Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — INSTITUTO AOCP 2025
Português›Interpretação de Textos (Compreensão)
Código
qa671846
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UENF
Ano
2025
Cargo
TPNM ( )
Texto 2
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS (TJDFT). Seja mais simples – Tirinhas da campanha TJDFT+Simples. Disponível em: https://auroralab.tjdft.jus.br/seja-mais-simples-tirinhas. Acesso em: 12 mai. 2025.
No Texto 2, observa-se a reformulação da instrução “O acesso ao processo pode ser feito [...]” para “Acesse o processo [...]”. Considerando essa mudança, assinale a alternativa que interpreta adequadamente os efeitos gerados pela escolha do verbo “acesse”.
AO uso do verbo “acesse” torna a orientação mais direta e objetiva, aproximando a linguagem do leitor e facilitando a compreensão da ação a ser executada.
BA forma “acesse” expressa julgamento de valor sobre a importância do processo, o que torna a linguagem tendenciosa e imprecisa.
CAo empregar o verbo “acesse”, o texto assume um tom coloquial que compromete a clareza da instrução e a neutralidade institucional.
DA substituição pelo verbo “acesse” omite informações essenciais sobre o procedimento, tornando a comunicação ineficaz.
EO emprego do verbo “acesse” tem efeito retórico e ornamental, sendo usado para dar ênfase estética ao conteúdo, sem função prática.
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GabaritoA — O uso do verbo “acesse” torna a orientação mais direta e objetiva, aproximando a linguagem do leitor e facilitando a compreensão da ação a ser executada.
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Efeito do verbo "acesse" na reformulação da instrução
Gabarito: letra A. O uso do verbo "acesse" no imperativo torna a orientação mais direta e objetiva, aproximando a linguagem do leitor e facilitando a compreensão da ação a ser executada. A mudança de "O acesso ao processo pode ser feito [...]" para "Acesse o processo [...]" substitui uma construção impessoal e indireta por um comando direto, característico de textos injuntivos, que visam orientar o leitor de forma clara e prática.
O comando da questão
O enunciado pede que se interprete os efeitos gerados pela escolha do verbo "acesse" na reformulação da instrução. Trata-se de uma questão de interpretação de texto aplicada a um aspecto linguístico específico: a escolha do modo verbal (imperativo) e seu impacto no sentido e na função do texto. Não se trata de localizar uma informação explícita, mas de deduzir o efeito de sentido produzido pela mudança, ancorado no contexto da campanha "TJDFT+Simples", que busca simplificar a linguagem institucional.
O texto e o movimento argumentativo
O texto-base é uma tirinha da campanha "Seja mais simples – TJDFT+Simples", cujo objetivo é justamente simplificar a comunicação do tribunal com o cidadão. A reformulação analisada — de "O acesso ao processo pode ser feito [...]" para "Acesse o processo [...]" — ilustra essa simplificação: a primeira forma é impessoal, com verbo no infinitivo e estrutura passiva indireta; a segunda é um imperativo direto, que se dirige ao leitor de forma clara e objetiva.
A técnica que decide
Em textos injuntivos (instruções, manuais, receitas), o uso do modo imperativo é a marca linguística da orientação direta: "faça", "leia", "acesse". Ele elimina rodeios e coloca o leitor como destinatário imediato da ação. A forma original "O acesso ao processo pode ser feito" é uma construção impessoal (verbo "pode" + infinitivo), que distancia o leitor e torna a instrução menos direta. A reformulação para "Acesse o processo" aproxima a linguagem, tornando-a mais objetiva e acessível, exatamente o que a campanha "Seja mais simples" propõe.
"O acesso ao processo pode ser feito [...]" → "Acesse o processo [...]"
A mudança não acrescenta julgamento de valor, não torna o texto coloquial a ponto de comprometer a clareza, não omite informações essenciais e não tem função meramente ornamental. Ela tem função prática: orientar o leitor de forma direta e eficaz.
Análise das alternativas
1Forma original (impessoal)
2Forma reformulada (imperativo)
3Efeito: direta e objetiva
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa A está correta porque descreve com precisão o efeito do imperativo: "torna a orientação mais direta e objetiva, aproximando a linguagem do leitor e facilitando a compreensão da ação a ser executada". Isso é exatamente o que ocorre na reformulação: o verbo "acesse" no imperativo dirige-se diretamente ao leitor, eliminando a impessoalidade e tornando a instrução mais clara e prática. A campanha "TJDFT+Simples" reforça essa intenção de simplificar a linguagem institucional.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa B está incorreta porque afirma que a forma "acesse" "expressa julgamento de valor sobre a importância do processo, o que torna a linguagem tendenciosa e imprecisa". Não há no texto qualquer indicação de julgamento de valor. O imperativo "acesse" apenas orienta uma ação; não expressa opinião sobre a importância do processo. A alternativa acrescenta uma opinião que não está no texto (erro de extrapolação).
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa C está incorreta porque afirma que o verbo "acesse" "assume um tom coloquial que compromete a clareza da instrução e a neutralidade institucional". O imperativo é uma forma padrão em textos injuntivos e não compromete a clareza; pelo contrário, aumenta a clareza. Além disso, não há perda de neutralidade institucional: a campanha busca justamente aproximar o tribunal do cidadão, sem perder o caráter institucional. A alternativa contradiz o efeito real do imperativo.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa D está incorreta porque afirma que a substituição "omite informações essenciais sobre o procedimento, tornando a comunicação ineficaz". A reformulação não omite informações; ela apenas torna a instrução mais direta. O conteúdo essencial (acessar o processo) permanece. A alternativa extrapola ao supor que a simplificação implica perda de informação, o que não ocorre.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa E está incorreta porque afirma que o emprego do verbo "acesse" "tem efeito retórico e ornamental, sendo usado para dar ênfase estética ao conteúdo, sem função prática". O imperativo tem função prática de orientar a ação; não é mero ornamento. A alternativa tangencia o tema ao atribuir uma função estética que não se sustenta no contexto injuntivo.
Conclusão
A questão testa a capacidade de reconhecer o efeito de sentido do modo imperativo em um texto injuntivo. A alternativa A é a única que descreve corretamente esse efeito: diretividade, objetividade e aproximação com o leitor. As demais alternativas ou extrapolam, ou contradizem, ou tangenciam o que o texto realmente faz.
PEGA ESSA DICA!
Em questões sobre reformulação de instruções, pergunte-se: "qual é a função do modo verbal escolhido?" O imperativo é a marca da orientação direta; qualquer alternativa que atribua a ele efeitos negativos (coloquialismo, perda de clareza) ou meramente estéticos deve ser descartada.