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Questão de Português — Ortografia - Casos Gerais e Emprego das Letras — FUNDATEC 2025

PortuguêsOrtografia - Casos Gerais e Emprego das Letras
Código
qa669535
Banca
FUNDATEC
Órgão
Pref Aratiba
Ano
2025
Cargo
Ag ( )

A terceirização da memória

 

Por Juliana Bublitz

 

Você tem um minuto para responder, sem espiar no celular (não vale trapa__ear): quantos números de telefone sabe de cor? Dois, três? Ou nem isso?

 

Até hoje lembro de dí__itos da era pré-internet. O contato de casa era 711-3777. O da minha avó, 713-2641. Recordo do som do disco do aparelho girando, levado pelo dedo indicador, e de tagarelar com as amigas de infância, cujos telefones fixos jamais esqueci. Nenhum desses números existe mais, mas seguem guardados como te__ouros arqueológicos inúteis.

 

Naquela época, a gente memorizava tudo. No máximo, consultava uma agenda de papel aos frangalhos, do tamanho da palma da mão, que ficava na mesinha da sala.

 

Aí veio a revolução digital, com Apple, Microsoft e todas as bigtechs. Surgiram o Motorola tijolão, o Nokia tijolinho e o Blackberry com suas teclas mínimas. Em menos de 20 anos, com a chegada dos smartphones e de suas funcionalidades sem fim, as marcas passaram a ser extensões do nosso corpo. Os dispositivos servem até para telefonar, só que hoje ninguém mais precisa disso. Falar para quê ?

 

A tecnologia mudou o mundo e a forma como nos relacionamos com ele. Tudo ficou mais fácil. Deixou de ser necessário guardar informações “na caixola”, como diria minha avó (aquela mesma, do 713-2641), e passou a ser possível terceirizar a memória. Ganhamos HDs externos.

 

Qual é o sentido de perder tempo memorizando algo, se temos tudo na palma da mão?

 

Hoje, a vida de uma pessoa cabe no celular. A agenda de telefones é só uma gota no oceano de bites.

 

Os contatos estão ali, assim como a conta do banco, a lista do super, o endereço do dentista, a tese de doutorado, as datas de aniversário das pessoas que amamos, o roteiro das férias, o aplicativo de rotas com GPS, os ingressos para o teatro. O que não sabemos (ou esquecemos?) está no Google ou no ChatGPT. Basta digitar e pronto. Resolvido em segundos.

 

O resultado disso é uma vida muito mais prática, mas um bando de gente sequestrada pelo próprio celular, como já escreveu a Martha Medeiros em uma de suas crônicas geniais.

 

Viramos “celular-dependentes”, e a nossa memória também.

 

Dia desses, consegui a façanha de esquecer o aparelho em um veículo da Uber. Percebi segundos depois, quando fui checar as mensagens e quase enlouqueci de mãos vazias. Bateu o desespero. E agora?

 

Não sabia o número de ninguém, não tinha acesso ao Whats, não podia sequer ver as horas nem verificar o e-mail. Para quem ligar para tentar resolver o perrengue?

 

Graças a uma colega que (ufa!) não tinha esquecido o celular no carro, foi possível fazer contato com a empresa e chegar até o motorista. Ele voltou mais tarde para devolver o item perdido.

 

Foram os 45 minutos mais agonizantes dos últimos tempos. E ali percebi meu vício em tecnologia. Sem o smartphone, a vida travou, e a terceirização da memória se tornou um problemão.

 

Virou amnésia digital.

 

Sabe o que fiz depois disso? Nada. Ou melhor, fiz, sim: decorei três contatos de pessoas próximas para o caso de emergências. Estou salva. Até ser traída pela memória outra vez.

 

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/juliana-bublitz/

ultimas-noticias/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando a ortografia da língua portuguesa, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas nas linhas.
  1. Ac – j – z
  2. Bs – g – s
  3. Cs – j – z
  4. Dss – g – z
  5. Ec – g – s
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — c – g – s

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Ortografia: emprego de C, G e S — Gabarito: letra E.

Gabarito: letra E. As lacunas do texto são preenchidas, respectivamente, por c – g – s, formando as palavras trapacear, dígitos e tesouros. A alternativa E é a única que apresenta essa sequência correta, conforme as regras de emprego das letras C, G e S na língua portuguesa.

O comando da questão

A questão pede que você preencha as lacunas com as letras corretas, considerando a ortografia da língua portuguesa. Isso é uma tarefa de memorização e aplicação de regras — não há interpretação de texto envolvida. O foco está em conhecer a grafia correta das palavras e saber quando usar cada letra.

As palavras em questão

No texto, as lacunas aparecem em três palavras:

  • tra__eartrapacear (verbo)

  • dí__itosdígitos (substantivo)

  • te__ourostesouros (substantivo)

Vamos analisar cada uma:

  1. trapacear: escreve-se com C (e não com SS, S ou Ç). A forma correta é trapacear, derivada de trapaça. O verbo é trapacear (com C), e o substantivo é trapaça (com Ç). Não existe "trapassar" nem "trapasear".

  1. dígitos: escreve-se com G (e não com J). A palavra dígito vem do latim digitus (dedo) e mantém o G. Não existe "dijito".

  1. tesouros: escreve-se com S (e não com Z). A palavra tesouro é grafada com S, assim como seus derivados (tesouraria, tesoureiro). Não existe "tezouro".

A técnica para resolver

Para questões de ortografia, a melhor estratégia é memorizar a grafia correta das palavras mais cobradas e conhecer as regras de emprego de cada letra. Veja as regras principais:

  • C: usa-se em palavras como trapacear, cidade, açúcar (com Ç), mas não em trapassar (não existe).

  • G: usa-se em palavras como dígito, gelo, gente, mas não em j (como em jilo).

  • S: usa-se em palavras como tesouro, casa, mesa, mas não em z (como em tezouro).

Análise das alternativas

1C
trapacear (deriva de trapaça)
Não é SS nem S
2G
dígitos (latim digitus)
Não é J
3S
tesouros (e derivados)
Não é Z
Ortografia: C, G e S
LEVELsoulevel.com.br
Ortografia: C, G e S: C (trapacear (deriva de trapaça), Não é SS nem S); G (dígitos (latim digitus), Não é J); S (tesouros (e derivados), Não é Z)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A sequência c – j – z está errada porque dígitos não se escreve com j (seria "dijitos") e tesouros não se escreve com z (seria "tezouros"). Apenas trapacear está correta com c.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A sequência s – g – s está errada porque trapacear não se escreve com s (seria "traspear" ou "trapasear"). A grafia correta é com c.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A sequência s – j – z está errada porque trapacear não se escreve com s, dígitos não se escreve com j, e tesouros não se escreve com z.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A sequência ss – g – z está errada porque trapacear não se escreve com ss (seria "trassapear"), e tesouros não se escreve com z.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A sequência c – g – s é a única que preenche corretamente as lacunas: trapacear, dígitos e tesouros. Todas as palavras estão grafadas de acordo com a norma padrão.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre C e SS (trapacear), G e J (dígitos) e S e Z (tesouros). Fique atento à grafia correta dessas palavras.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de ortografia, memorize as palavras mais cobradas e revise as regras de emprego de cada letra. A prática com questões anteriores é essencial.

Gabarito: letra E.

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