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Questão de Português — Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto. — Quadrix 2025

PortuguêsReescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.
Código
qa668654
Banca
Quadrix
Órgão
CRM MS
Ano
2025
Cargo
Ag Fisc ( )

Na Idade Antiga, a humanidade desconhecia os processos de contaminação que disseminavam as doenças, como a peste, a cólera, a varíola, a febre tifoide, entre outras. Na Idade Média, como a saúde era fortemente influenciada pela religião e pela medicina grega e romana, as doenças eram frequentemente vistas como punições divinas, e os tratamentos eram embasados em preces, penitências e remédios herbais.


Entretanto, desde o nascimento das cidades, mesmo sem o conhecimento de todo o processo de transmissão de doenças, havia registros das preocupações com a vigilância sanitária. Era sabido, por exemplo, que a água poderia ser uma via de contaminação e que os alimentos, de igual maneira, poderiam ser meios de propagação de doenças. Com as populações aglomerando‑se em cidades, esses problemas foram crescendo e se tornando mais complexos. Assim, as atividades vinculadas à vigilância sanitária surgiram em razão da propagação de doenças transmissíveis nas populações urbanas, onde o número de habitantes crescia em precárias condições sanitárias.


Observe‑se que o cuidado com a vigilância implicou a atividade profissional de especialistas voltados para o estudo da água e dos alimentos que eram consumidos e para a remoção do lixo produzido por cidades cada vez mais populosas, com diferentes condições econômicas. Desse modo, por volta dos séculos XVII e XVIII, na Europa, e dos séculos XVIII e XIX, no Brasil, surgiu a Vigilância Sanitária como área de estudo, e uma das mais antigas áreas no âmbito da saúde pública, em resposta a esse novo problema da convivência social.


Embora tenha maior destaque na atualidade, são relatadas ações de vigilância sanitária, como controle das impurezas nas águas, da salubridade nas cidades, da prática de barbeiros, boticários e cirurgiões, da circulação de mercadorias e pessoas. Surgiram, então, as regras e providências sanitárias, a exemplo do transporte da água para abastecer as cidades por meio de aquedutos, que se constituíam na tecnologia de ponta da época. O lixo produzido passou a ter um local próprio para depósito, e outras providências básicas passaram a compor a agenda pública, garantindo a higiene e evitando a propagação das epidemias.


Em suma, as preocupações com a saúde das populações, e especialmente com as ações de Vigilância Sanitária, emergiram do poder público desde as épocas mais remotas, ao mesmo tempo que o governo também se desenvolvia e se tornava complexo e diversificado em suas atribuições. De quem governa uma aldeia para quem governa um Estado, nos dias de hoje, vai uma grande diferença.


Internet: <www.bvsms.saude.gov.br> (com adaptações).

Texto para o item.

 

Acerca da estruturação linguístico‑gramatical do texto, julgue o item seguinte.

 

Sem prejuízo gramatical, ainda que possa haver alteração dos sentidos originais do texto, a estrutura “Na Idade Antiga, a humanidade desconhecia os processos de contaminação que disseminavam as doenças, como a peste, a cólera, a varíola, a febre tifoide, entre outras.” (primeiro período do primeiro parágrafo) poderia ser assim reescrita e reordenada: As pessoas, na Antiguidade, não tinham conhecimento dos processos de contágios de doenças como peste, cólera, varíola, tifo, entre outras doenças transmissíveis.

  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reescrita de Frases: equivalência semântica e correção gramatical

Gabarito: C (Certo). A reescrita proposta é gramaticalmente correta e, embora altere levemente o sentido, o enunciado autoriza expressamente essa alteração ao afirmar "ainda que possa haver alteração dos sentidos originais do texto". A banca não pede paráfrase fiel, mas sim uma reescrita que mantenha a correção gramatical, o que a versão apresentada cumpre integralmente.

O comando: o que a banca realmente pede

A questão é de reescritura de frases com foco em correção gramatical. O comando é explícito: "Sem prejuízo gramatical, ainda que possa haver alteração dos sentidos originais". Isso muda tudo: o critério de julgamento não é a manutenção do sentido, e sim a validade gramatical da nova estrutura. Se a banca pedisse "sem alteração de sentido", aí sim a resposta seria outra. Aqui, a permissão para mudar o sentido é dada de antemão.

O texto: o que a reescrita preserva e o que altera

O trecho original diz:

"Na Idade Antiga, a humanidade desconhecia os processos de contaminação que disseminavam as doenças, como a peste, a cólera, a varíola, a febre tifoide, entre outras."

A reescrita proposta é:

"As pessoas, na Antiguidade, não tinham conhecimento dos processos de contágios de doenças como peste, cólera, varíola, tifo, entre outras doenças transmissíveis."

Comparando os dois:

Elemento

Original

Reescrita

Sujeito

"a humanidade"

"As pessoas"

Locução verbal

"desconhecia"

"não tinham conhecimento"

Complemento

"processos de contaminação"

"processos de contágios"

Adjunto adverbial

"Na Idade Antiga"

"na Antiguidade"

Enumeração

"peste, cólera, varíola, febre tifoide"

"peste, cólera, varíola, tifo"

Fecho

"entre outras"

"entre outras doenças transmissíveis"

O que muda de sentido:

  • "contaminação" (processo de tornar impuro) × "contágio" (transmissão de doença) — são conceitos próximos, mas não idênticos.

  • "desconhecia" (não saber) × "não tinham conhecimento" (mesma ideia, mas com estrutura diferente) — equivalência semântica mantida.

  • "febre tifoide" × "tifo" — a febre tifoide é uma forma específica de tifo; há uma pequena generalização.

  • "entre outras" × "entre outras doenças transmissíveis" — a reescrita explicita que as doenças citadas são transmissíveis, informação que no original está implícita no verbo "disseminavam".

O que permanece gramaticalmente correto:

  • A frase tem sujeito claro ("As pessoas"), verbo conjugado corretamente ("não tinham"), complemento bem formado ("conhecimento dos processos de contágios de doenças"), e a enumeração com vírgulas e a conjunção "como" estão adequadas.

  • Não há erro de concordância, regência, pontuação ou colocação pronominal.

A técnica: o que decide a questão

Em questões de reescrita, o candidato deve:

  1. Ler o comando com atenção: se ele permite alteração de sentido, o foco é apenas a gramática; se não permite, o foco é a paráfrase fiel.

  2. Verificar a correção gramatical: sujeito-verbo concordam? A regência está correta? A pontuação está adequada? Há ambiguidade?

  3. Comparar os sentidos: mesmo que o comando permita alteração, é importante saber o que mudou, pois isso pode ser usado como distrator em outras questões.

Aqui, a reescrita é gramaticalmente impecável. Não há nenhum vício de linguagem, erro de concordância ou regência. A alteração de sentido é permitida pelo próprio enunciado.

Análise da alternativa

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A reescrita está correta porque:

  • Gramaticalmente: a frase é bem formada, com sujeito, verbo e complementos adequados. "As pessoas" concorda com "não tinham"; "processos de contágios de doenças" é uma locução nominal correta; a enumeração "peste, cólera, varíola, tifo" está bem pontuada.

  • Semanticamente: embora haja pequenas diferenças ("contaminação" × "contágio", "febre tifoide" × "tifo"), o enunciado autoriza essa alteração. A banca não exige paráfrase fiel, apenas correção gramatical.

  • Coesivamente: a reescrita mantém a progressão lógica da frase original, preservando a informação principal: na Antiguidade, as pessoas não sabiam como as doenças se espalhavam.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa "Errado" seria correta apenas se o comando exigisse manutenção integral do sentido. Como o enunciado permite "alteração dos sentidos originais", a reescrita é válida. A banca não pede equivalência semântica total, e sim uma reescrita gramaticalmente correta, o que foi entregue.

NÃO CAIA NESSA!

A banca testa se o candidato confunde "correção gramatical" com "manutenção de sentido". Quem marca "Errado" geralmente nota a troca de "contaminação" por "contágio" e acha que isso invalida a reescrita, esquecendo que o comando permite a alteração de sentido.

NÃO CAIA NESSA!

Em questões de reescrita, grife o comando antes de analisar. Se ele disser "sem alteração de sentido", a paráfrase deve ser fiel; se disser "ainda que possa haver alteração", o critério é apenas a gramática. Essa distinção resolve a maioria das pegadinhas.

Conclusão: a reescrita é gramaticalmente correta e a alteração de sentido é permitida pelo enunciado. Portanto, o item está Certo.

Gabarito: letra C

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