Questão de Português — Figuras de Linguagem — FUNDATEC 2025
Português›Figuras de Linguagem
Código
qa671735
Banca
FUNDATEC
Órgão
Pref N Alvorada (RS)
Ano
2025
Cargo
ACS ( )
Quantas toneladas de plástico vão parar em mares, rios e lagos a cada ano?
Por Redação Galileu
O Dia Mundial do Meio Ambiente é celebrado em 5 de junho e, este ano, a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu que a data iria dar foco à poluição por plásticos. Com isso, a instituição chamou a atenção para dados arrebatadores sobre o problema.
De acordo com um relatório lançado em 2021, cerca de 400 milhões de toneladas de plástico são produzidos anualmente. Desse total, 11 milhões vão parar em mares, rios e lagos. “Isso é, aproximadamente, o peso de 2,2 mil Torres Eiffel juntas”, diz o comunicado da ONU sobre o tema.
Esse é um problema de consequências muito amplas. A ONU aponta que mais de 800 espécies de animais marinhos e costeiros são diretamente afetadas pela ingestão, enredamento e outros perigos. Enquanto isso, entre 300 e 600 bilhões de dólares são destinados anualmente aos custos dos problemas ambientais e sociais causados pela poluição por plásticos.
Para os seres humanos, a consequência mais debatida tem sido a da incidência de microplásticos. Essas partículas extremamente pequenas estão por toda parte, contaminando a água, os alimentos e, por consequência, o organismo dos seres vivos.
Análises científicas comprovam a presença de microplástico no cérebro de humanos, no leite materno, em placentas e muito mais. Partículas também já foram encontradas em locais remotos do planeta, atestando que o problema já não encontra fronteiras.
plastico-vao-parar-em-mares-rios-e-lagos-a-cada-ano.ghtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
A comparação feita com a Torre Eiffel tem como propósito:
ATornar o texto mais científico.
BDemonstrar exatidão numérica.
CMostrar a importância da arquitetura.
DExpressar uma ideia de proporção a partir de algo concreto e conhecido.
EDesvalorizar os dados apresentados.
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GabaritoD — Expressar uma ideia de proporção a partir de algo concreto e conhecido.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Comparação com a Torre Eiffel — Gabarito: letra D.
A comparação feita com a Torre Eiffel tem como propósito expressar uma ideia de proporção a partir de algo concreto e conhecido — exatamente o que a letra D afirma. O texto diz: “Isso é, aproximadamente, o peso de 2,2 mil Torres Eiffel juntas”. Ao comparar 11 milhões de toneladas com um monumento mundialmente famoso, o autor materializa um número abstrato em uma imagem que o leitor consegue visualizar e dimensionar. As demais alternativas ou extrapolam (A, B, C) ou contradizem o tom do texto (E).
O comando
A questão pergunta pelo propósito da comparação — ou seja, para que o autor a utilizou. Isso é uma tarefa de interpretação de recurso expressivo: não basta identificar a figura (comparação/símile), é preciso entender a função que ela exerce no texto. O comando não pede “o que a comparação diz”, mas “qual a intenção” — e isso muda o foco da resolução: você deve buscar o efeito de sentido que a comparação produz no leitor.
O texto
O texto trata da poluição por plásticos e traz dados alarmantes: 400 milhões de toneladas produzidas por ano, 11 milhões indo parar em mares, rios e lagos. O autor, então, recorre à comparação com a Torre Eiffel para tornar o dado mais palpável. Veja o trecho:
“Desse total, 11 milhões vão parar em mares, rios e lagos. “Isso é, aproximadamente, o peso de 2,2 mil Torres Eiffel juntas”, diz o comunicado da ONU sobre o tema.”
A Torre Eiffel é um referencial concreto e universalmente conhecido. Ao comparar o peso do plástico com o peso de milhares de Torres Eiffel, o autor traduz um número abstrato (11 milhões de toneladas) em uma imagem que o leitor consegue visualizar e dimensionar. É exatamente isso que a letra D afirma: “expressar uma ideia de proporção a partir de algo concreto e conhecido”.
A técnica
A comparação (ou símile) é uma figura de linguagem que estabelece uma relação de semelhança entre dois elementos, geralmente com conectivos como “como”, “tal qual”, “assim como”. No texto, a relação é feita com o verbo “ser” (“é, aproximadamente, o peso de...”), mas a função é a mesma: aproximar o desconhecido do conhecido. O propósito é didático e persuasivo: fazer o leitor sentir a magnitude do problema, não apenas ler um número.
A armadilha central está em alternativas que parecem plausíveis, mas extrapolam o texto. Por exemplo, a letra A (“tornar o texto mais científico”) — a comparação não tem nada de científico; ela é um recurso popularizador, que aproxima o leitor leigo. A letra B (“demonstrar exatidão numérica”) — o texto usa “aproximadamente”, ou seja, não busca exatidão. A letra C (“mostrar a importância da arquitetura”) — foge completamente ao tema; a Torre Eiffel é apenas um referencial de peso, não o assunto. A letra E (“desvalorizar os dados”) — contradiz o texto, que usa a comparação para enfatizar a gravidade do problema.
Comparação com a Torre Eiffel
1Propósito
Expressar proporção
Materializar número abstrato
Referencial concreto e conhecido
2O que NÃO é
Tornar científico
Exatidão numérica
Importância da arquitetura
Desvalorizar dados
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Erro: extrapolação. O texto não busca “tornar o texto mais científico”. Pelo contrário, a comparação com a Torre Eiffel é um recurso popularizador, que aproxima o dado do leitor comum. Um texto científico usaria números e unidades de medida, não monumentos famosos. A comparação simplifica e humaniza o dado, não o torna mais técnico.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Erro: contradiz o texto. O texto usa “aproximadamente” antes da comparação: “Isso é, aproximadamente, o peso de 2,2 mil Torres Eiffel juntas”. Isso indica que o autor não busca exatidão numérica — ele quer dar uma noção aproximada da magnitude. A comparação é uma estimativa visual, não um cálculo preciso.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Erro: fuga ao tema. A Torre Eiffel é citada apenas como referencial de peso, não como objeto de interesse arquitetônico. O texto trata de poluição por plásticos; a arquitetura é completamente irrelevante. A alternativa tangencia o assunto, aproveitando-se do nome do monumento para sugerir uma importância que o texto não atribui.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Correta. A comparação tem exatamente o propósito de expressar uma ideia de proporção a partir de algo concreto e conhecido. O texto diz: “Isso é, aproximadamente, o peso de 2,2 mil Torres Eiffel juntas”. A Torre Eiffel é um referencial concreto (um monumento real, que o leitor conhece) e conhecido (universalmente famoso). Ao comparar o peso do plástico com o peso de milhares de Torres Eiffel, o autor materializa o número abstrato, permitindo que o leitor visualize a magnitude do problema. É uma estratégia didática e persuasiva.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Erro: contradiz o texto. A comparação valoriza os dados, no sentido de enfatizar a gravidade do problema. Ao dizer que 11 milhões de toneladas equivalem a 2,2 mil Torres Eiffel, o autor chama a atenção para a magnitude da poluição. Não há nenhum tom de desvalorização; pelo contrário, a comparação reforça a importância do tema.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre o propósito da comparação (tornar concreto e proporcional) e ideias como “tornar científico” ou “exatidão numérica”. A palavra “aproximadamente” é a chave para eliminar a letra B.
PEGA ESSA DICA!
Ao perguntar sobre o propósito de uma figura de linguagem, pergunte-se: “o que o autor quer que o leitor sinta ou entenda com isso?”. A resposta quase sempre está na função comunicativa, não na definição da figura.