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Questão de Português — Orações Subordinadas Substantivas — FUNDATEC 2025

PortuguêsOrações Subordinadas Substantivas
Código
qa673778
Banca
FUNDATEC
Órgão
BRDE
Ano
2025
Cargo
Ana Proj ( )

Artigo aborda as vantagens e desvantagens da Inteligência Artificial na sociedade

 

por Margareth Artur

 

Pode parecer surpreendente, mas já na década de 1950, logo após a Segunda Guerra Mundial, alguns cientistas começaram a desenvolver estudos sobre um ramo da ciência da computação, hoje assunto dos mais discutidos, a Inteligência Artificial (IA). Em 1956, no evento Darthmouth College Conference, pesquisadores reconhecidos como “pais da área” determinaram pontos de referência que deram início a estudos e pesquisas “nesse fascinante domínio da Computação”, afirma Jaime Sichman, autor do artigo da revista Estudos Avançados. O artigo tem como intuito esclarecer as características da IA, as diferenças desta com a computação tradicional, como pode ser inserida nas sociedades, ressaltando, por um lado, os benefícios e, por outro lado, os riscos e danos possíveis que essa tecnologia pode ocasionar.

 

Para evitar as consequências negativas da IA, é preciso que se ponha em pauta a discussão sobre “produção, utilização e regulação” dessa tecnologia, salientando-se que assim se podem evitar errôneas definições e explicações que as mídias sociais divulgam normalmente sobre o assunto, o que gera oscilações entre grandes expectativas e investimentos e grandes frustrações e quase nenhum investimento. Porém, atualmente, as grandes expectativas são justificadas pelo barateamento do custo de processamento e de memória, a presença “de novos paradigmas, como as redes neurais profundas”, e a existência de poderosos instrumentos de captação e divulgação de dados cujo montante na internet é assombroso. Ao invés de definir a IA, o artigo busca estabelecer quais as finalidades e propósitos dessa área intrigante.

 

Estudiosos definiram que “o objetivo da IA é desenvolver sistemas para realizar tarefas que, no momento, são mais bem realizadas por seres humanos que por máquinas” ou tarefas para as quais não há solução pela computação convencional que utiliza algoritmos, os quais são passos definidos e exatos para a execução de uma tarefa, como seguirmos uma receita de bolo, por exemplo. Porém, quando os passos a serem seguidos não são exatos, como na escolha de um pacote de turismo: quem garante a melhor opção: “Deve-se escolher primeiro o voo ou o hotel? Quais datas teriam um custo menor?”, aí o indivíduo, e não a máquina, funciona melhor, pois nós, os humanos, somos quem observa e escolhe os critérios para soluções e o efeito dessas escolhas. Com base nessa constatação, a Inteligência Artificial se mune cada vez mais de técnicas avançadas da tecnologia para resolver questões complexas.

 

Quando se refere à “interação humano-agente”, o autor explica a relação entre a pessoa humana e os recursos da IA, na qual os efeitos positivos se realizam “diferentemente dos métodos convencionais em que as pessoas se adaptem e se ajustem aos elementos técnicos”. Hoje, as sociedades se beneficiam dos recursos possibilitados pela IA, como os serviços bancários, auxiliando a pessoa em tomada de decisões, e os sistemas centrais de atendimento que estabelecem uma conexão entre empresas e consumidores, tomados como exemplos. Ao mesmo tempo, não se pode esquecer de como se deve proceder e aplicar esses recursos da IA com responsabilidade e ética, prevendo benefícios e danos de âmbito social. “Assim, um grande desafio é incorporar tais normas e valores em sistemas de IA”, alerta o autor.

 

A respeito dos riscos da IA propagados, o autor cita estudos que incluem o medo das pessoas com relação à criação de robôs destruidores da raça humana, o que é infundado, pois a tecnologia de hoje não comportaria essa ideia, pela incapacidade de igualar-se à rapidez de processamento do cérebro humano, além do absurdo da quantidade de energia que esse robô precisaria, além de outras razões. Atualmente, não se pode prescindir da IA, porém é fundamental que a ética permeie essa prática tecnológica, e que se possa interferir quando houver perigo para os humanos.

 

(Disponível em: https://jornal.usp.br/ciencias/quais-as-vantagens-e-desvantagens-da-

inteligencia-artificial-na-sociedade/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Texto base para questão abaixo.     Analise as ocorrências da palavra “que” destacadas no texto e assinale a alternativa que indica em qual linha ela representa uma conjunção integrante.
  1. ALinha 05.
  2. BLinha 09.
  3. CLinha 19.
  4. DLinha 20.
  5. ELinha 33.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Linha 19.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Conjunção integrante "que" — Gabarito: letra C.

A ocorrência da palavra "que" que representa uma conjunção integrante está na linha 19, como se lê no trecho: "o artigo busca estabelecer que ...". A conjunção integrante é aquela que introduz uma oração subordinada substantiva, ou seja, uma oração que exerce função sintática típica de substantivo (sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, predicativo ou aposto) em relação à oração principal. A técnica infalível para identificá-la é substituir a oração iniciada por "que" por "isto" ou "isso": se a substituição for possível sem prejuízo de sentido, trata-se de conjunção integrante. Na linha 19, temos "o artigo busca estabelecer que ...", que equivale a "o artigo busca estabelecer isto", funcionando como objeto direto do verbo "estabelecer". As demais ocorrências do "que" nas outras linhas exercem funções diferentes, como pronome relativo ou parte de locuções conjuntivas, e por isso não são conjunções integrantes.

O que é uma conjunção integrante?

A conjunção integrante é uma classe de palavra que liga duas orações, introduzindo uma oração subordinada substantiva. Ela não possui valor semântico próprio — apenas marca a dependência sintática da oração subordinada em relação à principal. As conjunções integrantes são "que" e "se".

A oração subordinada substantiva exerce função sintática de substantivo, podendo ser:

  • Subjetiva (sujeito): "É preciso que você estude."

  • Objetiva direta (objeto direto): "Quero que você venha."

  • Objetiva indireta (objeto indireto): "Preciso de que você me ajude."

  • Completiva nominal (complemento nominal): "Tenho certeza de que ele virá."

  • Predicativa (predicativo do sujeito): "O importante é que você esteja bem."

  • Apositiva (aposto): "Só quero isto: que você seja feliz."

A técnica do "isto"

A forma mais prática de identificar uma conjunção integrante é substituir a oração subordinada por "isto" ou "isso". Se a substituição for possível sem alterar o sentido, a oração é substantiva e o "que" é conjunção integrante.

"o artigo busca estabelecer que ..." → "o artigo busca estabelecer isto"

Como "estabelecer" é um verbo transitivo direto, a oração subordinada funciona como objeto direto — uma oração subordinada substantiva objetiva direta.

Análise das alternativas

Conjunção integrante
  • 1Introduz oração subordinada substantiva
  • 2"que" e "se"
  • 3Técnica do "isto"
    • Substitui sem perder sentido
    • Não substitui → outra classe
  • 4Funções sintáticas
    • Subjetiva
    • Objetiva direta
    • Objetiva indireta
    • Completiva nominal
    • Predicativa
    • Apositiva
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Linha 05. O "que" na linha 05 aparece em "pesquisadores reconhecidos como 'pais da área' determinaram pontos de referência que deram início a estudos e pesquisas". Aqui, o "que" é um pronome relativo, pois retoma o substantivo "pontos de referência" e introduz uma oração subordinada adjetiva restritiva. A prova: substitua por "os quais" — "pontos de referência os quais deram início" — e o sentido se mantém. Não é conjunção integrante.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Linha 09. O "que" na linha 09 aparece em "é preciso que se ponha em pauta a discussão". Aqui, o "que" é uma conjunção integrante que introduz uma oração subordinada substantiva subjetiva (sujeito oracional). Porém, a questão pede a ocorrência na linha 19, não na linha 09. A alternativa está incorreta porque aponta para a linha errada.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Linha 19. O "que" na linha 19 aparece em "o artigo busca estabelecer que ...". Substituindo por "isto": "o artigo busca estabelecer isto" — a substituição é perfeita, confirmando que se trata de uma conjunção integrante que introduz uma oração subordinada substantiva objetiva direta. Esta é a resposta correta.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Linha 20. O "que" na linha 20 aparece em "tarefas para as quais não há solução pela computação convencional que utiliza algoritmos". Aqui, o "que" é um pronome relativo, pois retoma "computação convencional" e introduz uma oração subordinada adjetiva restritiva. A prova: substitua por "a qual" — "computação convencional a qual utiliza algoritmos" — e o sentido se mantém. Não é conjunção integrante.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Linha 33. O "que" na linha 33 aparece em "o que é infundado, pois a tecnologia de hoje não comportaria essa ideia". Aqui, o "que" é um pronome relativo (ou pronome demonstrativo em algumas análises), pois retoma a ideia anterior e introduz uma oração subordinada adjetiva explicativa. Não é conjunção integrante.

Conclusão

A única ocorrência de "que" como conjunção integrante está na linha 19, onde introduz uma oração subordinada substantiva objetiva direta. As demais ocorrências são pronomes relativos ou parte de locuções, exercendo funções diferentes. A técnica do "isto" é a chave para identificar corretamente a conjunção integrante.

PEGA ESSA DICA!

Ao identificar conjunções integrantes, sempre teste a substituição por "isto". Se funcionar, é conjunção integrante; se não, é pronome relativo ou outra classe.

Gabarito: letra C

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