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Questão de Português — Predicado — Quadrix 2025

PortuguêsPredicado
Código
qa674990
Banca
Quadrix
Órgão
FUABC
Ano
2025
Cargo
Ana Adm ( )

Em São Paulo, do início da colonização, em 1532, até meados do século XVIII, o crescimento demográfico da província havia sido lento, e apenas uma pequena parte do território provincial estava ocupada. O século XIX assistiu a intenso desmatamento, implantação de ferrovias (a partir de 1867, que ligavam o porto de Santos ao interior, para o escoamento da produção de café), fluxos migratórios internos e externos (imigração em massa foi promovida pelo governo da Província a partir de 1882) e grande crescimento econômico. Ao final do Império, a então Província de São Paulo tinha 115 municípios, muitos dos quais criados ao longo dos trajetos das estradas de ferro, incluindo Ribeirão Preto, em 1856, onde a ferrovia chegou em 1883.

 

Grandes cidades começaram a surgir como espaço para novas possibilidades de vida, atraindo, principalmente, trabalhadores estrangeiros. Parte desses migrava na tentativa de fugir das epidemias de febre amarela e varíola que acometiam cidades do interior. A última década do século XIX e a primeira década do século XX tiveram as atenções das autoridades sanitárias voltadas para a elucidação dos mecanismos de transmissão e o controle dessas duas doenças. As formas de ocupação do espaço agrário e do espaço urbano favoreceram a ocorrência de doenças de transmissão vetorial – febre amarela, peste, malária, doença de Chagas, entre outras –, de transmissão hídrica e de transmissão respiratória. Vários desses surtos começaram no porto do Rio de Janeiro, então capital do Brasil, ou no porto de Santos e se expandiam pelas regiões por onde o trem passava.

 

Em Santos, a mortalidade por febre amarela, em 1892, chegou a 6,2% da população. Daí se irradiou para o interior, fazendo vítimas na capital, geralmente na hospedaria dos imigrantes. Na região cafeeira de Ribeirão Preto, o surto iniciou‑se no final de 1901, generalizando‑se no ano seguinte. Os médicos da cidade não aceitavam a teoria da transmissão vetorial da doença (defendiam que a doença era transmitida pela água contaminada) e impediam a tomada das medidas de controle preconizadas pelo médico sanitarista Emílio Ribas. Dada a gravidade do surto, parte da população e gestores municipais abandonaram a cidade, e a comissão da Inspetoria Sanitária do estado impôs as medidas de controle: isolamento hospitalar dos doentes, expurgo domiciliar e destruição de criadouros pela queima de piretro (um inseticida natural extraído de flores da família Chrysanthemum, com o querosene como base), proteção telada para portas e janelas. Realizaram‑se, também, obras de engenharia sanitária, como a canalização de córregos e a drenagem das margens dos rios, além da coleta de lixo urbano, reduzindo‑se a densidade dos vetores.

 

Internet: <www.scielo.br> (com adaptações).

Texto base para questão abaixo.

   

Com base no último parágrafo do texto, assinale a opção que apresenta a análise gramatical correta das estruturas linguísticas que compõem o trecho “Em Santos, a mortalidade por febre amarela, em 1892, chegou a 6,2% da população”.

  1. AO segmento “Em Santos” é um adjunto adverbial de tempo.
  2. BA estrutura “a mortalidade por febre amarela” funciona como adjunto adnominal da oração.
  3. CA expressão “em 1892” é um adjunto adverbial de lugar.
  4. DA estrutura “chegou a 6,2% da população” funciona como predicado da oração.
  5. EA forma verbal “chegou”, cujo substitutivo seria “atingiu a”, está flexionada no modo subjuntivo e acompanha o complemento “a 6,2% da população”.
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GabaritoD — A estrutura “chegou a 6,2% da população” funciona como predicado da oração.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Análise sintática do trecho “Em Santos, a mortalidade por febre amarela, em 1892, chegou a 6,2% da população”

Gabarito: letra D. A estrutura “chegou a 6,2% da população” é o predicado da oração, pois contém o verbo “chegou” (núcleo) e seu complemento “a 6,2% da população”. A alternativa correta é a única que identifica corretamente a função sintática do trecho, como se confirma pela análise da oração: o sujeito é “a mortalidade por febre amarela”, e todo o restante, a partir do verbo, constitui o predicado.

O comando pede a análise gramatical correta das estruturas do trecho. Isso significa que devemos identificar a função sintática de cada termo, não apenas o sentido. É uma questão de sintaxe, não de interpretação de texto. Vamos analisar cada parte da oração:

  • Sujeito: “a mortalidade por febre amarela” – é o termo sobre o qual se declara algo. O verbo “chegou” concorda com ele (3ª pessoa do singular).

  • Predicado: “chegou a 6,2% da população” – é tudo o que se declara sobre o sujeito. O núcleo é o verbo “chegou”, que é transitivo indireto, pois exige complemento com preposição “a”.

  • Adjuntos adverbiais: “Em Santos” (lugar) e “em 1892” (tempo) são termos acessórios que acrescentam circunstâncias ao verbo.

A técnica para resolver é identificar o verbo e perguntar quem pratica a ação (sujeito) e o que se diz do sujeito (predicado). O predicado é tudo que não é sujeito, incluindo o verbo e seus complementos. No trecho, o sujeito é “a mortalidade por febre amarela”, e o predicado é “chegou a 6,2% da população”.

1Sujeito
"a mortalidade por febre amarela"
concorda com o verbo
2Predicado
"chegou a 6,2% da população"
verbo transitivo indireto
objeto indireto "a 6,2% da população"
3Adjuntos adverbiais
"Em Santos" (lugar)
"em 1892" (tempo)
Análise sintática do trecho
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Análise sintática do trecho: Sujeito ("a mortalidade por febre amarela", concorda com o verbo); Predicado ("chegou a 6,2% da população", verbo transitivo indireto, objeto indireto "a 6,2% da população"); Adjuntos adverbiais ("Em Santos" (lugar), "em 1892" (tempo))

Alternativa A — ❌ Incorreta

Erro: troca de valor semântico. “Em Santos” indica lugar, não tempo. Adjunto adverbial de tempo seria “em 1892”. A banca inverteu os valores para confundir.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Erro: confunde função sintática. “A mortalidade por febre amarela” é o sujeito da oração, não adjunto adnominal. Adjunto adnominal é um termo acessório que caracteriza um substantivo, como “por febre amarela” (locução adjetiva) dentro do sujeito.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Erro: troca de valor semântico. “Em 1892” indica tempo, não lugar. Adjunto adverbial de lugar seria “Em Santos”.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Correta. “Chegou a 6,2% da população” é o predicado da oração. O verbo “chegou” é o núcleo, e “a 6,2% da população” é o objeto indireto (complemento verbal com preposição). Tudo o que se declara sobre o sujeito “a mortalidade por febre amarela” constitui o predicado.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Erro: modo verbal errado. “Chegou” está no pretérito perfeito do indicativo, não no subjuntivo. O substitutivo “atingiu a” também está no indicativo. Além disso, “a 6,2% da população” é objeto indireto, não apenas “complemento” genérico.

NÃO CAIA NESSA!

A banca mistura valores semânticos (lugar/tempo) e funções sintáticas (sujeito/adjunto adnominal), além de trocar o modo verbal. Fique atento: adjunto adverbial responde a “onde?” (lugar) e “quando?” (tempo), enquanto sujeito é o termo que concorda com o verbo.

PEGA ESSA DICA!

Para identificar o predicado, pergunte “o que se diz do sujeito?”. Tudo o que não for sujeito, incluindo o verbo e seus complementos, é predicado.

Gabarito: letra D

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