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Questão de Português — Termos Acessórios (Adjunto Adnominal, Adjunto Adverbial e Aposto). Vocativo — Quadrix 2025

PortuguêsTermos Acessórios (Adjunto Adnominal, Adjunto Adverbial e Aposto). Vocativo
Código
qa669662
Banca
Quadrix
Órgão
CRC SP
Ano
2025
Cargo
Adv ( )

Polícia de SP investiga se contador morto a tiros, sem reagir, foi vítima de latrocínio ou execução; veja vídeo


A Polícia Civil investiga se um contador morto a tiros, sem reagir, foi vítima de latrocínio ou execução na Zona Sul de São Paulo. O caso ocorreu na manhã da última quarta‑feira (29) em frente a empresa de contabilidade onde ele trabalhava, e foi gravado por câmeras de segurança (veja vídeo abaixo; as cenas são fortes).


José Horley de Sousa tinha 36 anos e foi baleado quando estava dentro de seu carro, estacionado na Rua Coronel Francisco Inácio, na região do Sacomã. Ele ainda chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Heliópolis, onde não resistiu aos ferimentos e morreu.


O criminoso é um motociclista, que fugiu após roubar o relógio e a carteira do contador e atirar ao menos quatro vezes nele.


Imagens gravadas por câmeras de segurança, e que circulam nas redes sociais, mostram que José não reagiu ao assalto. As cenas mostram que o carro, um Chevrolet Cruize vermelho, está parado na rua, quando um homem numa moto sobe a calçada se aproxima e aponta a arma para o veículo, que estava com os vidros escuros fechados.


No vídeo, feito por duas câmeras, ainda é possível ver o contador abrir a porta e entregar os pertences ao criminoso, que atira diversas vezes no motorista.


O bandido, que usa mochila e capacete, foge em seguida na sua motocicleta.


O caso foi registrado inicialmente como latrocínio, que é o roubo seguido de morte, no 95º Distrito Policial (DP), Cohab‑Heliópolis.


Mas segundo o delegado que investiga a morte do contador e tenta identificar o criminoso, também está sendo apurada a possibilidade de José ter sido vítima de uma execução.


“O caso foi inicialmente registrado como latrocínio, mas a possibilidade de homicídio também é investigada. Estamos trabalhando com as duas vertentes”, afirmou à reportagem o delegado Carlos Miranda. De acordo com a investigação, a moto do criminoso não era roubada, mas estaria usando placa clonada. O celular do contador e um comprovante de transação bancária, no valor de R$ 50 mil, que estavam no automóvel da vítima, foram apreendidos pela polícia.


Além de analisar as imagens das câmeras de vídeo, que gravaram a morte do contador, a investigação quer ouvir o depoimento de testemunhas.


Internet: <www.g1.globo.com> (com adaptações).

Texto para o item.

 

Com base no texto, julgue o item a seguir.

 

No trecho “As cenas mostram que o carro, um Chevrolet Cruize vermelho, está parado na rua”, o termo “um Chevrolet Cruize vermelho” ajuda a explicar o termo “carro”, funcionando como adjunto adnominal.

  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Aposto × Adjunto Adnominal: análise do trecho “um Chevrolet Cruize vermelho”

Gabarito: E (Errado). O termo “um Chevrolet Cruize vermelho” não funciona como adjunto adnominal; ele é um aposto explicativo, pois retoma e explica o substantivo “carro”, com o qual mantém relação de identidade (carro = um Chevrolet Cruize vermelho). A passagem que comprova é: “As cenas mostram que o carro, um Chevrolet Cruize vermelho, está parado na rua”. O aposto vem isolado por vírgulas e poderia ser retirado sem prejuízo da estrutura sintática — características típicas do aposto, não do adjunto adnominal.

O comando

A questão pede um julgamento Certo/Errado sobre a função sintática de um termo destacado. Isso é uma questão de gramática metalinguística: não se trata de interpretar o texto, mas de classificar corretamente o termo “um Chevrolet Cruize vermelho” dentro da oração. O comando afirma que ele “ajuda a explicar o termo ‘carro’, funcionando como adjunto adnominal”. Para resolver, é preciso dominar a diferença entre aposto e adjunto adnominal — dois termos acessórios que frequentemente confundem os candidatos.

O texto

O trecho analisado está no 4º parágrafo: “As cenas mostram que o carro, um Chevrolet Cruize vermelho, está parado na rua”. O substantivo “carro” é o núcleo do sujeito da oração “o carro está parado na rua”. Entre o sujeito e o verbo, há um termo intercalado por vírgulas: “um Chevrolet Cruize vermelho”. Esse termo não é exigido pela oração; ele apenas acrescenta uma informação sobre o carro, explicando-o. Essa é a função do aposto.

A técnica que decide

O aposto é um termo de valor substantivo que explica, esclarece, desenvolve ou resume outro termo da oração, com o qual mantém relação de identidade (A = B). Ele vem, em geral, isolado por vírgulas, travessões ou parênteses. Já o adjunto adnominal é o termo que determina, especifica ou caracteriza um substantivo, podendo ser artigo, pronome, numeral, adjetivo ou locução adjetiva. A diferença crucial está na relação: no aposto, há identidade (o carro é um Chevrolet Cruize vermelho); no adjunto adnominal, há apenas uma caracterização (ex.: “o carro vermelho” — aqui “vermelho” é adjunto adnominal, pois caracteriza, não identifica).

No trecho, “um Chevrolet Cruize vermelho” identifica o carro: diz exatamente qual carro é. Se retirarmos o termo, a oração continua íntegra: “As cenas mostram que o carro está parado na rua”. Essa possibilidade de supressão sem prejuízo sintático é típica do aposto. Além disso, o termo é introduzido por artigo indefinido “um” e tem núcleo substantivo “Chevrolet” — estrutura típica de aposto explicativo, não de adjunto adnominal.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta fazer o candidato confundir aposto com adjunto adnominal. A palavra “explicar” no enunciado é uma pista falsa: o adjunto adnominal também “explica” em sentido amplo, mas a relação é de caracterização, não de identidade. O aposto é sempre igual ao termo a que se refere (A = B); o adjunto adnominal apenas o modifica.

Análise do item

Termos acessórios
  • 1Aposto
    • Explica/esclarece/desenvolve
    • Relação de identidade (A = B)
    • Isolado por vírgulas, travessões ou parênteses
    • Supressão não prejudica a estrutura
  • 2Adjunto adnominal
    • Determina/especifica/caracteriza
    • Relação de caracterização (não identidade)
    • Sem vírgulas (ligado ao substantivo)
    • Ex.: "o carro vermelho"
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Item — ❌ Errado ⟵ GABARITO

A afirmação de que “um Chevrolet Cruize vermelho” funciona como adjunto adnominal está incorreta. O termo é um aposto explicativo do substantivo “carro”. Vejamos a prova no próprio texto:

“As cenas mostram que o carro, um Chevrolet Cruize vermelho, está parado na rua”

O termo está isolado por vírgulas e retoma o substantivo “carro”, com o qual mantém relação de identidade: o carro é um Chevrolet Cruize vermelho. Se fosse adjunto adnominal, não haveria vírgulas e o termo estaria diretamente ligado ao substantivo, como em “o carro vermelho está parado na rua” (aqui “vermelho” seria adjunto adnominal). A presença das vírgulas e a estrutura “um + substantivo” são marcas formais do aposto.

Conclusão: o item está errado, pois classifica erroneamente o termo. O gabarito é E (Errado).

PEGA ESSA DICA!

Para diferenciar aposto de adjunto adnominal, pergunte: o termo é o substantivo (aposto) ou apenas o caracteriza (adjunto adnominal)? No aposto, a troca por “isto é” funciona: “o carro, isto é, um Chevrolet Cruize vermelho”. No adjunto adnominal, não.

Gabarito: letra E (Errado).

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