia desagradável (ex.: "ele partiu" em vez de "morreu"). A charge não suaviza o problema da dengue; ela o expõe e critica por meio da personificação. Tratar o mosquito como pessoa não é "amigável" — é uma estratégia crítica. Erro: figura errada (eufemismo) e efeito contrário ao do texto.
Fechamento
A regra de ouro: personificação = atribuir ações/sentimentos humanos a seres não humanos. Na charge, o mosquito age como pessoa — isso é personificação, e o efeito é a crítica social. As demais figuras (metáfora, hipérbole, antítese, eufemismo) não se aplicam porque não há comparação, exagero, oposição ou suavização. Gabarito: letra C.