Pular para o conteúdo principal

Questão de Português — Concordância (Verbal e Nominal) — Quadrix 2025

PortuguêsConcordância (Verbal e Nominal)
Código
qa668728
Banca
Quadrix
Órgão
CRM MS
Ano
2025
Cargo
Aux Adm ( )

Temos, hoje, um número considerável de dados formais a respeito dos hábitos, das condições de vida e da constituição física do homem primitivo, passados ao domínio público por meio de estudos publicados pelo Instituto de Paleontologia Humana, de Paris, e de revistas especializadas de todo o mundo ocidental.


Graças a tais estudos, sabemos que os nossos longínquos ancestrais europeus estiveram, como nós, sujeitos às mais estranhas e variadas enfermidades orgânicas.


Entretanto, os diagnósticos retrospectivos dos fenômenos de morbidade (conjunto de causas capazes de produzir uma doença, por tempo e período) que afligiam o homem das primeiras idades firmam‑se unicamente no exame de algumas peças ósseas acaso poupadas à completa ruína e capazes de fornecer apenas indícios, ainda muito incompletos e pouco seguros para autorizar amplas inferências a respeito do tema.


Todas as partes moles do corpo e os órgãos essenciais à vida, onde ordinariamente se aninham as doenças e afecções que causam a morte, desapareceram para sempre, deixando, assim, o pesquisador na impossibilidade absoluta de conhecer a maioria dos males físicos que vitimaram os povos mais antigos.


A existência de corpos intactos, exumados de locais em alguns países da Europa, pertenciam ao período final da Idade dos Metais (último período da Pré‑História, ocorrido entre 3.000 a.C. e 1.000 a.C.) e, portanto, ao limiar da história.


É notório, porém, no que diz respeito à mortalidade, ocorrida entre vinte e trinta anos, que a proporção é, entre homens e mulheres, exatamente inversa. A curta duração da vida dos homens pré‑históricos é um fato natural, enquanto a longevidade que se observa nos dias atuais é uma consequência do progresso material alcançado pela humanidade.


Se fôssemos colocados nas mesmas condições de existência dos nossos remotos antepassados, é certo que a média de nossas vidas seria perfeitamente igual à deles.


Internet: <www.institutodoceara.org.br> (com adaptações).

Texto para o item.

 

Com relação aos aspectos linguísticos e gramaticais do texto, julgue o item seguinte.

 

No terceiro parágrafo, o termo “afligiam” pode ser substituído, sem prejuízo à correção gramatical, por infligia.

  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Concordância Verbal: "afligiam" × "infligia"

Gabarito: letra E (Errado). A substituição de "afligiam" por "infligia" quebra a concordância verbal, pois o sujeito do verbo é plural. No trecho, "afligiam" concorda com "fenômenos de morbidade" (plural), enquanto "infligia" estaria no singular, desrespeitando a regra de que o verbo deve concordar com o núcleo do sujeito em número e pessoa.

"os diagnósticos retrospectivos dos fenômenos de morbidade ... que afligiam o homem das primeiras idades"

Aqui, o pronome relativo "que" retoma "fenômenos de morbidade", que está no plural. Portanto, o verbo deve permanecer no plural: "afligiam". A forma "infligia" (singular) não se sustenta gramaticalmente.

O Comando

A questão pede para julgar se a troca de "afligiam" por "infligia" é possível "sem prejuízo à correção gramatical". Isso é uma questão de concordância verbal aplicada ao texto. Não se trata de interpretação de sentido, mas de verificar se a flexão verbal está adequada ao sujeito.

O Texto e a Regra

No terceiro parágrafo, a estrutura é:

  • Sujeito: "os diagnósticos retrospectivos dos fenômenos de morbidade"

  • Verbo: "firmam-se"

  • Oração subordinada adjetiva: "que afligiam o homem das primeiras idades"

O pronome relativo "que" exerce a função de sujeito da oração adjetiva e retoma o termo imediatamente anterior: "fenômenos de morbidade" (plural). Pela regra de concordância verbal, o verbo deve concordar com o núcleo do sujeito. Como o núcleo é "fenômenos" (plural), o verbo deve estar no plural: afligiam.

A forma "infligia" está no singular (3ª pessoa do singular), o que a tornaria incorreta, pois estaria concordando com um sujeito singular inexistente. A banca explora exatamente a confusão entre os verbos "afligir" (causar sofrimento) e "infligir" (aplicar pena, impor), que são parônimos, mas aqui o problema não é semântico, e sim de concordância.

A Pegadinha

A banca não quer que você apenas saiba o significado dos verbos; ela quer que você perceba a relação de concordância dentro da oração. O distrator é a semelhança sonora entre "afligiam" e "infligia", que pode levar o candidato a focar no sentido e esquecer da flexão. A armadilha é a troca de vocábulo que, além de alterar o sentido, quebra a concordância.

Análise do Item

Item — ❌ Errado ⟵ GABARITO

A afirmação está errada. A substituição de "afligiam" por "infligia" não é possível sem prejuízo à correção gramatical, pois:

  1. Quebra de concordância: "infligia" está no singular, mas o sujeito "fenômenos de morbidade" está no plural. O correto seria "infligiam" (se fosse o caso de usar esse verbo).

  2. Alteração de sentido: "afligir" significa causar sofrimento, enquanto "infligir" significa aplicar (uma pena, um castigo). A troca mudaria o sentido do texto, mas o enunciado só pede para avaliar a correção gramatical — e ela já falha na concordância.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de concordância, sublinhe o verbo e procure o sujeito antes de avaliar qualquer substituição. Pergunte: "quem pratica a ação?" e "esse termo está no singular ou no plural?". A resposta define a flexão correta.

Conclusão: A forma correta no texto é "afligiam" (plural), concordando com "fenômenos de morbidade". A troca por "infligia" (singular) viola a concordância verbal. Portanto, o item está errado.

Gabarito: letra E

Link permanente: /questoes/qa668728