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Questão de Português — Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto. — FUNDATEC 2025

PortuguêsReescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.
Código
qa671383
Banca
FUNDATEC
Órgão
Pref Porto Mauá
Ano
2025
Cargo
At Esc (Porto Mauá)

É ou não é bacana ver o mundo mudar?

 

Por Martha Medeiros

 

Até ontem, o Quirguistão estava na lista dos cem países que eu podia morrer sem conhecer, mas tudo mudou depois que assisti à série documental Offroad, na Netflix. Em seis episódios, mostra a viagem de 30 dias que a modelo israelense Rotem Sela fez ao lado de seu grande amigo, o ator Lior Raz. Eles alugaram um 4x4 e desbravaram o cenário deslumbrante deste país tão pouco conhecido, e desconfio que foi o Ministério do Turismo que patrocinou: as filas de embarque para lá devem estar gigantes.

 

Em um mundo tomado por governantes insanos e guerras absurdas, fugir para as montanhas – e que montanhas – se tornou emergencial. Mas entre tantas cenas de encher os olhos, fico com a última, quando Rotem e Lior se sentam no chão de um centro urbano, brindam o fim da aventura e declaram-se: te amo. Não, não é uma história de amor. Mas, sim, é uma história de amor.

 

Um homem e uma mulher, héteros, casados e com filhos, vivenciaram uma experiência intensa juntos. Rotem e Lior são amicíssimos e queriam dar uma desconectada da vida em família e do trabalho. Então saíram em férias como se fossem dois brothers. Só que não. São um homem e uma mulher, ambos atraentes – ela, linda de morrer. Posso imaginar que muita gente, enquanto assistia, se perguntou: quando é que esses dois vão ficar juntos?

 

Nesse sentido, Offroad soa inovador. Celebra a amizade, mas não a romantiza: um mês rodando dentro de um carro é uma experiência íntima, e como tal, sujeita a desgastes e irritações, como em qualquer relação. Mas a palavra que norteia essa expedição é confiança.

 

Enfrentar penhascos, lugares ermos e pessoas desconhecidas exige união, troca de informações através do olhar, saber ceder quando não há consenso.

 

Além disso, foi preciso contar com a confiança dos que ficaram em casa, torcendo para que o pai que partiu com a amiga, que a mãe que foi viajar com o astro de Fauda, se divertissem, aprendessem mais sobre si mesmos e voltassem sãos e salvos. O marido de Rotem confiou. A mulher de Lior confiou. Mesmo sem aparecerem na série, provaram que também são grandes amigos de seus amores.

 

Dedico essa crônica ao Marcelo, meu “irmão” há 40 anos. No início da nossa amizade, quando trabalhávamos na mesma agência, fomos acampar em Floripa e, na viagem de volta, ele pediu: mente para o pessoal que ficamos juntos, ou minha reputação já era (a gente ri disso até hoje). E dedico também ao Dinho, outro amigo íntimo que, em 1994, voltando do Taiti, fez uma conexão surpresa em Santiago do Chile, onde eu morava, e se hospedou em meu apartamento, justo quando meu marido estava viajando a trabalho. Outra reputação que foi para o beleléu: a minha. Virei o assunto do prédio. É ou não é bacana ver o mundo mudar?

 

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2025/08/e-ou-nao-e-bacana-ver-

o-mundo-mudar-cmed0zxh100ss01703ern8vx1.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Leia o texto a seguir para responder à questão.

   

Assinale a alternativa que indica a correta possibilidade de reescrita do trecho a seguir sem causar alterações significativas ao seu sentido original:

 

“Outra reputação que foi para o beleléu: a minha”


  1. AOutra imprudência que foi punida: a minha.
  2. BOutra desinformação que foi espalhada: a minha.
  3. COutra insensatez que me prejudicou: a minha.
  4. DOutra imagem que foi destruída: a minha.
  5. EOutra ingenuidade que foi destruída: a minha.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — Outra imagem que foi destruída: a minha.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reescrita de trecho — Gabarito: letra D.

A reescrita correta é “Outra imagem que foi destruída: a minha”, pois “reputação” e “imagem” são sinônimos no contexto, e “foi para o beleléu” é uma expressão coloquial que significa “foi destruída”, “foi por água abaixo”. A alternativa D preserva o sentido original do trecho, como se lê no último parágrafo: “Outra reputação que foi para o beleléu: a minha”. A banca cobra a substituição de palavras ou trechos sem alterar o sentido, ou seja, uma paráfrase fiel — e a única que mantém o significado é a que troca “reputação” por “imagem” e “foi para o beleléu” por “foi destruída”.

O comando da questão

O enunciado pede uma reescrita sem alterações significativas de sentido. Isso significa que a alternativa correta deve ser uma paráfrase — uma reescritura que mantenha o mesmo conteúdo semântico do trecho original, ainda que com outras palavras. Não se trata de interpretar ou inferir algo novo, mas de encontrar sinônimos contextuais que preservem o que o autor disse. A tarefa é de compreensão lexical: entender o que “reputação” e “foi para o beleléu” significam no contexto e escolher a opção que melhor os substitui.

O trecho e seu sentido

No último parágrafo, a autora conta que, ao se hospedar em seu apartamento, o amigo Dinho fez com que sua reputação fosse comprometida: “Virei o assunto do prédio. É ou não é bacana ver o mundo mudar?”. O trecho “Outra reputação que foi para o beleléu: a minha” quer dizer que a imagem pública da autora foi arruinada, destruída — as pessoas do prédio passaram a comentar sobre ela. A expressão “ir para o beleléu” é coloquial e significa perder-se, destruir-se, acabar. Já “reputação” é a opinião que os outros têm de alguém, ou seja, a imagem que a pessoa projeta.

A técnica que decide

Para resolver, é preciso testar cada alternativa perguntando: o sentido do trecho é preservado? A palavra-chave é “reputação” — e o sinônimo mais direto é “imagem”. As demais opções trocam “reputação” por palavras que não são sinônimas no contexto: “imprudência”, “desinformação”, “insensatez” e “ingenuidade” são qualidades ou defeitos da pessoa, não a percepção que os outros têm dela. Além disso, a expressão “foi para o beleléu” pede um verbo que indique destruição, perda — e apenas “foi destruída” cumpre esse papel.

Alternativa A — ❌ Incorreta

“Outra imprudência que foi punida: a minha.”Troca de conceito. “Imprudência” é um ato (falta de cautela), não a reputação. E “foi punida” sugere uma consequência jurídica ou moral que o texto não menciona — a autora não diz que foi punida, apenas que virou assunto do prédio. A alternativa extrapola ao acrescentar a ideia de punição.

Alternativa B — ❌ Incorreta

“Outra desinformação que foi espalhada: a minha.”Troca de conceito. “Desinformação” é informação falsa ou ausência de informação, algo bem diferente de “reputação”. O texto não diz que a autora espalhou algo falso; diz que sua imagem foi comprometida. A alternativa tangencia o tema ao falar de desinformação, que não aparece no texto.

Alternativa C — ❌ Incorreta

“Outra insensatez que me prejudicou: a minha.”Troca de conceito. “Insensatez” é falta de juízo, um comportamento — não a reputação. E “me prejudicou” é uma consequência pessoal que o texto não afirma: a autora não diz que foi prejudicada, apenas que virou assunto do prédio. A alternativa acrescenta opinião ao julgar o ato como insensato.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

“Outra imagem que foi destruída: a minha.”Paráfrase fiel. “Reputação” e “imagem” são sinônimos no contexto: ambas se referem à percepção que os outros têm de alguém. E “foi para o beleléu” é uma expressão coloquial que significa “foi destruída”, “foi por água abaixo”. A alternativa preserva integralmente o sentido do trecho original, sem acrescentar nem suprimir informação.

Alternativa E — ❌ Incorreta

“Outra ingenuidade que foi destruída: a minha.”Troca de conceito. “Ingenuidade” é falta de malícia, uma característica da pessoa — não a reputação. Embora “foi destruída” esteja correta, o substantivo “ingenuidade” não é sinônimo de “reputação”. A alternativa troca o termo central e, por isso, altera o sentido.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre “reputação” (imagem que os outros têm) e qualidades/defeitos da pessoa (imprudência, insensatez, ingenuidade). A única que mantém o sentido é a que usa o sinônimo “imagem”.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de reescrita, grife o termo central do trecho e pergunte: qual alternativa usa um sinônimo real para ele? Desconfie de opções que trocam o substantivo por uma palavra de campo semântico próximo, mas não equivalente.

Gabarito: letra D.

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