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Questão de Português — Pronomes Relativos — FUNDATEC 2025

PortuguêsPronomes Relativos
Código
qa673782
Banca
FUNDATEC
Órgão
BRDE
Ano
2025
Cargo
Ana Proj ( )

Artigo aborda as vantagens e desvantagens da Inteligência Artificial na sociedade

 

por Margareth Artur

 

Pode parecer surpreendente, mas já na década de 1950, logo após a Segunda Guerra Mundial, alguns cientistas começaram a desenvolver estudos sobre um ramo da ciência da computação, hoje assunto dos mais discutidos, a Inteligência Artificial (IA). Em 1956, no evento Darthmouth College Conference, pesquisadores reconhecidos como “pais da área” determinaram pontos de referência que deram início a estudos e pesquisas “nesse fascinante domínio da Computação”, afirma Jaime Sichman, autor do artigo da revista Estudos Avançados. O artigo tem como intuito esclarecer as características da IA, as diferenças desta com a computação tradicional, como pode ser inserida nas sociedades, ressaltando, por um lado, os benefícios e, por outro lado, os riscos e danos possíveis que essa tecnologia pode ocasionar.

 

Para evitar as consequências negativas da IA, é preciso que se ponha em pauta a discussão sobre “produção, utilização e regulação” dessa tecnologia, salientando-se que assim se podem evitar errôneas definições e explicações que as mídias sociais divulgam normalmente sobre o assunto, o que gera oscilações entre grandes expectativas e investimentos e grandes frustrações e quase nenhum investimento. Porém, atualmente, as grandes expectativas são justificadas pelo barateamento do custo de processamento e de memória, a presença “de novos paradigmas, como as redes neurais profundas”, e a existência de poderosos instrumentos de captação e divulgação de dados             montante na internet é assombroso. Ao invés de definir a IA, o artigo busca estabelecer quais as finalidades e propósitos dessa área intrigante.

 

Estudiosos definiram que “o objetivo da IA é desenvolver sistemas para realizar tarefas que, no momento, são mais bem realizadas por seres humanos que por máquinas” ou tarefas para as quais não há solução pela computação convencional que utiliza algoritmos,          são passos definidos e exatos para a execução de uma tarefa, como seguirmos uma receita de bolo, por exemplo. Porém, quando os passos a serem seguidos não são exatos, como na escolha de um pacote de turismo: quem garante a melhor opção: “Deve-se escolher primeiro o voo ou o hotel? Quais datas teriam um custo menor?”, aí o indivíduo, e não a máquina, funciona melhor, pois nós, os humanos, somos quem observa e escolhe os critérios para soluções e o efeito dessas escolhas. Com base nessa constatação, a Inteligência Artificial se mune cada vez mais de técnicas avançadas da tecnologia para resolver questões complexas.

 

Quando se refere à “interação humano-agente”, o autor explica a relação entre a pessoa humana e os recursos da IA,          os efeitos positivos se realizam “diferentemente dos métodos convencionais em que as pessoas se adaptem e se ajustem aos elementos técnicos”. Hoje, as sociedades se beneficiam dos recursos possibilitados pela IA, como os serviços bancários, auxiliando a pessoa em tomada de decisões, e os sistemas centrais de atendimento que estabelecem uma conexão entre empresas e consumidores, tomados como exemplos. Ao mesmo tempo, não se pode esquecer de como se deve proceder e aplicar esses recursos da IA com responsabilidade e ética, prevendo benefícios e danos de âmbito social. “Assim, um grande desafio é incorporar tais normas e valores em sistemas de IA”, alerta o autor.

 

A respeito dos riscos da IA propagados, o autor cita estudos que incluem o medo das pessoas com relação à criação de robôs destruidores da raça humana, o que é infundado, pois a tecnologia de hoje não comportaria essa ideia, pela incapacidade de igualar-se à rapidez de processamento do cérebro humano, além do absurdo da quantidade de energia que esse robô precisaria, além de outras razões. Atualmente, não se pode prescindir da IA, porém é fundamental que a ética permeie essa prática tecnológica, e que se possa interferir quando houver perigo para os humanos.

 

(Disponível em: https://jornal.usp.br/ciencias/quais-as-vantagens-e-desvantagens-da-

inteligencia-artificial-na-sociedade/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Texto base para questão abaixo.     Considerando o emprego dos pronomes relativos, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas segmentadas das linhas.
  1. Acujo o – o quais – no qual
  2. Bcujos – nos quais – em qual
  3. Ccujo – dos quais – no qual
  4. Dcujo – os quais – na qual
  5. Ecujo o – o qual – em o qual
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — cujo – os quais – na qual

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Pronomes relativos: cujo, os quais e na qual — Gabarito: letra D.

Gabarito: letra D. A alternativa D é a correta porque preenche as lacunas com cujo – os quais – na qual, respeitando duas regras centrais dos pronomes relativos: (1) cujo não admite artigo depois de si (nunca “cujo o”), e (2) o relativo deve concordar com o antecedente e obedecer à regência do verbo/nome a que se liga. No texto, a passagem que ancora a resposta é: “a existência de poderosos instrumentos de captação e divulgação de dados [...] montante na internet é assombroso” — em que o relativo retoma “dados” (masculino plural) e exige a preposição “em” (dados na qual), e “os sistemas centrais de atendimento que estabelecem uma conexão entre empresas e consumidores” — em que o relativo retoma “sistemas” (masculino plural) sem preposição, exigindo os quais.

O comando e a técnica

A questão pede que você preencha lacunas com pronomes relativos, testando três habilidades: (1) a concordância do pronome com o antecedente; (2) a regência (preposição exigida pelo verbo ou nome); (3) a proibição de artigo após “cujo”. Não é uma questão de interpretação de sentido, mas de gramática aplicada ao texto — a resposta se prova pela análise sintática do trecho, não por dedução.

O texto e onde mora a resposta

O texto fala sobre as vantagens e desvantagens da Inteligência Artificial. As lacunas estão em trechos que descrevem os benefícios da IA: os instrumentos de captação de dados e os sistemas de atendimento. Para resolver, você deve identificar o antecedente de cada lacuna e a preposição que o verbo ou nome exige.

A regra que decide

Pronome relativo “cujo”: indica posse, vem sempre entre dois substantivos e nunca é seguido de artigo. Ex.: “cujo autor” (e não “cujo o autor”). Concordância: o relativo “o qual/os quais” concorda em gênero e número com o antecedente. Regência: se o verbo ou nome pedir preposição, ela deve vir antes do relativo (ex.: “na qual” = em + a qual).

Análise das alternativas

1Cujo
Indica posse
Nunca seguido de artigo
2Concordância
Com o antecedente
Gênero e número
3Regência
Preposição antes do relativo
Ex.: na qual = em + a qual
Pronomes relativos
LEVELsoulevel.com.br
Pronomes relativos: Cujo (Indica posse, Nunca seguido de artigo); Concordância (Com o antecedente, Gênero e número); Regência (Preposição antes do relativo, Ex.: na qual = em + a qual)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Erro: “cujo o” — artigo após “cujo” é proibido. Além disso, “o quais” não existe (o correto seria “os quais”) e “no qual” não concorda com “dados” (masculino plural).

Alternativa B — ❌ Incorreta

Erro: “cujos” não concorda com o antecedente (que é singular, “instrumentos” é plural, mas o possuidor é “instrumentos”? Na verdade, o antecedente é “instrumentos”, então “cujos” até concordaria, mas a segunda lacuna “nos quais” não é exigida — o verbo “estabelecem” não pede preposição “em”. E “em qual” não é forma pronominal relativa.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Erro: “cujo” está correto, mas “dos quais” não é exigido (não há ideia de posse ou preposição “de”) e “no qual” não concorda com “dados” (masculino plural).

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Correta: “cujo” (sem artigo), “os quais” (concorda com “sistemas”, masculino plural, sem preposição) e “na qual” (em + a qual, concordando com “dados”, masculino plural, com preposição “em” exigida pelo contexto).

Alternativa E — ❌ Incorreta

Erro: “cujo o” — artigo após “cujo” é proibido; “o qual” não concorda com “sistemas” (masculino plural) e “em o qual” não é forma correta (seria “no qual” ou “na qual”).

Conclusão

A alternativa D é a única que respeita todas as regras: cujo sem artigo, os quais concordando com “sistemas” e na qual com a preposição “em” e concordância com “dados”. Gabarito: letra D.

PEGA ESSA DICA!

Ao preencher lacunas com pronomes relativos, identifique primeiro o antecedente (o termo retomado) e a regência do verbo/nome. Desconfie de “cujo o” — nunca use artigo após “cujo”.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre “cujo” e “cujo o”, além de testar a concordância e a regência. Lembre-se: “cujo” já carrega a ideia de posse e não admite artigo.

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