Pular para o conteúdo principal

Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — Quadrix 2025

PortuguêsInterpretação de Textos (Compreensão)
Código
qa668717
Banca
Quadrix
Órgão
CRM MS
Ano
2025
Cargo
Aux Adm ( )

Temos, hoje, um número considerável de dados formais a respeito dos hábitos, das condições de vida e da constituição física do homem primitivo, passados ao domínio público por meio de estudos publicados pelo Instituto de Paleontologia Humana, de Paris, e de revistas especializadas de todo o mundo ocidental.


Graças a tais estudos, sabemos que os nossos longínquos ancestrais europeus estiveram, como nós, sujeitos às mais estranhas e variadas enfermidades orgânicas.


Entretanto, os diagnósticos retrospectivos dos fenômenos de morbidade (conjunto de causas capazes de produzir uma doença, por tempo e período) que afligiam o homem das primeiras idades firmam‑se unicamente no exame de algumas peças ósseas acaso poupadas à completa ruína e capazes de fornecer apenas indícios, ainda muito incompletos e pouco seguros para autorizar amplas inferências a respeito do tema.


Todas as partes moles do corpo e os órgãos essenciais à vida, onde ordinariamente se aninham as doenças e afecções que causam a morte, desapareceram para sempre, deixando, assim, o pesquisador na impossibilidade absoluta de conhecer a maioria dos males físicos que vitimaram os povos mais antigos.


A existência de corpos intactos, exumados de locais em alguns países da Europa, pertenciam ao período final da Idade dos Metais (último período da Pré‑História, ocorrido entre 3.000 a.C. e 1.000 a.C.) e, portanto, ao limiar da história.


É notório, porém, no que diz respeito à mortalidade, ocorrida entre vinte e trinta anos, que a proporção é, entre homens e mulheres, exatamente inversa. A curta duração da vida dos homens pré‑históricos é um fato natural, enquanto a longevidade que se observa nos dias atuais é uma consequência do progresso material alcançado pela humanidade.


Se fôssemos colocados nas mesmas condições de existência dos nossos remotos antepassados, é certo que a média de nossas vidas seria perfeitamente igual à deles.


Internet: <www.institutodoceara.org.br> (com adaptações).

Texto para o item.

 

A respeito das ideias apresentadas no texto, julgue o item a seguir.

 

As ideias do texto permitem compreender que morbidade, por significar “conjunto de causas capazes de produzir uma doença”, refere‑se ao número de pessoas que adoecem em determinado local e período.

  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Certo

Esta resolução diverge do gabarito oficial. A banca deu Certo; a resolução abaixo sustenta o contrário e explica por quê — ela não foi reescrita para concordar. Acontece nos dois sentidos: há gabarito que cai em recurso e há resolução que erra. Confira na fonte antes de fixar o entendimento.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Significado de "morbidade" no texto

Gabarito: ERRADO. A assertiva inverte a relação de causa e consequência definida no próprio texto: o autor define morbidade como "conjunto de causas capazes de produzir uma doença" — ou seja, como causa —, enquanto a assertiva a trata como consequência ("número de pessoas que adoecem"). A passagem que decide está no 3º parágrafo, onde se lê:

"os diagnósticos retrospectivos dos fenômenos de morbidade (conjunto de causas capazes de produzir uma doença, por tempo e período)"

A definição entre parênteses é dada pelo próprio texto e é categórica: morbidade é o conjunto de causas que produzem doença, não o número de doentes. A assertiva, ao dizer que morbidade "refere-se ao número de pessoas que adoecem", contradiz essa definição, trocando causa por consequência.

O comando

A questão pede que se julgue se as ideias do texto permitem compreender que morbidade significa "número de pessoas que adoecem". Trata-se de uma questão de compreensão (recorrência): a resposta deve ser encontrada no que está explícito no texto, sem inferências. O texto define o termo entre parênteses, então basta confrontar a definição dada com a da assertiva.

O texto

O texto discute as dificuldades de se conhecer as doenças dos homens pré-históricos, pois só restam ossos. No 3º parágrafo, o autor menciona "fenômenos de morbidade" e, entre parênteses, explica o que entende por morbidade: "conjunto de causas capazes de produzir uma doença". Essa definição é o coração da questão: ela estabelece que morbidade se refere às causas das doenças, não ao número de doentes.

A técnica que decide

A armadilha central é a troca de causa por consequência. O texto diz que morbidade é o conjunto de causas que produzem doença; a assertiva diz que é o número de pessoas que adoecem (consequência). Essa inversão é um erro clássico de interpretação: o candidato que não lê com atenção a definição entre parênteses pode aceitar a assertiva como correta, pois "morbidade" no senso comum costuma ser associada a doenças, mas o texto é explícito.

NÃO CAIA NESSA!

A banca inverte a relação de causa e consequência: o texto define morbidade como causa (conjunto de causas que produzem doença), mas a assertiva a trata como consequência (número de doentes).

PEGA ESSA DICA!

Ao encontrar uma definição entre parênteses no texto, sublinhe-a e compare-a termo a termo com a assertiva. Pergunte: o texto diz isso ou diz o contrário?

Análise da assertiva

Assertiva — ❌ Errada

A assertiva afirma que morbidade "refere-se ao número de pessoas que adoecem em determinado local e período". Isso contradiz a definição do texto, que diz:

"morbidade (conjunto de causas capazes de produzir uma doença, por tempo e período)"

O texto define morbidade como causa (o que produz a doença), não como consequência (quantos adoecem). A assertiva troca o termo "causas" por "número de pessoas que adoecem", invertendo a relação lógica. Portanto, a assertiva está errada.

Conclusão: como a assertiva contradiz a definição explícita do texto, o gabarito é ERRADO. A regra de ouro: quando o texto define um termo, a resposta deve respeitar essa definição, sem substituí-la por um sentido comum ou por uma consequência.

Gabarito: ERRADO

Link permanente: /questoes/qa668717