Questão de Português — Figuras de Linguagem — FUNDATEC 2025
Português›Figuras de Linguagem
Código
qa668551
Banca
FUNDATEC
Órgão
PREVIROSA
Ano
2025
Cargo
Cont ( )
Para responder à questão, considere a charge abaixo.
Fonte: Quino (2021).
Sobre o uso de figuras de linguagem presente na charge e seus efeitos de sentido, assinale a alternativa correta.
AA charge utiliza uma comparação entre o dedo indicador e o desemprego, estabelecendo uma relação de semelhança entre eles.
BO recurso utilizado na charge é uma hipérbole, pois exagera a quantidade de desempregados para causar impacto.
CA figura de linguagem predominante é a metonímia, pois substitui o termo “desemprego” por uma parte do corpo.
DA charge faz uso de antítese ao apresentar ideias opostas sobre o trabalho e o desemprego.
EA figura de linguagem utilizada é a metáfora, um tipo de jogo de palavras que explora o duplo sentido da expressão “indicador de desemprego”.
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GabaritoE — A figura de linguagem utilizada é a metáfora, um tipo de jogo de palavras que explora o duplo sentido da expressão “indicador de desemprego”.
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Figuras de linguagem na charge — Gabarito: letra E.
A alternativa E é a correta porque a charge explora a metáfora ao empregar a expressão “indicador de desemprego” em seu duplo sentido: o dedo indicador (parte do corpo) e o indicador (índice/medida) do desemprego. A figura de linguagem predominante é a metáfora, pois há uma comparação implícita entre o dedo e o índice, sem conectivo comparativo, e o efeito de sentido decorre justamente desse jogo de palavras.
O comando da questão
O enunciado pede que se identifique a figura de linguagem presente na charge e seus efeitos de sentido. Isso exige interpretação do texto não verbal (a charge) e o reconhecimento do recurso expressivo que estrutura a piada. Não se trata de localizar uma informação explícita, mas de inferir qual figura é predominante e como ela constrói o humor.
O texto e a tese
A charge de Quino mostra, tipicamente, uma pessoa apontando o dedo indicador para algo, e a legenda ou o contexto sugere a expressão “indicador de desemprego”. O humor nasce da ambiguidade entre o sentido literal (o dedo que indica) e o sentido figurado (o índice que mede o desemprego). Essa ambiguidade é explorada por uma metáfora: o dedo é apresentado como se fosse o próprio índice de desemprego, numa comparação implícita.
A técnica que decide
Para distinguir as figuras, lembre-se:
Metáfora: comparação implícita, sem conectivo (ex.: “Ele é um leão”).
Comparação (símile): comparação explícita, com conectivo (ex.: “Ele é forte como um touro”).
Metonímia: substituição por relação de proximidade (ex.: “Li Machado de Assis” = obra pelo autor).
Hipérbole: exagero intencional (ex.: “Morreu de rir”).
Antítese: oposição de ideias (ex.: “O amor e o ódio caminham juntos”).
Na charge, o dedo indicador é o indicador de desemprego — não há conectivo, não há substituição por proximidade, não há exagero, não há oposição. Há uma transferência de sentido por comparação implícita: o dedo funciona como o índice. Isso é metáfora.
Análise das alternativas
Figuras de linguagem: Metáfora (Comparação implícita, Sem conectivo, Ex.: "Ele é um leão"); Comparação (símile) (Comparação explícita, Com conectivo, Ex.: "Forte como um touro"); Metonímia (Substituição por proximidade, Ex.: "Li Machado de Assis"); Hipérbole (Exagero intencional, Ex.: "Morreu de rir"); Antítese (Oposição de ideias, Ex.: "Amor e ódio juntos")
Alternativa A — ❌ Incorreta
A charge não estabelece uma comparação explícita entre o dedo e o desemprego. A comparação (símile) exige conectivo comparativo (como, tal qual, assim como), o que não ocorre. Além disso, a relação é entre o dedo e o indicador (índice), não diretamente com o desemprego. A alternativa confunde comparação com metáfora e erra o referente.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Não há hipérbole porque não há exagero intencional. A charge não exagera a quantidade de desempregados; ela brinca com o duplo sentido da palavra “indicador”. A alternativa extrapola ao atribuir um exagero que o texto não apresenta.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Não há metonímia porque não há substituição por relação de proximidade (parte pelo todo, autor pela obra, etc.). O dedo não substitui o desemprego; ele é usado como metáfora do indicador. A alternativa troca o conceito de metonímia por metáfora.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Não há antítese porque não há oposição de ideias. A charge não contrapõe trabalho e desemprego; ela explora a ambiguidade da expressão “indicador”. A alternativa tangencia o tema ao falar de oposição que não está no texto.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A charge utiliza metáfora ao empregar “indicador de desemprego” com duplo sentido: o dedo indicador (parte do corpo) e o indicador (índice/medida). Há uma comparação implícita entre o dedo e o índice, sem conectivo, e o efeito de sentido decorre desse jogo de palavras. A alternativa identifica corretamente a figura e seu efeito.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre metáfora (comparação implícita) e comparação (explícita), e entre metáfora e metonímia (substituição por proximidade). A charge é metáfora porque o dedo é o indicador, não apenas se parece com ele.
PEGA ESSA DICA!
Ao identificar figuras, pergunte: há conectivo comparativo? (comparação) · há exagero? (hipérbole) · há substituição por proximidade? (metonímia) · há oposição? (antítese) · há comparação implícita? (metáfora). A resposta certa é a que melhor descreve o efeito.
Gabarito: letra E — a única que identifica a metáfora e o duplo sentido da expressão “indicador de desemprego”.