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Questão de Português — Tipologia e Gênero Textual — Avança SP 2025

PortuguêsTipologia e Gênero Textual
Código
qa673213
Banca
Avança SP
Órgão
Pref Cerquilho
Ano
2025
Cargo
PEB ( )

A inteligência artificial e seu impacto no bem-estar emocional na escola

 

A chegada da inteligência artificial (IA) ao campo educacional trouxe muitos benefícios. Mas, e as emoções? Até agora, o debate público tem se concentrado em sua capacidade de personalizar conteúdos, automatizar tarefas ou melhorar o desempenho acadêmico, mas a conversa tem deixado de lado questões importantes. Por exemplo: como essa integração tecnológica afeta emocionalmente professores e alunos? Quais implicações sociais e de bem-estar decorrem de seu uso crescente nas salas de aula? Uma tecnologia que não sente pode nos ajudar a cultivar emoções, vínculos e bem-estar na escola?

 

O Relatório ODITE 2025 (Inteligências conectadas: como a IA está redefinindo a aprendizagem personalizada) alerta sobre o foco excessivo nos benefícios técnicos da IA (como a personalização da aprendizagem ou suas vantagens operacionais), em detrimento de uma análise mais profunda dos riscos e incertezas, especialmente os de natureza socioemocional. Esse desequilíbrio na análise revela uma necessidade urgente: repensar o impacto da IA para além do rendimento acadêmico. (...)

 

A entrada da inteligência artificial nas salas de aula não modifica apenas as dinâmicas pedagógicas. Ela atinge em cheio os aspectos mais sensíveis da vida escolar: as emoções, os vínculos e o bem-estar de quem ensina e aprende. Assim, frente à narrativa otimista que exalta a personalização e a eficiência, surgem vozes que alertam sobre os efeitos colaterais invisíveis que acompanham essa transformação (sem questionar a tecnologia em si, mas como ela é usada e com quais propósitos). O especialista em educação e tecnologia Carlos Magro resume e analisa essas posturas em Desta vez vai funcionar, um dos capítulos do relatório ODITE. (...)

 

Sob essa ótica, a IA não é neutra: ela molda relações, define prioridades e afeta subjetividades. Por isso, propõe Magro, pensar seu impacto emocional e social exige recuperar uma pedagogia do vínculo, em que estudantes e professores não sejam usuários passivos da tecnologia, mas protagonistas conscientes de uma educação que não sacrifique o bem-estar em nome da eficiência. (...)

 

PROFUTURO. A inteligência artificial e seu impacto no bem-estar emocional na escola. 25 abr. 2025. Disponível em <https://profuturo.education/pt-br/observatorio/tendencias/a-inteligencia-artificial-e-seu-impacto-no-bem-estar-emocional-na-escola/>.

Leia o texto a seguir para responder à questão.

 

Em relação às características presentes em “A inteligência artificial e seu impacto no bem-estar emocional na escola”, é correto afirmar que o texto é predominantemente do tipo:

  1. Adescritivo, do gênero de artigo ou matéria jornalística, com uma linguagem bastante subjetiva e muito informativo.
  2. Bnarrativo, do gênero de artigo científico, com uma linguagem bastante subjetiva e muito informativo.
  3. Cdissertativo-argumentativo, do gênero de artigo ou matéria jornalística, com uma linguagem bastante objetiva e muito informativo.
  4. Dinjuntivo, do gênero de artigo científico, com uma linguagem bastante subjetiva e pouco informativo.
  5. Eexpositivo, do gênero publicitário, com uma linguagem bastante objetiva e pouco informativo.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — dissertativo-argumentativo, do gênero de artigo ou matéria jornalística, com uma linguagem bastante objetiva e muito informativo.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Tipologia e Gênero Textual no Texto sobre IA e Bem-Estar Emocional

Gabarito: letra C. O texto é predominantemente dissertativo-argumentativo, pois defende uma tese — a necessidade de repensar o impacto da IA para além do rendimento acadêmico — e a sustenta com argumentos, como se vê no trecho: "Esse desequilíbrio na análise revela uma necessidade urgente: repensar o impacto da IA para além do rendimento acadêmico". Quanto ao gênero, trata-se de artigo ou matéria jornalística (texto de divulgação, com fonte e data, publicado em site institucional), com linguagem objetiva e alto teor informativo, características que a alternativa C reúne corretamente.

O Comando: o que a questão pede

O enunciado pergunta qual afirmação é correta sobre as características do texto. Isso exige que você analise três eixos em cada alternativa: (1) a tipologia predominante (dissertativo-argumentativo, descritivo, narrativo, injuntivo, expositivo); (2) o gênero textual (artigo jornalístico, artigo científico, publicitário etc.); e (3) as características de linguagem (objetiva/subjetiva) e o grau de informatividade (muito/pouco informativo). A alternativa correta precisa acertar os três componentes — basta um erro em um deles para derrubá-la.

O Texto: tese e argumentação

O texto parte de uma tese clara: a IA na educação traz benefícios, mas o debate tem ignorado seus impactos socioemocionais. O autor defende que é preciso "repensar o impacto da IA para além do rendimento acadêmico" e propõe uma "pedagogia do vínculo" como caminho. Para sustentar essa posição, ele: cita o Relatório ODITE 2025, menciona o especialista Carlos Magro, e apresenta argumentos como "a IA não é neutra: ela molda relações, define prioridades e afeta subjetividades". Essa estrutura — tese + argumentos + proposta — é a marca do dissertativo-argumentativo, cuja finalidade é convencer o leitor, não apenas informar (expositivo) nem instruir (injuntivo).

A Técnica: como distinguir os tipos textuais

A tipologia se define pela intenção predominante do autor, não pela forma isolada. Veja o quadro:

Tipo

Intenção

Marcas típicas

Dissertativo-argumentativo

Convencer, defender tese

Tese, argumentos, conectivos conclusivos, verbos no presente

Dissertativo-expositivo

Informar, explicar sem opinar

Neutralidade, dados, definições

Descritivo

Caracterizar, detalhar

Adjetivos, verbos de estado, ausência de progressão temporal

Narrativo

Contar uma história

Personagens, enredo, verbos no pretérito

Injuntivo

Instruir, prescrever

Verbos no imperativo, sequência de passos

No texto em análise, há predomínio da argumentação: o autor opina ("o debate público tem se concentrado... mas a conversa tem deixado de lado questões importantes"), cita fontes para dar credibilidade e propõe uma solução. Não há enredo (narrativo), nem caracterização estática (descritivo), nem ordens (injuntivo). A linguagem é objetiva — usa terceira pessoa, dados e citações — e o texto é muito informativo, pois apresenta informações novas e relevantes sobre o tema.

Análise das Alternativas

Alternativa A — ❌ Incorreta

Erro: contradiz o texto (tipologia e linguagem). O texto não é descritivo: não há caracterização de pessoas, objetos ou ambientes; há defesa de uma tese. Além disso, a linguagem é objetiva, não "bastante subjetiva". O gênero "artigo ou matéria jornalística" está correto, mas os outros dois componentes falham.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Erro: contradiz o texto (tipologia e gênero). O texto não é narrativo: não conta uma história com personagens e enredo. O gênero também não é "artigo científico" — embora cite um relatório, o texto é uma matéria jornalística de divulgação, com linguagem acessível, não um artigo científico formal. A linguagem é objetiva, não subjetiva.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Correta por três razões: (1) Tipologia: dissertativo-argumentativo, pois defende a tese de repensar o impacto da IA, como em "repensar o impacto da IA para além do rendimento acadêmico"; (2) Gênero: artigo ou matéria jornalística, pois é um texto publicado em site institucional (PROFUTURO), com data e fonte, típico de divulgação jornalística; (3) Linguagem e informatividade: objetiva (terceira pessoa, citações, dados) e muito informativo (apresenta relatório, especialista e argumentos). Todos os elementos se confirmam no texto.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Erro: contradiz o texto (tipologia e gênero). O texto não é injuntivo: não dá instruções nem ordens; não há verbos no imperativo. O gênero não é "artigo científico", e a linguagem é objetiva, não subjetiva. Além disso, o texto é muito informativo, não "pouco informativo".

Alternativa E — ❌ Incorreta

Erro: contradiz o texto (tipologia e gênero). O texto não é expositivo no sentido de apenas informar sem opinar — ele argumenta e defende uma tese. O gênero não é "publicitário": não há intenção de vender ou promover um produto. A linguagem é objetiva (correto), mas o texto é muito informativo, não "pouco informativo".

Conclusão

A questão testa sua capacidade de integrar tipologia, gênero e características de linguagem. A alternativa C é a única que acerta os três eixos. Para questões assim, desconfie de alternativas que misturam um acerto com um erro (ex.: gênero certo, mas tipologia errada). Sempre confirme cada componente no texto antes de marcar.

PEGA ESSA DICA!

Ao identificar a tipologia, pergunte: qual é a intenção do autor? Convencer? Informar? Instruir? Narrar? Descrever? A resposta aponta o tipo predominante. Depois, verifique o gênero (onde foi publicado, qual a finalidade social) e a linguagem (objetiva/subjetiva).

Gabarito: letra C

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