Questão de Português — Crase — INSTITUTO AOCP 2025
Português›Crase
Código
qa669767
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
TRE TO
Ano
2025
Cargo
AJ
SEU CELULAR ESTÁ SEMPRE TOCANDO (OU ASSIM VOCÊ ESPERA)
Por Zygmunt Bauman
“Uma mensagem brilha na tela em busca de outra. Seus dedos estão sempre ocupados: você pressiona as teclas, digitando novos números para responder às chamadas ou compondo suas próprias mensagens. Você permanece conectado – mesmo estando em constante movimento e ainda que os remetentes ou destinatários invisíveis das mensagens recebidas e enviadas também estejam em movimento, cada qual seguindo suas próprias trajetórias. [...]
Uma chamada não foi respondida? Uma mensagem não foi retornada? Também não há motivo para preocupação. Existem muitos outros números de telefones na lista, e aparentemente não há limite para o volume de mensagens que você pode, com a ajuda de algumas teclas diminutas, comprimir naquele pequeno objeto que se encaixa tão bem em sua mão. Pense nisto (quer dizer, se houver tempo para pensar): é absolutamente improvável chegar ao fim de seu catálogo portátil ou digitar todas as mensagens possíveis. Há sempre mais conexões para serem usadas – e assim não tem tanta importância quantas delas se tenham mostrado frágeis e passíveis de ruptura. O ritmo e a velocidade do uso e do desgaste tampouco importam. Cada conexão pode ter vida curta, mas seu excesso é indestrutível. Em meio à eternidade dessa rede imperecível, você pode se sentir seguro diante da fragilidade irreparável de cada conexão singular e transitória”.
Leia o texto a seguir para responder a questão seguinte.
Texto 1
Quanto ao uso do acento indicativo de crase em “[...] você pressiona as teclas, digitando novos números para responder às chamadas [...]”, assinale a alternativa correta.
AEle é obrigatório devido à regência do substantivo feminino “chamadas”.
BEle é obrigatório na modalidade coloquial do português brasileiro.
CEle indica a junção entre a preposição “para” e o artigo feminino “a”.
DEle é obrigatório porque “responder” está sendo empregado com o sentido de “responsabilizar-se”, como em “Responder por um menor”.
EEle pode ser omitido sem que isso comprometa o sentido original do excerto.
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GabaritoE — Ele pode ser omitido sem que isso comprometa o sentido original do excerto.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Crase em "responder às chamadas"
Gabarito: letra E. A crase em "às chamadas" é obrigatória na norma padrão, pois o verbo "responder" exige a preposição "a" e o substantivo "chamadas" admite o artigo feminino "as" — logo, ocorre a fusão "a + as = às". A alternativa E, ao afirmar que a crase "pode ser omitida sem comprometer o sentido", está errada, pois a omissão do artigo alteraria a construção: "responder a chamadas" (sem crase) soaria como resposta a chamadas genéricas, e não às chamadas específicas do contexto. A banca cobra exatamente o reconhecimento de que a crase aqui é obrigatória, não facultativa.
O comando
A questão pede que você analise o uso do acento grave em um trecho específico do texto. Não se trata de interpretação de sentido global, mas de gramática aplicada: identificar a função da crase naquele contexto. O verbo "responder" é o núcleo da análise — é ele que rege a preposição "a".
O texto
No trecho "digitando novos números para responder às chamadas", o verbo "responder" está no infinitivo e exige complemento com a preposição "a": quem responde, responde a algo. O substantivo "chamadas" é feminino plural e, no contexto, está determinado — refere-se às chamadas recebidas, específicas. Por isso, ocorre a fusão: preposição "a" + artigo "as" = "às".
A regra que decide
A crase é a fusão da preposição "a" com o artigo feminino "a(s)". Para saber se é obrigatória, faça o teste: troque o termo feminino por um masculino equivalente. Se aparecer "ao", há crase; se aparecer apenas "o", não há. Veja:
"responder às chamadas" → "responder aos chamados" (aparece "ao", logo há crase)
Como o verbo "responder" exige a preposição "a" e o substantivo "chamadas" admite o artigo "as", a crase é obrigatória. A alternativa E, ao afirmar que ela "pode ser omitida sem comprometer o sentido", está errada, pois a omissão do artigo alteraria a construção: "responder a chamadas" (sem crase) soaria como resposta a chamadas genéricas, e não às chamadas específicas do contexto.
Crase em "responder às chamadas"
1Por que é obrigatória
Verbo "responder" exige preposição "a"
Substantivo "chamadas" admite artigo "as"
Fusão: a + as = às
2Teste do masculino
"responder às chamadas" → "responder aos chamados"
Aparece "ao" → há crase
3O que a banca cobra
Crase obrigatória, não facultativa
Omissão altera o sentido (genérico × específico)
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Alternativa A — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que a crase é obrigatória "devido à regência do substantivo feminino 'chamadas'". Isso está errado porque a crase não é determinada pela regência do substantivo, mas sim pela regência do verbo "responder" (que exige a preposição "a") combinada com a presença do artigo feminino "as" antes de "chamadas". O substantivo "chamadas" não rege preposição; ele apenas admite o artigo. A regência que importa é a do verbo.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que a crase é obrigatória "na modalidade coloquial do português brasileiro". Isso está errado porque a crase é uma exigência da norma padrão da língua, não da modalidade coloquial. Na fala informal, muitas vezes a crase é omitida, mas isso não a torna facultativa na escrita formal. A banca cobra justamente o conhecimento da norma culta.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que a crase "indica a junção entre a preposição 'para' e o artigo feminino 'a'". Isso está errado porque a crase ocorre entre a preposição "a" (exigida pelo verbo "responder") e o artigo feminino "as". A preposição "para" não participa da fusão; ela introduz a oração final "para responder", mas não se funde com o artigo. A fusão é "a + as = às".
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que a crase é obrigatória porque "responder" está sendo empregado com o sentido de "responsabilizar-se", como em "Responder por um menor". Isso está errado porque, no trecho, "responder" tem o sentido de "dar resposta a uma chamada", não de "responsabilizar-se". Além disso, mesmo que fosse o sentido de "responsabilizar-se", a regência seria "responder por", e não "responder a". A crase aqui se deve à regência de "responder a" (quem responde, responde a algo).
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa afirma que a crase "pode ser omitida sem que isso comprometa o sentido original do excerto". Isso está errado porque a crase é obrigatória neste contexto. O verbo "responder" exige a preposição "a", e o substantivo "chamadas" admite o artigo "as". A omissão do artigo alteraria o sentido: "responder a chamadas" (sem crase) soaria como resposta a chamadas genéricas, e não às chamadas específicas do contexto. Portanto, a crase não pode ser omitida sem comprometer o sentido.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre crase obrigatória e facultativa. Muitos alunos acham que a crase pode ser omitida em qualquer contexto, mas aqui ela é obrigatória pela regência do verbo "responder" + artigo "as".
PEGA ESSA DICA!
Para saber se a crase é obrigatória, faça o teste do masculino: troque "chamadas" por um substantivo masculino. Se aparecer "ao", há crase; se aparecer apenas "o", não há.
Gabarito: letra E — a única alternativa que o texto NÃO sustenta, pois a crase é obrigatória e não pode ser omitida sem alterar o sentido.