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Questão de Português — Vocábulo "Que" — INSTITUTO AOCP 2025

PortuguêsVocábulo "Que"
Código
qa670879
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UENF
Ano
2025
Cargo
TPNS ( )

A importância da leitura na era digital

Por Ricardo Ramos

 

Vivemos em uma era digital em que a informação está disponível a apenas alguns cliques de distância. Com o avanço das tecnologias, o acesso ao conhecimento tornou-se mais democrático e, ao mesmo tempo, mais desafiador. A leitura continua sendo uma das atividades mais poderosas para o desenvolvimento pessoal e profissional, mas tem enfrentado uma nova concorrência: a dos conteúdos rápidos, visuais e de fácil consumo, como vídeos curtos, redes sociais e streaming. Neste contexto, a leitura tem uma importância ainda maior para quem busca profundidade e análise crítica.

 

A leitura ativa, seja de livros, artigos científicos, ou textos longos e bem estruturados, permite uma compreensão detalhada dos temas e desenvolve habilidades cognitivas essenciais. Diferente de um vídeo ou uma postagem nas redes sociais, a leitura de um texto exige um esforço ativo do leitor para interpretar, refletir e conectar as informações com o que já sabe. Essa prática contínua estimula o cérebro, melhorando o vocabulário, a capacidade de argumentação e a memória.

 

Além disso, a leitura oferece um momento de introspecção que pode ser terapêutico. Em um mundo onde o ritmo acelerado parece ser a norma, parar para ler pode ser uma forma de desconectar-se das pressões externas e mergulhar em um universo próprio. Estudos mostram que a leitura reduz o estresse, ajudando a diminuir os níveis de cortisol, o hormônio relacionado ao estresse. Em outras palavras, ler pode ser uma forma eficaz de relaxamento.

 

No ambiente profissional, a leitura é igualmente indispensável. Profissionais que leem com regularidade estão em constante aprendizado, o que os ajuda a manter-se atualizados com as novas tendências de suas áreas e a desenvolver uma visão crítica dos temas que abordam. Além disso, a leitura de artigos, relatórios e livros específicos oferece insights e referências que podem fazer a diferença em discussões, apresentações e tomadas de decisões estratégicas. Não é à toa que líderes de renome, como Bill Gates e Warren Buffet, atribuem grande parte de seu sucesso ao hábito constante de leitura.

 

A leitura na era digital, porém, não é desprovida de desafios. Com a infinidade de conteúdos disponíveis na internet, a capacidade de concentração tem sido afetada. Muitos leitores relatam dificuldade em manter a atenção em um único texto, devido ao hábito de navegar por diversas fontes de informação ao mesmo tempo. Esse fenômeno, conhecido como “leitura fragmentada”, prejudica a compreensão total e aprofundada de um texto, tornando o consumo de informação mais superficial.

 

Para enfrentar essa questão, algumas estratégias podem ser adotadas. Uma delas é o “deep reading” ou “leitura profunda”, que consiste em ler sem distrações e dedicar um tempo específico para mergulhar no conteúdo. Outra técnica útil é anotar os principais pontos e reflexões ao longo do texto, ajudando a fixar as informações. Ao valorizar a leitura profunda, é possível aproveitar ao máximo o que um texto tem a oferecer.

 

Concluindo, a leitura permanece uma atividade fundamental, mesmo em um mundo digitalizado. Ela continua sendo uma ferramenta insubstituível para o aprendizado, o desenvolvimento pessoal e o bem-estar emocional. Portanto, cultivar o hábito de ler é uma forma de garantir que estaremos mais preparados para os desafios de uma sociedade em constante transformação. Afinal, o conhecimento é um dos poucos ativos que ninguém pode tirar de nós.

 

RAMOS, Ricardo. A importância da leitura na era digital. Carta de Notícias, [S.l.], 2024. Disponível em: https://cartadenoticias.com.br/2024/opiniao/ricardo-ramos/a-importancia-da-leitura-na-era-digital/. Acesso em: 12 maio 2025.

Texto 1   Considerando o Texto 1 e os empregos do termo “que” e da partícula “se”, quanto à função sintática ou semântica no contexto, assinale a alternativa correta.
  1. AEm “Com o avanço das tecnologias, o acesso ao conhecimento tornou-se mais democrático [...]”, a forma verbal “tornou-se” apresenta a partícula “se” como índice de indeterminação do sujeito.
  2. BEm “Além disso, a leitura oferece um momento de introspecção que pode ser terapêutico.”, o termo “que” é um pronome relativo que retoma “momento de introspecção”.
  3. CEm “Profissionais que leem com regularidade estão em constante aprendizado [...]”, o termo “que” exerce a função de conjunção integrante, completando o sentido do termo anterior.
  4. DEm “[...] a leitura de artigos, relatórios e livros específicos oferece insights e referências que podem fazer a diferença em discussões [...]”, o termo “que” funciona como pronome relativo e retoma os termos “artigos”, “relatórios” e “livros específicos”.
  5. EEm “[...] parar para ler pode ser uma forma de desconectar-se das pressões externas [...]”, a partícula “se” atua como conjunção subordinativa adverbial condicional, estabelecendo uma relação de causa e consequência entre as orações.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — Em “Além disso, a leitura oferece um momento de introspecção que pode ser terapêutico.”, o termo “que” é um pronome relativo que retoma “momento de introspecção”.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Funções do "que" e do "se" no Texto 1

Gabarito: letra B. A alternativa B está correta porque, no trecho "a leitura oferece um momento de introspecção que pode ser terapêutico", o vocábulo "que" é um pronome relativo — retoma o antecedente "momento de introspecção" e introduz uma oração subordinada adjetiva restritiva. As demais alternativas erram ao classificar o "que" como conjunção integrante (C), ao apontar o antecedente errado (D) ou ao atribuir ao "se" funções que ele não exerce no contexto (A e E).

O comando da questão

O enunciado pede que você analise os empregos do termo "que" e da partícula "se" quanto à função sintática ou semântica no contexto. Isso significa que a resposta não depende de regra decorada isolada, mas da análise morfossintática de cada ocorrência dentro da frase. A banca quer que você distinga, principalmente, pronome relativo (que retoma um termo anterior e introduz oração adjetiva) de conjunção integrante (que introduz oração substantiva, substituível por "isso"), e, no caso do "se", que diferencie índice de indeterminação do sujeito (verbo transitivo indireto ou intransitivo, sem sujeito expresso) de pronome apassivador (verbo transitivo direto, voz passiva sintética) e de conjunção condicional (equivale a "caso").

O texto e a localização da resposta

O Texto 1 é um artigo de opinião sobre a importância da leitura na era digital. No segundo parágrafo, o autor afirma que a leitura ativa "permite uma compreensão detalhada dos temas" e, no terceiro, que "oferece um momento de introspecção que pode ser terapêutico". É exatamente nesse trecho que mora a alternativa correta. Veja a passagem:

"Além disso, a leitura oferece um momento de introspecção que pode ser terapêutico."

Aqui, o "que" substitui "momento de introspecção" — é um pronome relativo. Se você trocar por "o qual", fica: "um momento de introspecção o qual pode ser terapêutico". Isso confirma a classificação. A oração "que pode ser terapêutico" é uma oração subordinada adjetiva restritiva, pois restringe o sentido de "momento de introspecção" (não qualquer momento, mas aquele que pode ser terapêutico).

A técnica que decide: pronome relativo × conjunção integrante

O macete clássico: conjunção integrante introduz oração que pode ser substituída por ISSO; pronome relativo retoma um termo anterior e pode ser substituído por o qual / a qual / os quais / as quais. Aplique ao trecho da alternativa B:

  • "a leitura oferece um momento de introspecção que pode ser terapêutico" → "a leitura oferece um momento de introspecção o qual pode ser terapêutico" → pronome relativo. ✅

Agora veja o que aconteceria se fosse conjunção integrante: "a leitura oferece um momento de introspecção isso" — não faz sentido. Portanto, não é conjunção integrante.

Análise das alternativas

"Que"
  • 1Pronome relativo
    • Retoma antecedente
    • Substituível por "o qual"
    • Introduz oração adjetiva
  • 2Conjunção integrante
    • Substituível por "isso"
    • Introduz oração substantiva
  • 3"Se"
    • Pronome apassivador
      • Verbo transitivo direto
      • Voz passiva sintética
    • Índice de indeterminação
      • Verbo transitivo indireto/intransitivo
    • Pronome reflexivo
      • Ação recai no sujeito
    • Conjunção condicional
      • Equivale a "caso"
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Alternativa A — ❌ Incorreta

"Com o avanço das tecnologias, o acesso ao conhecimento tornou-se mais democrático [...]"

Aqui o "se" em "tornou-se" é pronome apassivador (partícula apassivadora), não índice de indeterminação do sujeito. O verbo "tornar" é transitivo direto (tornar algo democrático); na voz passiva sintética, o sujeito paciente é "o acesso ao conhecimento". Prova: "o acesso ao conhecimento foi tornado mais democrático". O índice de indeterminação do sujeito ocorre com verbos transitivos indiretos ou intransitivos (ex.: "Precisa-se de funcionários"), o que não é o caso. Erro: troca de conceito — confundiu pronome apassivador com índice de indeterminação.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Como demonstrado, o "que" é pronome relativo e retoma "momento de introspecção". A oração "que pode ser terapêutico" é adjetiva restritiva. A alternativa está perfeita.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"Profissionais que leem com regularidade estão em constante aprendizado [...]"

O "que" aqui também é pronome relativo (retoma "profissionais" e equivale a "os quais"), não conjunção integrante. A oração "que leem com regularidade" é adjetiva restritiva. Se fosse conjunção integrante, seria substituível por "isso": "Profissionais isso leem" — não faz sentido. Erro: troca de conceito — classificou pronome relativo como conjunção integrante.

Alternativa D — ❌ Incorreta

"[...] a leitura de artigos, relatórios e livros específicos oferece insights e referências que podem fazer a diferença em discussões [...]"

O "que" é pronome relativo, sim, mas o antecedente é "insights e referências", não "artigos, relatórios e livros específicos". A oração "que podem fazer a diferença" restringe "insights e referências" — são esses que podem fazer a diferença, não os artigos/relatórios/livros. Erro: troca de referente — apontou o antecedente errado.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"[...] parar para ler pode ser uma forma de desconectar-se das pressões externas [...]"

O "se" em "desconectar-se" é pronome reflexivo (a ação recai sobre o próprio sujeito: desconectar a si mesmo), não conjunção subordinativa adverbial condicional. Conjunção condicional seria "se" com sentido de "caso" (ex.: "Se você ler, aprenderá"). Aqui não há relação de condição nem de causa e consequência entre orações. Erro: troca de conceito — atribuiu ao "se" função de conjunção que ele não exerce no contexto.

Conclusão

A questão testa sua capacidade de analisar a função do "que" e do "se" no contexto, não de decorar listas. O caminho seguro é sempre aplicar os testes: para o "que", tente substituir por "o qual" (pronome relativo) ou por "isso" (conjunção integrante); para o "se", verifique se o verbo é transitivo direto (apassivador), transitivo indireto/intransitivo (índice de indeterminação) ou se há sentido de condição (conjunção). A única alternativa que passa no teste é a B.

Gabarito: letra B

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