Pular para o conteúdo principal

Questão de Português — Sujeito — FUNDATEC 2025

PortuguêsSujeito
Código
qa674941
Banca
FUNDATEC
Órgão
Pref Estação
Ano
2025
Cargo
ASoc ( )

O valor do tédio: como o tempo livre ajuda crianças a serem mais criativas, seguras e concentradas

 

Por Leonardo Martins

 

Vivemos uma época em que o silêncio virou incômodo, e o tédio, quase proibido. Entre vídeos curtos, notificações incessantes e uma rotina que não dá trégua, o tempo livre perdeu espaço, principalmente na infância. Para especialistas, porém, é justamente nesse vazio que mora um dos segredos para o desenvolvimento: o tédio como ferramenta de criatividade, autonomia e equilíbrio emocional. A psicóloga Mônica Rezende, do Grupo Mantevida, explica que o ócio não é sinônimo de preguiça ou desinteresse, mas um estado mental necessário: “O tédio na infância é uma experiência subjetiva, uma sensação de falta de estímulo que acontece quando a criança não encontra algo imediato para fazer. Do ponto de vista científico, ele não é apenas ausência de atividade, mas um estado mental que pode abrir espaço para a imaginação, a autorreflexão e a criatividade” — afirma.  

 

Segundo ela, é justamente nesse vazio que a criança aprende a criar. “O tédio funciona como um gatilho para que a criança crie, explore e invente. É nesse espaço que ela aprende a lidar com a frustração, desenvolve autonomia e descobre novas formas de se relacionar com o mundo” — explica Mônica.

 

Sem esses momentos de pausa, a infância pode se tornar dependente de estímulos externos constantes, o que impacta não apenas o presente, mas também o futuro. A era digital multiplicou os estímulos a que as crianças são expostas e reduziu o tempo de atenção. Do YouTube aos vídeos de poucos segundos no TikTok, a lógica é manter o interesse a qualquer custo. Porém, segundo a pedagoga e doutora em psicologia evolutiva, Bettina Steren dos Santos, o resultado é preocupante. Ela observa que o uso prolongado das telas interfere diretamente na aprendizagem e nas relações sociais. “Pesquisas no mundo todo já mostram como o uso intenso das redes digitais afeta a capacidade de aprendizagem, o relacionamento com as pessoas e a autonomia das crianças. São elementos fundamentais para o desenvolvimento humano que acabam não se formando adequadamente” — analisa Bettina. A especialista lembra que a recente proibição do uso de celulares em escolas foi necessária, mas insuficiente. “Foi uma medida importante, mas não resolve sozinha. Não adianta a escola proibir se, em casa, os pais estão no celular o tempo inteiro. A mudança precisa envolver escola, família e professores, que devem pensar juntos em estratégias para que as crianças tenham mais oportunidades de brincar e interagir no pátio e menos tempo de tela” — avalia Bettina.

 

A dificuldade dos pais em lidar com o próprio ócio se reflete diretamente nas crianças. Bettina observa que vivemos em uma sociedade que valoriza a produtividade desde cedo, o que tem levado famílias a preencherem cada minuto da rotina infantil com tarefas e cursos. Em um movimento contrário, as especialistas deixam algumas dicas para os pais: resista à pressa de preencher o tempo livre dos filhos, evite oferecer telas como solução imediata, valorize o brincar livre e incentive brincadeiras ao ar livre, mostre que o tédio não é castigo, inclua pausas na rotina, acompanhe as brincadeiras sem interferir e celebre a criatividade dos filhos.

 

(Disponível em: //gauchazh.clicrbs.com.br/comportamento/noticia/2025/10/o-valor-do-tedio-como-o-tempo- livre-ajuda-criancas-a-serem-mais-criativas-seguras-e-concentradas-cmgkxmruo01yb015e4mn5i5ng.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

No trecho “A era digital multiplicou os estímulos”, o sujeito é classificado como:
  1. AComposto.
  2. BIndeterminado.
  3. COculto.
  4. DInexistente.
  5. ESimples.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — Simples.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Classificação do sujeito em “A era digital multiplicou os estímulos” — Gabarito: letra E.

Gabarito: letra E. O sujeito da oração é “A era digital”, que possui um único núcleo: o substantivo “era”. Por isso, classifica-se como sujeito simples. A banca tenta confundir o candidato fazendo-o pensar que “era digital” são dois núcleos, mas “digital” é apenas um adjunto adnominal (caracteriza o substantivo “era”), e “A” é artigo definido. Nada no trecho autoriza outra classificação.

O comando

A questão pede a classificação do sujeito no trecho destacado. Isso é uma tarefa de análise sintática — não de interpretação de texto. O foco está em identificar quantos núcleos o sujeito possui e se ele está explícito, oculto, indeterminado ou inexistente. Para resolver, basta isolar o sujeito da oração e contar seus núcleos.

O trecho e a análise sintática

No período “A era digital multiplicou os estímulos”, temos:

  • Sujeito: “A era digital” — é o termo sobre o qual se declara algo (o que multiplicou? A era digital).

  • Núcleo do sujeito: “era” — palavra principal, substantivo.

  • Adjuntos adnominais: “A” (artigo) e “digital” (adjetivo) — ambos acompanham e caracterizam o núcleo.

  • Predicado: “multiplicou os estímulos” — verbo transitivo direto + objeto direto.

Como o sujeito tem apenas um núcleo, ele é simples. Se houvesse dois ou mais núcleos (ex.: “A era digital e a internet multiplicaram...”), seria composto.

A técnica que decide

Para classificar o sujeito, siga estes passos:

  1. Pergunte ao verbo: “Quem multiplicou?” → “A era digital”.

  2. Identifique o núcleo: retire os adjuntos (artigos, adjetivos, locuções adjetivas) e veja a palavra principal. Aqui, sobra “era”.

  3. Conte os núcleos: um → simples; dois ou mais → composto.

PEGA ESSA DICA!

Desconfie de sujeitos longos com muitos adjetivos — o núcleo é sempre o substantivo (ou palavra de valor substantivo) que comanda a concordância verbal. No caso, o verbo “multiplicou” está no singular porque concorda com “era”, não com “digital”.

Análise das alternativas

1Simples
Um núcleo
"A era digital" → núcleo "era"
2Composto
Dois ou mais núcleos
3Oculto
Não explícito, identificado pela desinência
4Indeterminado
Não se identifica o agente
5Inexistente
Verbos impessoais
Sujeito
LEVELsoulevel.com.br
Sujeito: Simples (Um núcleo, "A era digital" → núcleo "era"); Composto (Dois ou mais núcleos); Oculto (Não explícito, identificado pela desinência); Indeterminado (Não se identifica o agente); Inexistente (Verbos impessoais)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Sujeito composto exige dois ou mais núcleos. No trecho, há apenas um núcleo (“era”). “Digital” é adjetivo, não substantivo. A banca tenta fazer o candidato contar “era” e “digital” como dois núcleos, mas isso é um erro de análise: adjetivo não é núcleo de sujeito.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Sujeito indeterminado ocorre quando não se pode ou não se quer identificar o agente — típico com verbo na 3ª pessoa do plural sem referência (ex.: “Falaram de você”) ou com “se” + verbo intransitivo/transitivo indireto (ex.: “Precisa-se de ajudantes”). Aqui o sujeito está perfeitamente identificável: “A era digital”. Não há indeterminação.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Sujeito oculto (desinencial) é aquele que não está explícito, mas é identificado pela desinência verbal ou pelo contexto (ex.: “Estudamos hoje” — sujeito “nós”). No trecho, o sujeito está explícito na oração: “A era digital”. Portanto, não é oculto.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Sujeito inexistente (oração sem sujeito) ocorre com verbos impessoais: fenômenos da natureza (“Choveu”), “haver” no sentido de existir (“Há pessoas”), “fazer” indicando tempo (“Faz dois anos”). O verbo “multiplicar” é pessoal e exige sujeito. Há sujeito claro na oração.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O sujeito “A era digital” tem um único núcleo (“era”), portanto é simples. A concordância verbal confirma: “multiplicou” (singular) concorda com o núcleo singular. Nenhuma outra classificação se aplica.

NÃO CAIA NESSA!

A banca aposta na confusão entre sujeito simples e composto. O candidato apressado vê duas palavras (“era digital”) e acha que são dois núcleos. Mas “digital” é adjetivo — adjunto adnominal —, não substantivo. O núcleo é só “era”.

Conclusão: para classificar o sujeito, isole-o, retire os adjuntos e conte os núcleos. Um núcleo = simples; dois ou mais = composto. Aqui, um único núcleo → sujeito simples.

Gabarito: letra E.

Link permanente: /questoes/qa674941