Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — FCM - CEFETMINAS 2025
- Código
- qa673858
- Banca
- FCM - CEFETMINAS
- Órgão
- IF BA
- Ano
- 2025
- Cargo
- Vest ( )
Ser indígena – Ser omágua
Márcia Kambeba
Sou filha da selva, minha fala é Tupi.
Trago em meu peito,
as dores e as alegrias do povo Kambeba
e na alma, a força de reafirmar a
nossa identidade
que há tempo fico esquecida,
diluída na história
Mas hoje, revivo e resgato a chama
ancestral de nossa memória.
Sou Kambeba e existo sim:
No toque de todos os tambores,
na força de todos os arcos,
no sangue derramado que ainda colore
essa terra que é nossa.
Nossa dança guerreira tem começo
mas não tem fim!
Foi a partir de uma gota d’água
que o sopro da vida
gerou o povo Omágua.
E na dança dos tempos
pajés e curacas
mantêm a palavra
dos espíritos da mata,
refúgio e morada
do povo cabeça-chata.
Que o nosso canto ecoe pelos ares
como um grito de clamor a Tupã,
em ritos sagrados,
em templos erguidos,
em todas as manhãs!
Fonte: https://www.recantodasletras.com.br/poesias-do-social/4659258.
Acesso em: 18 ago. 2025.
Leia o texto.
Omágua é o mesmo povo Kambeba. Kambeba significa “cabeça chata”, enquanto Omágua significa “povo das águas”. Essa etnia indígena é predominante na região das bacias amazônicas e, assim como outros povos originários, possui uma relação de preservação e simbiose (união) com a natureza, colocando-se como parte dela ou constituído por ela.
Os versos que melhor retratam essa afirmação são:
- A“Foi a partir de uma gota d’água/que o sopro da vida/gerou o povo Omágua.”
- B“Sou Kambeba e existo sim:/No toque de todos os tambores.”
- C“Mas hoje, revivo e resgato a chama ancestral/ de nossa memória.”
- D“Que o nosso canto ecoe pelos ares/como um grito de clamor a Tupã.”
- E“Nossa dança guerreira tem começo/mas não tem fim!”