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Questão de Português — Outras Questões de Português e Questões Mescladas (Interpretação de Textos ou Gramática) — FUNDATEC 2025

PortuguêsOutras Questões de Português e Questões Mescladas (Interpretação de Textos ou Gramática)
Código
qa674938
Banca
FUNDATEC
Órgão
Pref Estação
Ano
2025
Cargo
ASoc ( )

O valor do tédio: como o tempo livre ajuda crianças a serem mais criativas, seguras e concentradas

 

Por Leonardo Martins

 

Vivemos uma época em que o silêncio virou incômodo, e o tédio, quase proibido. Entre vídeos curtos, notificações incessantes e uma rotina que não dá trégua, o tempo livre perdeu espaço, principalmente na infância. Para especialistas, porém, é justamente nesse vazio que mora um dos segredos para o desenvolvimento: o tédio como ferramenta de criatividade, autonomia e equilíbrio emocional. A psicóloga Mônica Rezende, do Grupo Mantevida, explica que o ócio não é sinônimo de preguiça ou desinteresse, mas um estado mental necessário: “O tédio na infância é uma experiência subjetiva, uma sensação de falta de estímulo que acontece quando a criança não encontra algo imediato para fazer. Do ponto de vista científico, ele não é apenas ausência de atividade, mas um estado mental que pode abrir espaço para a imaginação, a autorreflexão e a criatividade” — afirma.  

 

Segundo ela, é justamente nesse vazio que a criança aprende a criar. “O tédio funciona como um gatilho para que a criança crie, explore e invente. É nesse espaço que ela aprende a lidar com a frustração, desenvolve autonomia e descobre novas formas de se relacionar com o mundo” — explica Mônica.

 

Sem esses momentos de pausa, a infância pode se tornar dependente de estímulos externos constantes, o que impacta não apenas o presente, mas também o futuro. A era digital multiplicou os estímulos a que as crianças são expostas e reduziu o tempo de atenção. Do YouTube aos vídeos de poucos segundos no TikTok, a lógica é manter o interesse a qualquer custo. Porém, segundo a pedagoga e doutora em psicologia evolutiva, Bettina Steren dos Santos, o resultado é preocupante. Ela observa que o uso prolongado das telas interfere diretamente na aprendizagem e nas relações sociais. “Pesquisas no mundo todo já mostram como o uso intenso das redes digitais afeta a capacidade de aprendizagem, o relacionamento com as pessoas e a autonomia das crianças. São elementos fundamentais para o desenvolvimento humano que acabam não se formando adequadamente” — analisa Bettina. A especialista lembra que a recente proibição do uso de celulares em escolas foi necessária, mas insuficiente. “Foi uma medida importante, mas não resolve sozinha. Não adianta a escola proibir se, em casa, os pais estão no celular o tempo inteiro. A mudança precisa envolver escola, família e professores, que devem pensar juntos em estratégias para que as crianças tenham mais oportunidades de brincar e interagir no pátio e menos tempo de tela” — avalia Bettina.

 

A dificuldade dos pais em lidar com o próprio ócio se reflete diretamente nas crianças. Bettina observa que vivemos em uma sociedade que valoriza a produtividade desde cedo, o que tem levado famílias a preencherem cada minuto da rotina infantil com tarefas e cursos. Em um movimento contrário, as especialistas deixam algumas dicas para os pais: resista à pressa de preencher o tempo livre dos filhos, evite oferecer telas como solução imediata, valorize o brincar livre e incentive brincadeiras ao ar livre, mostre que o tédio não é castigo, inclua pausas na rotina, acompanhe as brincadeiras sem interferir e celebre a criatividade dos filhos.

 

(Disponível em: //gauchazh.clicrbs.com.br/comportamento/noticia/2025/10/o-valor-do-tedio-como-o-tempo- livre-ajuda-criancas-a-serem-mais-criativas-seguras-e-concentradas-cmgkxmruo01yb015e4mn5i5ng.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Sobre a palavra “criatividade”, analise as assertivas a seguir:

 

I. É um substantivo formado por meio de derivação prefixal.

II. Forma-se a partir do verbo “criar”, assim como o adjetivo correspondente “criativo”.

III. O antônimo do termo é formado incluindo-se o prefixo des- ou in-.

 

Quais estão corretas?

  1. AApenas I.
  2. BApenas II.
  3. CApenas III.
  4. DApenas I e III.
  5. EI, II e III.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — Apenas II.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Formação da palavra “criatividade” — Gabarito: letra B.

Gabarito: letra B. Apenas a assertiva II está correta: “criatividade” forma-se por derivação sufixal a partir do verbo “criar” (criar + sufixo -ividade), e o adjetivo correspondente é “criativo” (criar + -ivo). A assertiva I erra ao chamar o processo de derivação prefixal — não há prefixo em “criatividade”. A assertiva III erra ao afirmar que o antônimo de “criatividade” se forma com des- ou in-: não existem “descriatividade” nem “incriatividade”; o antônimo usual é “falta de criatividade” ou “ausência de criatividade”, formado por composição/sintagma, não por prefixação.

O comando

A questão pede que você analise assertivas sobre a palavra “criatividade” — um típico exercício de morfologia (formação de palavras). Não se trata de interpretação de texto; o texto-base serve apenas de contexto. O comando é direto: quais estão corretas? Você precisa testar cada afirmativa contra a estrutura da palavra.

O texto

O texto fala sobre o valor do tédio e da criatividade infantil, mas a questão não depende do conteúdo — ela cobra conhecimento gramatical. A palavra “criatividade” aparece no título e no corpo, mas a análise é puramente morfológica.

A técnica

Derivação é o processo de formar palavras novas a partir de um radical, acrescentando prefixos (antes do radical) ou sufixos (depois). Veja:

  • Derivação prefixal: acrescenta um prefixo antes do radical. Ex.: infeliz, desleal, refazer.

  • Derivação sufixal: acrescenta um sufixo depois do radical. Ex.: felizmente, lealdade, criarividade.

No caso de “criatividade”, temos:

  • Radical: cri- (do verbo criar)

  • Sufixo: -ividade (forma substantivos abstratos a partir de verbos/adjetivos)

Portanto, é derivação sufixal, não prefixal. O adjetivo correspondente é “criativo”, formado com o sufixo -ivo (criar + -ivo).

Quanto ao antônimo: nem todo antônimo é formado com prefixo de negação. “Criatividade” não tem antônimo lexical com des- ou in-; usamos expressões como “falta de criatividade” ou “ausência de criatividade”.

Análise das assertivas

1Formação
Radical: cri-
Sufixo: -ividade
Derivação sufixal
2Adjetivo correspondente
Criativo (criar + -ivo)
3Antônimo
Não existe "descriatividade"
Não existe "incriatividade"
Falta de criatividade
"Criatividade"
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"Criatividade": Formação (Radical: cri-, Sufixo: -ividade, Derivação sufixal); Adjetivo correspondente (Criativo (criar + -ivo)); Antônimo (Não existe "descriatividade", Não existe "incriatividade", Falta de criatividade)

Assertiva I — ❌ Incorreta

A assertiva I afirma que “criatividade” é formada por derivação prefixal. Isso é falso: não há prefixo na palavra. O processo é sufixal (criar + -ividade). A banca tenta confundir quem não sabe distinguir prefixo de sufixo.

Assertiva II — ✅ Correta

A assertiva II está correta: “criatividade” forma-se a partir do verbo “criar” com o sufixo -ividade, e o adjetivo correspondente é “criativo” (criar + -ivo). Isso é derivação sufixal.

Assertiva III — ❌ Incorreta

A assertiva III afirma que o antônimo de “criatividade” é formado com des- ou in-. Isso é falso: não existem “descriatividade” nem “incriatividade”. O antônimo usual é “falta de criatividade” ou “ausência de criatividade”, que não são formados por prefixação.

Conclusão

Apenas a assertiva II está correta. Portanto, o gabarito é a letra B.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre derivação prefixal e sufixal, e a ideia de que todo antônimo se forma com prefixo de negação. Fique atento: prefixo vem antes, sufixo depois; e nem todo antônimo é lexicalizado com prefixo.

PEGA ESSA DICA!

Para identificar o processo, separe a palavra em partes: radical, prefixo, sufixo. Se houver elemento antes do radical, é prefixal; se houver depois, é sufixal. Para antônimos, pergunte se a palavra com prefixo existe de fato na língua.

Gabarito: letra B

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