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Questão de Português — Orações Subordinadas Adverbiais — Quadrix 2025

PortuguêsOrações Subordinadas Adverbiais
Código
qa669658
Banca
Quadrix
Órgão
CRC SP
Ano
2025
Cargo
Adv ( )

Polícia de SP investiga se contador morto a tiros, sem reagir, foi vítima de latrocínio ou execução; veja vídeo


A Polícia Civil investiga se um contador morto a tiros, sem reagir, foi vítima de latrocínio ou execução na Zona Sul de São Paulo. O caso ocorreu na manhã da última quarta‑feira (29) em frente a empresa de contabilidade onde ele trabalhava, e foi gravado por câmeras de segurança (veja vídeo abaixo; as cenas são fortes).


José Horley de Sousa tinha 36 anos e foi baleado quando estava dentro de seu carro, estacionado na Rua Coronel Francisco Inácio, na região do Sacomã. Ele ainda chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Heliópolis, onde não resistiu aos ferimentos e morreu.


O criminoso é um motociclista, que fugiu após roubar o relógio e a carteira do contador e atirar ao menos quatro vezes nele.


Imagens gravadas por câmeras de segurança, e que circulam nas redes sociais, mostram que José não reagiu ao assalto. As cenas mostram que o carro, um Chevrolet Cruize vermelho, está parado na rua, quando um homem numa moto sobe a calçada se aproxima e aponta a arma para o veículo, que estava com os vidros escuros fechados.


No vídeo, feito por duas câmeras, ainda é possível ver o contador abrir a porta e entregar os pertences ao criminoso, que atira diversas vezes no motorista.


O bandido, que usa mochila e capacete, foge em seguida na sua motocicleta.


O caso foi registrado inicialmente como latrocínio, que é o roubo seguido de morte, no 95º Distrito Policial (DP), Cohab‑Heliópolis.


Mas segundo o delegado que investiga a morte do contador e tenta identificar o criminoso, também está sendo apurada a possibilidade de José ter sido vítima de uma execução.


“O caso foi inicialmente registrado como latrocínio, mas a possibilidade de homicídio também é investigada. Estamos trabalhando com as duas vertentes”, afirmou à reportagem o delegado Carlos Miranda. De acordo com a investigação, a moto do criminoso não era roubada, mas estaria usando placa clonada. O celular do contador e um comprovante de transação bancária, no valor de R$ 50 mil, que estavam no automóvel da vítima, foram apreendidos pela polícia.


Além de analisar as imagens das câmeras de vídeo, que gravaram a morte do contador, a investigação quer ouvir o depoimento de testemunhas.


Internet: <www.g1.globo.com> (com adaptações).

Texto para o item.

 

Com base no texto, julgue o item a seguir.

 

A oração “quando estava dentro de seu carro” classifica‑se como subordinada adverbial temporal.

  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Oração subordinada adverbial temporal: o valor de "quando" no texto

Gabarito: C (Certo). A oração "quando estava dentro de seu carro" é, sim, uma subordinada adverbial temporal, pois a conjunção "quando" introduz uma circunstância de tempo em relação ao fato expresso na oração principal ("foi baleado"). A classificação independe do texto: é uma propriedade sintático-semântica da própria construção, confirmada pelo sentido de simultaneidade que ela estabelece.

No trecho do texto, lê-se:

"José Horley de Sousa tinha 36 anos e foi baleado quando estava dentro de seu carro, estacionado na Rua Coronel Francisco Inácio, na região do Sacomã."

A oração "quando estava dentro de seu carro" indica o momento em que ocorreu o baleamento — ou seja, uma circunstância temporal. A conjunção "quando" é a típica conjunção subordinativa temporal, e a oração que ela introduz exerce a função de adjunto adverbial de tempo em relação ao verbo "foi baleado". Não há qualquer ambiguidade: o "quando" aqui não retoma o substantivo "carro" (o que o tornaria pronome relativo e a oração, adjetiva); ele modifica o verbo da oração principal, indicando tempo.

A técnica que decide

Para classificar uma oração iniciada por "quando", pergunte: o "quando" retoma um substantivo (função de pronome relativo → oração adjetiva) ou modifica o verbo, indicando circunstância (função de conjunção → oração adverbial)?

  • Se retoma substantivo: "Lembro do dia quando te conheci" → oração adjetiva (equivale a "em que").

  • Se modifica o verbo, dando ideia de tempo: "Quando cheguei, ele já saiu" → oração adverbial temporal.

No caso do texto, "quando estava dentro de seu carro" não se refere a "carro" (não é "o carro em que estava"); refere-se ao momento do baleamento. A prova é a paráfrase: "foi baleado no momento em que estava dentro de seu carro". Isso confirma o valor temporal.

Por que as outras classificações não se sustentam

  • Oração subordinada adjetiva: exigiria que o "quando" fosse pronome relativo, retomando um antecedente (ex.: "o momento quando..."). Aqui não há antecedente; o "quando" é conjunção.

  • Oração subordinada substantiva: seria introduzida por conjunção integrante (que, se) e exerceria função de sujeito, objeto etc. Não é o caso.

  • Oração coordenada: seria ligada por conjunção coordenativa (e, mas, ou...) e não teria relação de subordinação. Aqui há subordinação clara.

Conclusão

A assertiva está correta: a oração "quando estava dentro de seu carro" é subordinada adverbial temporal, pois expressa a circunstância de tempo do verbo "foi baleado". A banca cobrou o reconhecimento do valor semântico da conjunção "quando", e a resposta se confirma pela substituição por "no momento em que".

"Quando" — pronome relativo ou conjunção?
  • 1Retoma substantivo (pronome relativo)
    • Oração adjetiva
    • Ex.: "Lembro do dia quando te conheci"
  • 2Modifica o verbo (conjunção)
    • Oração adverbial temporal
    • Ex.: "Quando cheguei, ele já saiu"
    • Paráfrase: "no momento em que"
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Gabarito: C (Certo).

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