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Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — INSTITUTO AOCP 2025

PortuguêsInterpretação de Textos (Compreensão)
Código
qa670872
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UENF
Ano
2025
Cargo
TPNS ( )

A importância da leitura na era digital

Por Ricardo Ramos

 

Vivemos em uma era digital em que a informação está disponível a apenas alguns cliques de distância. Com o avanço das tecnologias, o acesso ao conhecimento tornou-se mais democrático e, ao mesmo tempo, mais desafiador. A leitura continua sendo uma das atividades mais poderosas para o desenvolvimento pessoal e profissional, mas tem enfrentado uma nova concorrência: a dos conteúdos rápidos, visuais e de fácil consumo, como vídeos curtos, redes sociais e streaming. Neste contexto, a leitura tem uma importância ainda maior para quem busca profundidade e análise crítica.

 

A leitura ativa, seja de livros, artigos científicos, ou textos longos e bem estruturados, permite uma compreensão detalhada dos temas e desenvolve habilidades cognitivas essenciais. Diferente de um vídeo ou uma postagem nas redes sociais, a leitura de um texto exige um esforço ativo do leitor para interpretar, refletir e conectar as informações com o que já sabe. Essa prática contínua estimula o cérebro, melhorando o vocabulário, a capacidade de argumentação e a memória.

 

Além disso, a leitura oferece um momento de introspecção que pode ser terapêutico. Em um mundo onde o ritmo acelerado parece ser a norma, parar para ler pode ser uma forma de desconectar-se das pressões externas e mergulhar em um universo próprio. Estudos mostram que a leitura reduz o estresse, ajudando a diminuir os níveis de cortisol, o hormônio relacionado ao estresse. Em outras palavras, ler pode ser uma forma eficaz de relaxamento.

 

No ambiente profissional, a leitura é igualmente indispensável. Profissionais que leem com regularidade estão em constante aprendizado, o que os ajuda a manter-se atualizados com as novas tendências de suas áreas e a desenvolver uma visão crítica dos temas que abordam. Além disso, a leitura de artigos, relatórios e livros específicos oferece insights e referências que podem fazer a diferença em discussões, apresentações e tomadas de decisões estratégicas. Não é à toa que líderes de renome, como Bill Gates e Warren Buffet, atribuem grande parte de seu sucesso ao hábito constante de leitura.

 

A leitura na era digital, porém, não é desprovida de desafios. Com a infinidade de conteúdos disponíveis na internet, a capacidade de concentração tem sido afetada. Muitos leitores relatam dificuldade em manter a atenção em um único texto, devido ao hábito de navegar por diversas fontes de informação ao mesmo tempo. Esse fenômeno, conhecido como “leitura fragmentada”, prejudica a compreensão total e aprofundada de um texto, tornando o consumo de informação mais superficial.

 

Para enfrentar essa questão, algumas estratégias podem ser adotadas. Uma delas é o “deep reading” ou “leitura profunda”, que consiste em ler sem distrações e dedicar um tempo específico para mergulhar no conteúdo. Outra técnica útil é anotar os principais pontos e reflexões ao longo do texto, ajudando a fixar as informações. Ao valorizar a leitura profunda, é possível aproveitar ao máximo o que um texto tem a oferecer.

 

Concluindo, a leitura permanece uma atividade fundamental, mesmo em um mundo digitalizado. Ela continua sendo uma ferramenta insubstituível para o aprendizado, o desenvolvimento pessoal e o bem-estar emocional. Portanto, cultivar o hábito de ler é uma forma de garantir que estaremos mais preparados para os desafios de uma sociedade em constante transformação. Afinal, o conhecimento é um dos poucos ativos que ninguém pode tirar de nós.

 

RAMOS, Ricardo. A importância da leitura na era digital. Carta de Notícias, [S.l.], 2024. Disponível em: https://cartadenoticias.com.br/2024/opiniao/ricardo-ramos/a-importancia-da-leitura-na-era-digital/. Acesso em: 12 maio 2025.

Texto 1   No Texto 1, o autor contrapõe os efeitos da leitura profunda aos da leitura fragmentada, apontando não apenas benefícios mas também desafios relacionados ao contexto digital. Tendo em vista essa oposição, assinale a alternativa que melhor expressa o contraste estabelecido no texto.
  1. AA leitura profunda, embora idealizada pelo autor, é considerada impraticável no cotidiano atual, marcado por excesso de estímulos e falta de tempo.
  2. BA leitura fragmentada é retratada como um hábito inevitável na era digital, enquanto a leitura profunda é apresentada como uma estratégia possível, porém de eficácia limitada diante da velocidade da informação.
  3. CA leitura profunda permite maior concentração e retenção de ideias, ao passo que a leitura fragmentada compromete a assimilação do conteúdo por sua natureza dispersiva.
  4. DA leitura fragmentada surge como uma alternativa moderna e eficiente à leitura tradicional, sendo valorizada pelo autor por sua compatibilidade com os novos hábitos digitais.
  5. ETanto a leitura profunda quanto a fragmentada são tratadas como práticas complementares, obrigatórias ao leitor que deseja se adaptar às exigências do mundo contemporâneo.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — A leitura profunda permite maior concentração e retenção de ideias, ao passo que a leitura fragmentada compromete a assimilação do conteúdo por sua natureza dispersiva.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

O contraste entre leitura profunda e leitura fragmentada

Gabarito: letra C. A alternativa C expressa com precisão o contraste estabelecido no texto: a leitura profunda permite maior concentração e retenção de ideias, enquanto a leitura fragmentada compromete a assimilação do conteúdo por sua natureza dispersiva. Essa oposição está ancorada no 5º parágrafo, em que o autor afirma que a leitura fragmentada "prejudica a compreensão total e aprofundada de um texto, tornando o consumo de informação mais superficial", e no 2º parágrafo, em que destaca que a leitura ativa "permite uma compreensão detalhada dos temas e desenvolve habilidades cognitivas essenciais".

O comando pede que você identifique a alternativa que melhor expressa o contraste entre os dois tipos de leitura. Isso é uma questão de compreensão (informação explícita), não de inferência: você deve localizar no texto as passagens que descrevem cada tipo e verificar qual alternativa as parafraseia fielmente, sem acrescentar ideias que o autor não defendeu.

O texto é dissertativo-argumentativo: o autor defende a tese de que a leitura é fundamental mesmo na era digital, mas reconhece os desafios impostos pela fragmentação. No 5º parágrafo, ele apresenta o problema da "leitura fragmentada", que surge do hábito de navegar por múltiplas fontes e prejudica a compreensão profunda. No 6º parágrafo, ele propõe a "leitura profunda" como estratégia para superar esse problema. A oposição central é: profunda = concentração e retenção; fragmentada = dispersão e superficialidade.

A técnica para resolver é simples: sublinhe no texto as características atribuídas a cada tipo de leitura e compare com cada alternativa. A correta será aquela que reproduz exatamente essas características, sem exageros, sem opiniões externas e sem inverter os papéis.

1Maior concentração
2Retenção de ideias
3Compreensão detalhada
4Leitura fragmentada
Natureza dispersiva
Compromete assimilação
Consumo superficial
Leitura profunda
LEVELsoulevel.com.br
Leitura profunda: Maior concentração; Retenção de ideias; Compreensão detalhada; Leitura fragmentada (Natureza dispersiva, Compromete assimilação, Consumo superficial)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que a leitura profunda é "considerada impraticável no cotidiano atual". O texto não diz isso: ao contrário, no 6º parágrafo, o autor apresenta a leitura profunda como uma estratégia possível e recomendada: "Para enfrentar essa questão, algumas estratégias podem ser adotadas. Uma delas é o 'deep reading' ou 'leitura profunda', que consiste em ler sem distrações e dedicar um tempo específico para mergulhar no conteúdo." A ideia de impraticabilidade é uma extrapolação — o texto reconhece desafios, mas não diz que a prática é inviável.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa diz que a leitura fragmentada é "um hábito inevitável" e que a profunda tem "eficácia limitada". O texto não afirma que a fragmentada é inevitável; ele a descreve como um fenômeno que "prejudica a compreensão" e que pode ser enfrentado com estratégias. Também não diz que a profunda tem eficácia limitada — pelo contrário, a apresenta como solução: "Ao valorizar a leitura profunda, é possível aproveitar ao máximo o que um texto tem a oferecer." A alternativa restringe o alcance do texto e contradiz a defesa que o autor faz da leitura profunda.

Alternativa C — ✅ Correta

Esta alternativa é uma paráfrase fiel do contraste. No 2º parágrafo, o autor afirma que a leitura ativa "permite uma compreensão detalhada dos temas e desenvolve habilidades cognitivas essenciais" — isso corresponde a "maior concentração e retenção de ideias". No 5º parágrafo, ele diz que a leitura fragmentada "prejudica a compreensão total e aprofundada de um texto, tornando o consumo de informação mais superficial" — isso corresponde a "compromete a assimilação do conteúdo por sua natureza dispersiva". A alternativa não acrescenta nada além do que o texto diz.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que a leitura fragmentada é "uma alternativa moderna e eficiente" e que é "valorizada pelo autor". Isso contradiz o texto: o autor critica a fragmentação, chamando-a de prejudicial e superficial. No 5º parágrafo, ele diz que ela "prejudica a compreensão total e aprofundada de um texto". Não há nenhuma valorização da leitura fragmentada; pelo contrário, ela é apresentada como um problema a ser superado.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa diz que as duas leituras são "práticas complementares, obrigatórias". O texto não as trata como complementares, mas como opostas: uma é benéfica, a outra é prejudicial. O autor não diz que ambas são obrigatórias; ele apenas recomenda a leitura profunda como estratégia. A alternativa tangencia o tema ao sugerir uma relação que o texto não estabelece.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre o que o texto realmente afirma e opiniões ou extrapolações que parecem plausíveis, como a ideia de que a leitura profunda é impraticável ou que a fragmentada é inevitável. Fique atento a palavras como "impraticável", "inevitável", "obrigatórias" — elas geralmente indicam extrapolação.

PEGA ESSA DICA!

Ao resolver questões de oposição, sublinhe no texto as características de cada elemento e compare com as alternativas. A correta será a que reproduz exatamente essas características, sem exageros, sem opiniões externas e sem inverter os papéis.

Gabarito: letra C.

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