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Questão de Português — Conjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais — FUNDATEC 2025

PortuguêsConjugação. Reconhecimento e Emprego dos Modos e Tempos Verbais
Código
qa673486
Banca
FUNDATEC
Órgão
GHC
Ano
2025
Cargo
Aux ( )

Uma simples caminhada de outono

 

Por Marco Matos

 

Sai de casa disposto a pegar um pouco de sol e pensar na vida. Virei esquinas sem ter um caminho previamente traçado e só passei a pensar qual rua pegar na hora de voltar até o ponto de partida.

 

Foram uns 50 minutos de passos calmos, ouvidos atentos aos sons das calçadas e de entrar e sair das sombras dos prédios. Isso, aliás, é algo bem característico dessa época do ano, quando no sol a gente sente calor e na sombra fica fresquinho.

 

A cada quadra, mentalizei e refleti sobre algo que estava solto na minha cabeça: um compromisso não confirmado, uma mensagem não respondida, o que fazer pra janta e também alguns outros assuntos mais sérios — um deles o imposto de renda que ainda não fiz e o prazo termina daqui poucos dias.

 

Havia me esquecido de como faz bem fazer uma simples caminhada.

 

Voltei pra casa com tanta coisa resolvida, sem de fato ter feito quase nada, apenas pensar livremente sobre aquilo que às vezes vamos deixando para outra hora.

 

Sempre ouvi dizer que caminhar faz bem pra saúde do corpo. E basta a gente reparar que qualquer pessoa, quando vai ao médico e tem algum exame alterado, começa a fazer o que? Caminhar por aí.

 

Mas nessa minha rápida caminhada, no meio da tarde de um dia de semana, quase não encontrei ninguém caminhando sem propósito de ir a algum lugar específico. A maior parte das pessoas caminhava de celular na mão, outras segurando a guia do cachorro e boa parte com fone de ouvido.

 

Pelo ritmo da caminhada, a gente consegue imaginar o que o outro está fazendo na rua. Eu gosto de imaginar o que pessoas que eu nem conheço estão fazendo ou como é a vida delas.

 

Algumas certamente estão atrasadas para chegar a algum lugar, porque vestem calça jeans ou roupa mais social e caminham rápido. Tem quem dê passos tão lentos que na hora a gente vê que a pessoa está “fazendo tempo”. E esse pessoal que ouviu o conselho dos médicos normalmente tem uma garrafinha de água na mão.

 

Essa minha caminhada mudou, definitivamente, meu dia. Talvez até a minha semana. Algo tão simples de fazer, tão ao nosso alcance que deixamos pra outra hora.

 

E quantas outras coisas simples e que fazem bem a gente não deixa pra depois?

 

Entrei em casa com essa dúvida. E pretendo encontrar respostas.

 

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/marco-matos/noticia/2025/05/havia-me-esquecidode-como-faz-bem

-uma-simples-caminhada-de-outono-cmazunxsd00dv013blx00mke2.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando a palavra “basta” no contexto em que ocorre no texto, assinale a alternativa correta.
  1. AUm sinônimo possível para a palavra é “para”.
  2. BA palavra é uma interjeição que expressa o desejo de que algo acabe.
  3. CTrata-se de um verbo conjugado no presente do indicativo.
  4. DNo contexto da frase, o sujeito da forma verbal é “a gente”.
  5. ETrata-se de uma forma verbal conjugada no imperativo, indicando uma ordem.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Trata-se de um verbo conjugado no presente do indicativo.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Análise da palavra “basta” no texto — Gabarito: letra C.

Gabarito: letra C. A palavra “basta”, no trecho “E basta a gente reparar que qualquer pessoa...”, é um verbo — mais precisamente, a 3ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo bastar. A alternativa C está correta porque identifica exatamente essa classificação morfológica e temporal. As demais alternativas erram ao tratar “basta” como preposição, interjeição, ou ao atribuir-lhe sujeito ou modo verbal incorretos.

O comando da questão

O enunciado pede que você considere a palavra “basta” no contexto em que ocorre no texto. Isso significa que a resposta não pode ser dada apenas pelo dicionário — é preciso analisar como a palavra funciona na frase específica. A questão é de morfologia (classificação da palavra) e de sintaxe (função na oração), mas sempre ancorada no uso real do texto.

O trecho decisivo

“E basta a gente reparar que qualquer pessoa, quando vai ao médico e tem algum exame alterado, começa a fazer o quê? Caminhar por aí.”

Aqui, “basta” é a forma do verbo bastar conjugada na 3ª pessoa do singular do presente do indicativo. O sujeito dessa forma verbal é a oração subjetiva “a gente reparar que qualquer pessoa...”. Veja: quem basta? Basta [o fato de] a gente reparar... — ou seja, o sujeito é a oração “a gente reparar...”, e não o pronome “a gente”.

A técnica que decide

Para classificar corretamente, pergunte-se: “basta” pode ser substituída por outra forma verbal? Sim: “E é suficiente a gente reparar...”. Essa substituição prova que “basta” é verbo, pois “é suficiente” também é uma locução verbal. Além disso, o verbo está no presente do indicativo, pois expressa uma constatação, uma verdade geral — o modo da certeza, do fato.

Análise das alternativas

"Basta" no contexto
  • 1Verbo bastar
    • 3ª pessoa do singular
    • Presente do indicativo
    • Sujeito: oração subjetiva "a gente reparar..."
  • 2Não é
    • Preposição ("para")
    • Interjeição ("chega!")
    • Imperativo (ordem)
    • Sujeito "a gente" isolado
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Erro: troca de classe gramatical. “Basta” não é sinônimo de “para”. A palavra “para” é uma preposição (ou conjunção final), enquanto “basta” é verbo. No contexto, “basta” significa “é suficiente”, não “para”. A alternativa confunde classes de palavras completamente diferentes.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Erro: troca de classe gramatical. “Basta” não é interjeição. Interjeições são palavras que expressam emoções ou apelos, como “basta!” no sentido de “chega!”. No texto, “basta” não expressa desejo de que algo acabe; ela introduz uma constatação: “basta a gente reparar”. É verbo, não interjeição.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Correta. “Basta” é a 3ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo bastar. No trecho, o verbo expressa uma verdade geral, uma constatação — característica típica do presente do indicativo. A forma “basta” corresponde a “ele/ela basta”, e o sujeito é a oração subjetiva “a gente reparar...”.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Erro: troca de referente do sujeito. O sujeito de “basta” não é “a gente”. O pronome “a gente” faz parte da oração subjetiva que funciona como sujeito: “a gente reparar que qualquer pessoa...”. Quem basta? Basta [o fato de] a gente reparar... — o sujeito é a oração inteira, não o pronome isolado. A alternativa confunde o núcleo do sujeito com o sujeito completo.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Erro: troca de modo verbal. “Basta” não está no imperativo. O imperativo expressa ordem, pedido ou sugestão — como em “Basta! Pare agora!”. No texto, “basta” não dá ordem; ela constata um fato: “basta a gente reparar”. O modo é o indicativo, que expressa certeza, não o imperativo.

Conclusão

A questão testa a capacidade de classificar a palavra pelo contexto, não pelo dicionário. A palavra “basta” é polissêmica — pode ser interjeição (“Basta!”) ou verbo (“basta a gente reparar”). No texto, é verbo no presente do indicativo. Para acertar, substitua a palavra por outra forma verbal e verifique o modo: se expressa certeza, é indicativo; se expressa ordem, é imperativo.

PEGA ESSA DICA!

Ao classificar uma palavra, sempre teste a substituição por outra da mesma classe. Se “basta” vira “é suficiente”, é verbo. Se vira “chega!”, é interjeição. O contexto decide.

Gabarito: letra C.

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