Pular para o conteúdo principal

Questão de Português — Conjunção — FUNDATEC 2025

PortuguêsConjunção
Código
qa669086
Banca
FUNDATEC
Órgão
CM Cerro Grande
Ano
2025
Cargo
Cont ( )

Brasileiros já podem solicitar autorização de viagem para o Reino Unido

 

Por Julia Buckley

 

Se 2024 foi o ano em que os viajantes escaparam da burocracia para viagens sem visto para a Europa, 2025 será o ano em que as mudanças vêm à tona. Agora, brasileiros e viajantes de 48 países podem solicitar a Autorização Eletrônica de Viagem (ETA), válida para o Reino Unido, a partir desta quarta-feira (08/01/2025).

 

A Autorização Eletrônica de Viagem é um novo esquema digital de registro para viajantes que não precisam de visto para entrar no Reino Unido.

 

Antes, esses visitantes podiam embarcar em um voo e se apresentar no controle de passaportes ao chegar, mas agora, será necessário obter uma autorização prévia para viajar para o Reino Unido.

 

Quem precisa do ETA?

 

Quem não precisa de visto para viajar para o Reino Unido precisará, em breve, do ETA — uma “autorização eletrônica de viagem” que libera sua entrada no país antes da viagem. É o equivalente britânico do ESTA dos Estados Unidos — uma autorização obrigatória, paga e com verificação de segurança realizada antecipadamente.

 

O esquema foi lançado para cidadãos do Conselho de Cooperação do Golfo em 2024, sendo que a próxima fase será expandi-lo para outros viajantes não europeus — incluindo os seis milhões de turistas dos Estados Unidos, Canadá e Austrália que visitam o Reino Unido anualmente. A lista completa dos 48 países que precisam do ETA pode ser consultada no site oficial do governo britânico.

 

Viajantes desses países precisarão do ETA para entrar no Reino Unido a partir de 8 de janeiro. A única exceção são os cidadãos da União Europeia, que precisarão de ETA para entrar a partir de 2 de abril de 2025. Cidadãos desses países que já residem no Reino Unido não precisam de ETA.

 

O esquema é para “visitas curtas” ao Reino Unido, de até seis meses, para turismo e negócios. Existem outras categorias de ETA, incluindo para estudos de curto prazo e trabalhos permitidos. Estas estão listadas no site oficial do governo do Reino Unido.

 

O ETA é um visto?

 

Embora algumas pessoas estejam se referindo a isso como um visto, na verdade, o ETA é uma isenção de visto. Viajantes de países que ainda precisam de visto para entrar no Reino Unido continuarão a precisar solicitar o visto. Eles, no entanto, não precisarão solicitar o ETA.

 

Os países adotam a reciprocidade em questões de imigração. Quando os Estados Unidos introduziram o ESTA em 2009, era inevitável que países sujeitos a esse sistema criassem seus próprios esquemas semelhantes.

 

Como obter o ETA?

 

O custo é de £ 10 (cerca de R$ 76 na cotação atual), e você pode solicitar pelo aplicativo oficial listado no site do governo do Reino Unido ou diretamente online.

 

Os aplicativos — para iPhone e Android — são mais rápidos, com tempos de processamento de cerca de 10 minutos. Certifique-se de solicitar através dos canais oficiais, em vez de sites de terceiros, que podem cobrar taxas extras e são menos seguros no manuseio dos seus dados.

 

Você precisará fazer upload de uma foto do seu passaporte, tirar uma selfie enquanto faz a solicitação, fazer o upload da foto e responder a várias perguntas sobre seus planos. O processo online leva cerca de 20 minutos e deve ser feito de uma vez — não há opção de salvar e continuar depois.

 

Normalmente, a decisão é dada em até três dias — embora o governo avise que isso pode levar mais tempo. Você pode viajar para o Reino Unido enquanto aguarda a decisão, caso precise visitar urgentemente; no entanto, deve ter feito a solicitação antes da viagem.

 

Vale lembrar que ter um ETA não garante entrada no Reino Unido. Você ainda precisará passar pelo controle de passaportes, e os oficiais da Border Force tem a palavra final sobre sua entrada no país.

 

(Disponível em: www.cnnbrasil.com.br/viagemegastronomia/viagem/brasileiros-ja-podem-solicitar-autorizacaode-

viagem-para-reino-unido-veja-como/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que poderia substituir o vocábulo “Embora”  sem causar alterações significativas ao sentido original do trecho em que aparece.
  1. AAlém disso.
  2. BAinda que.
  3. CLogo.
  4. DNo entanto.
  5. EPortanto.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — Ainda que.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Conjunções concessivas: substituindo “Embora” sem perder o sentido

Gabarito: letra B. O vocábulo “Embora” é uma conjunção subordinativa concessiva, que introduz uma oração com ideia de contrariedade/oposição que não impede a realização do fato principal. A única alternativa que preserva exatamente esse valor é “Ainda que”, também concessiva. Como se lê no trecho: “Embora algumas pessoas estejam se referindo a isso como um visto, na verdade, o ETA é uma isenção de visto” — a substituição por “Ainda que” mantém a relação de concessão intacta.

O comando pede uma substituição sem alterações significativas de sentido. Isso significa que a alternativa correta deve pertencer à mesma classe de conjunções e expressar a mesma relação lógica que o termo original. Não basta que a frase continue gramatical — é preciso que o valor semântico seja preservado.

No trecho em questão, “Embora” introduz uma concessão: admite-se um fato (algumas pessoas chamam de visto) que se contrapõe à ideia principal (na verdade, é isenção), sem anulá-la. As conjunções concessivas típicas são: embora, ainda que, mesmo que, conquanto, se bem que, posto que, apesar de que. Todas elas levam o verbo da oração subordinada para o modo subjuntivo — exatamente o que ocorre com “estejam” no texto.

A pegadinha central da questão é a confusão entre concessão e adversidade. Tanto “Embora” quanto “No entanto” expressam oposição, mas em níveis diferentes: a concessão atua dentro do período composto por subordinação (oração subordinada + principal), enquanto a adversidade liga orações coordenadas independentes. A banca explora justamente essa proximidade para atrair o candidato desatento.

NÃO CAIA NESSA!

A banca coloca “No entanto” (adversativa) como distrator, pois tanto ela quanto “Embora” indicam oposição. A diferença é estrutural: concessiva subordina, adversativa coordena. Quem só pensa no sentido geral de “oposição” cai na letra D.

PEGA ESSA DICA!

Ao substituir conectivos, teste a relação lógica e a estrutura sintática. Concessivas aceitam troca por “apesar de” (com verbo no infinitivo); adversativas, por “mas”. Se “apesar de” couber, é concessiva.

Conjunção

Classe

Relação

Substitui "Embora"?

Ainda que

Subordinativa concessiva

Contrariedade sem impedimento

✅ Sim

Além disso

Aditiva

Soma/acréscimo

❌ Não

Logo

Conclusiva

Conclusão/consequência

❌ Não

No entanto

Adversativa

Contraste (coordena)

❌ Não

Portanto

Conclusiva

Conclusão/dedução

❌ Não

Alternativa A — ❌ Incorreta

“Além disso” é uma conjunção aditiva (ou locução aditiva), que expressa soma/acréscimo de ideias. No trecho, a relação é de contrariedade — “Embora algumas pessoas chamem de visto, na verdade é isenção”. Substituir por “Além disso” transformaria a frase em uma adição: “Além disso algumas pessoas chamam de visto, na verdade é isenção” — o que quebra a lógica e o sentido original. Erro: troca de relação semântica (aditiva em vez de concessiva).

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

“Ainda que” é uma conjunção subordinativa concessiva, exatamente como “Embora”. Ambas introduzem uma oração que expressa fato contrário à ideia principal, sem impedir sua realização. A substituição preserva integralmente o sentido: “Ainda que algumas pessoas estejam se referindo a isso como um visto, na verdade, o ETA é uma isenção de visto”. A relação de concessão e o modo subjuntivo (“estejam”) são mantidos. É a única alternativa que não altera o sentido.

Alternativa C — ❌ Incorreta

“Logo” é uma conjunção coordenativa conclusiva, que introduz uma conclusão ou consequência lógica do que foi dito antes. No trecho, não há relação de conclusão — há oposição entre o que “algumas pessoas” pensam e o que “na verdade” o ETA é. Substituir por “Logo” criaria uma falsa relação de causa-consequência: “Logo algumas pessoas estão se referindo a isso como um visto” — inverte completamente o sentido. Erro: troca de relação semântica (conclusiva em vez de concessiva).

Alternativa D — ❌ Incorreta

“No entanto” é uma conjunção coordenativa adversativa, que liga orações independentes com ideia de contraste. Embora expresse oposição como “Embora”, a estrutura sintática é diferente: a concessiva subordina a oração; a adversativa coordena. No texto, “Embora” inicia uma oração subordinada que depende da principal (“na verdade, o ETA é uma isenção de visto”). Substituir por “No entanto” exigiria reestruturar o período, pois a oração subordinada se tornaria independente — alteração significativa de sentido e estrutura. Erro: confusão entre concessão e adversidade.

Alternativa E — ❌ Incorreta

“Portanto” é uma conjunção coordenativa conclusiva, que expressa conclusão ou dedução de uma premissa anterior. No trecho, não há relação de conclusão — há contrariedade entre o que se diz e o que se afirma. Substituir por “Portanto” criaria uma relação de consequência inexistente: “Portanto algumas pessoas estão se referindo a isso como um visto” — inverte o sentido original. Erro: troca de relação semântica (conclusiva em vez de concessiva).

Gabarito: letra B. A chave da questão é reconhecer que “Embora” é concessiva e que apenas “Ainda que” pertence à mesma classe, preservando a relação de contrariedade sem impedimento e a estrutura de subordinação.

Link permanente: /questoes/qa669086