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Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — FUNDATEC 2025

PortuguêsInterpretação de Textos (Compreensão)
Código
qa673654
Banca
FUNDATEC
Órgão
Pref Estância Velha
Ano
2025
Cargo
ASoc (Estância V)

Por que é preciso cuidar das mães durante a amamentação: Agosto Dourado conscientiza sobre a importância do aleitamento materno

 

Por Pâmela Cunha

 

O primeiro alimento que o bebê recebe é o leite materno. Considerado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como “alimento de ouro”, ele contém todos os nutrientes necessários para o recém-nascido crescer e se desenvolver. O Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil, publicado pelo Ministério da Saúde em 2021, revelou que ao menos 45% dos bebês até os seis meses são alimentados exclusivamente com leite materno no Brasil. Todo ano o tema ganha destaque no Agosto Dourado, campanha global sobre a importância do aleitamento materno

 

Conscientes de que essa é a primeira fonte de alimento para os bebês, muitas mães se preocupam e têm dúvidas nessa fase. As mulheres sofrem pela pressão social, por medo de não saberem como amamentar ou pelo receio de produzir leite insuficiente. Essas e outras inseguranças acompanharam a analista de compras Daiane Pacheco, 34 anos, durante a recente gestação do primeiro filho, Bernardo. “O maior anseio era saber se conseguiria criar um vínculo forte com ele e oferecer o melhor alimento possível. Tinha receio de não produzir leite suficiente, de sentir dor ou de enfrentar dificuldades na pega. Também me preocupava com a pressão que muitas mães sentem para que tudo aconteça de forma natural e perfeita desde o início” — confessa ela, que deu à luz no dia 21 de julho deste ano.

 

O medo e a pressão que Daiane sentiu são relatados por diversas mães. O médico mastologista cooperado da Unimed Porto Alegre Mario Schorr destaca que, embora o período de amamentação seja uma experiência linda, não é a única forma da mãe estabelecer um vínculo com o filho: “Se por qualquer motivo, como dor, ansiedade, frustração ou a necessidade de retornar ao trabalho, não for possível amamentar, isso não torna a mulher menos mãe. A maternidade é uma experiência pessoal e única. É importante que aquelas que não estejam conseguindo amamentar sejam acolhidas”

 

Ao se preparar para começar a amamentar é preciso entender que a prática pode apresentar desafios não só psicológicos, mas também físicos. Um deles é a pega incorreta, quando o bebê morde o mamilo e a aréola, que pode ocasionar fissuras na mama. Além disso, Schorr explica que outro desafio comum é o ingurgitamento mamário (acúmulo excessivo de leite nas mamas), conhecido popularmente como leite empedrado, que pode ocasionar dor, rigidez e aumento de volume. Algumas condições como descontrole da tireoide e falta de hidratação também podem afetar a produção de leite. Já a dificuldade em amamentar, somada à privação de sono, pode levar a um sentimento de frustração e tristeza na mãe, impactando a saúde mental e o vínculo com o bebê.

 

O período de aleitamento materno, em especial os primeiros meses, é marcado por ajustes na rotina. O médico pediatra Roberto Issler esclarece que, durante esses meses, a amamentação deve ser oferecida em livre demanda, ou seja, a mãe deve estar totalmente disponível para o recém-nascido, que costuma sentir fome a cada duas ou três horas, sem um horário fixo.

 

Além das recomendações médicas, Daiane Pacheco também aconselha as novas mães a se informarem sobre a amamentação, principalmente sobre maneiras de aliviar os desconfortos iniciais. — Busque apoio de profissionais. Mães e bebês têm seus próprios ritmos. Não se deixe levar pela pressão ou opiniões de outras pessoas. A amamentação é uma jornada intensa, mas extremamente gratificante, que vai se tornando mais leve à medida que nos adaptamos e ganhamos confiança — finaliza.

 

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/saude/conteudo-de-marca/2025/08/por-que-e-preciso-cuidar- das-maes-durante-a-amamentacao-cme2tc9qg00qn012xjxi6j9ho.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

No trecho “isso não torna a mulher menos mãe”, o sentido implícito é:
  1. ASer mãe depende exclusivamente da amamentação.
  2. BA maternidade não se restringe ao ato de amamentar.
  3. CA pressão social é sempre positiva.
  4. DO aleitamento é prejudicial em casos de ansiedade.
  5. EA OMS condena o uso de fórmulas infantis.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — A maternidade não se restringe ao ato de amamentar.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Sentido implícito de “isso não torna a mulher menos mãe” — Gabarito: letra B.

A alternativa B é a correta porque o trecho “isso não torna a mulher menos mãe” carrega um sentido implícito (pressuposição): a ideia de que a maternidade não se restringe ao ato de amamentar. O médico Mario Schorr afirma isso ao dizer que, mesmo que não seja possível amamentar, a mulher não se torna menos mãe — ou seja, o valor de ser mãe vai além da amamentação. Essa leitura é autorizada pelo próprio texto, como veremos.

O comando: o que a banca pede?

O enunciado pergunta pelo sentido implícito do trecho. Isso é diferente de pedir uma informação explícita (que estaria escrita literalmente). Aqui, a banca quer que você depreenda o que está subentendido — aquilo que o autor pressupõe ao escrever aquela frase. A técnica é: pergunte-se “o que precisa ser verdade para essa frase fazer sentido?”. Se “não amamentar não torna a mulher menos mãe”, então está implícito que amamentar não é o que define a maternidade.

O texto: onde mora a resposta

No terceiro parágrafo, o médico mastologista Mario Schorr diz:

“Se por qualquer motivo, como dor, ansiedade, frustração ou a necessidade de retornar ao trabalho, não for possível amamentar, isso não torna a mulher menos mãe. A maternidade é uma experiência pessoal e única.”

A frase-chave é “isso não torna a mulher menos mãe”. O pronome “isso” retoma a ideia de não conseguir amamentar. Ao afirmar que isso não torna a mulher menos mãe, o autor pressupõe que a maternidade não se limita ao ato de amamentar — há outros elementos que constituem o ser mãe. Essa é exatamente a paráfrase da alternativa B.

A técnica: pressuposição vs. inferência

Pressuposição é aquilo que está implícito na própria frase, uma condição necessária para que ela faça sentido. Ao dizer “não torna menos mãe”, o texto pressupõe que existe a possibilidade de “tornar-se menos mãe” — e que essa possibilidade não se concretiza pela falta de amamentação. Já a inferência é uma conclusão que o leitor tira a partir de pistas, mas que não está necessariamente contida. Aqui, a banca pede o implícito, ou seja, o pressuposto.

Análise das alternativas

1Pressuposição
O que precisa ser verdade
Condição para a frase fazer sentido
2Inferência
Conclusão do leitor
Não está contida na frase
3Análise do trecho
"Isso" = não amamentar
Não torna menos mãe
Maternidade vai além da amamentação
Sentido implícito
LEVELsoulevel.com.br
Sentido implícito: Pressuposição (O que precisa ser verdade, Condição para a frase fazer sentido); Inferência (Conclusão do leitor, Não está contida na frase); Análise do trecho ("Isso" = não amamentar, Não torna menos mãe, Maternidade vai além da amamentação)

Alternativa A — ❌ Incorreta

“Ser mãe depende exclusivamente da amamentação.”

Isso contradiz o texto. O médico afirma exatamente o oposto: “isso não torna a mulher menos mãe”. Se a maternidade dependesse exclusivamente da amamentação, então não amamentar tornaria a mulher “menos mãe” — o que o texto nega. A alternativa inverte o sentido da frase original.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

“A maternidade não se restringe ao ato de amamentar.”

É a paráfrase do pressuposto. O texto diz que, mesmo sem amamentar, a mulher não é menos mãe; logo, a maternidade vai além da amamentação. A palavra “restringe” é a chave: ela captura a ideia de limite, e o texto nega esse limite.

Alternativa C — ❌ Incorreta

“A pressão social é sempre positiva.”

Extrapolação com opinião embutida. O texto menciona a pressão social como algo que gera sofrimento (“As mulheres sofrem pela pressão social”), mas não afirma que ela seja positiva — muito menos sempre. A alternativa acrescenta um juízo de valor que o autor não externou.

Alternativa D — ❌ Incorreta

“O aleitamento é prejudicial em casos de ansiedade.”

Contradiz o texto. O médico cita a ansiedade como um dos motivos que podem impedir a amamentação, mas não diz que o aleitamento em si seja prejudicial. A alternativa inverte a relação: o texto fala de dificuldade, não de prejuízo causado pela amamentação.

Alternativa E — ❌ Incorreta

“A OMS condena o uso de fórmulas infantis.”

Fuga ao tema e extrapolação. O texto cita a OMS apenas para classificar o leite materno como “alimento de ouro”, mas não menciona fórmulas infantis nem qualquer condenação. A alternativa traz informação de fora do texto.

Fechamento

A regra de ouro: ao pedir sentido implícito, procure o pressuposto — aquilo que a frase dá por garantido. A alternativa correta é a que parafraseia esse pressuposto, sem acrescentar nada de fora. As demais ou contradizem o texto, ou extrapolam com opiniões e fatos ausentes.

PEGA ESSA DICA!

Grife o comando: “sentido implícito” pede pressuposição, não o que está escrito literalmente. Pergunte-se: “o que precisa ser verdade para essa frase fazer sentido?”.

Gabarito: letra B.

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