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Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — Quadrix 2025

PortuguêsInterpretação de Textos (Compreensão)
Código
qa675017
Banca
Quadrix
Órgão
FUABC
Ano
2025
Cargo
Aux ( )

A imunização da população, além de prevenir doenças graves, contribui para reduzir a disseminação de agentes infecciosos na comunidade, protegendo aqueles que não podem ser vacinados por motivos de saúde. Entre as formas de imunização, a vacinação é reconhecida como uma das mais eficazes estratégias para preservar a saúde da população e manter uma sociedade saudável e resistente.

 

A política de vacinação é de responsabilidade do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde. Estabelecido em 1973, o PNI desempenha um papel fundamental na promoção da saúde da população brasileira. Por meio do programa, o governo federal disponibiliza gratuitamente, no Sistema Único de Saúde (SUS), 47 imunobiológicos: 30 vacinas, 13 soros e 4 imunoglobulinas (anticorpos). Essas imunizações incluem tanto as vacinas presentes no calendário nacional de vacinação quanto os imunobiológicos indicados para grupos em condições clínicas especiais, como pessoas com doenças que atacam o sistema imunológico ou indivíduos em tratamento de doenças como câncer, insuficiência renal, entre outras, aplicadas nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE). Incluem, também, as vacinas contra a covid‑19 e outras administradas em situações específicas.

 

O calendário nacional de vacinação contempla, na rotina dos serviços, 19 vacinas que protegem o indivíduo em todos os ciclos de vida, desde o nascimento. Entre as doenças imunopreveníveis por essas vacinas, estão a poliomielite, o sarampo, a rubéola, o tétano, a coqueluche e outras doenças graves e, muitas vezes, fatais. O PNI é responsável por coordenar as campanhas anuais de vacinação. Essas campanhas têm como objetivo alcançar altas coberturas vacinais, garantindo a proteção individual e coletiva contra diversas doenças. Assim, o Ministério da Saúde atua em conjunto com os estados, os municípios e o Distrito Federal, para garantir o acesso equitativo às vacinas em todo o País.

Internet: <gov.br> (com adaptações).

Texto base para questão abaixo.     Do trecho “Entre as doenças imunopreveníveis por essas vacinas, estão a poliomielite, o sarampo, a rubéola, o tétano, a coqueluche e outras doenças graves e, muitas vezes, fatais”, deduz‑se que as doenças citadas
  1. Ajá foram erradicadas do Brasil e, por isso, dispensam vacinação.
  2. Bnão figuram como ameaças à população brasileira.
  3. Csão raras e não prejudiciais à saúde.
  4. Dpodem matar quem as contrai.
  5. Enunca existiram no País.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — podem matar quem as contrai.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Inferência textual: o que o trecho autoriza deduzir

Gabarito: letra D. Do trecho “Entre as doenças imunopreveníveis por essas vacinas, estão a poliomielite, o sarampo, a rubéola, o tétano, a coqueluche e outras doenças graves e, muitas vezes, fatais”, deduz-se que as doenças citadas podem matar quem as contrai. A pista está na expressão “muitas vezes, fatais”, que qualifica as doenças como capazes de levar à morte. As demais alternativas extrapolam o texto: afirmam erradicação, ausência de ameaça, raridade ou inexistência — informações que o trecho não contém e que até contradizem o contexto da vacinação.

O comando pede uma dedução (inferência), não uma informação literal. Isso muda tudo: a resposta não está escrita palavra por palavra, mas é uma conclusão obrigatória a partir de uma pista deixada no próprio texto. A pista aqui é o adjetivo “fatais” — se uma doença é fatal, ela pode matar. Essa é uma inferência legítima, ancorada no vocábulo. O que não é legítimo é ir além do que o texto diz, como fazem as alternativas A, B, C e E.

O texto trata da imunização e do Programa Nacional de Imunizações (PNI), destacando a importância das vacinas para prevenir doenças graves. No trecho citado, o autor enumera doenças imunopreveníveis e as caracteriza como “graves e, muitas vezes, fatais”. O movimento argumentativo é claro: mostrar que essas doenças são perigosas para justificar a vacinação. A dedução de que podem matar é o único desdobramento lógico permitido pelo texto.

A técnica para resolver é simples: teste cada alternativa perguntando se o texto a autoriza ou se ela exige acrescentar algo de fora. A correta é a única que se sustenta inteiramente no que está escrito; as erradas ou extrapolam (A, B, C, E) ou contradizem o texto (A, B, E).

Alternativa A — ❌ Incorreta

Erro: extrapolação. O texto não afirma que as doenças foram erradicadas do Brasil. Pelo contrário, o contexto é de vacinação para prevenir essas doenças, o que pressupõe que elas ainda representam risco. A expressão “muitas vezes, fatais” indica perigo atual, não algo do passado. A alternativa inventa uma informação que não está no trecho.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Erro: contradiz o texto. Se as doenças são “graves e, muitas vezes, fatais”, elas são ameaças à população. Dizer que “não figuram como ameaças” é o oposto do que o texto afirma. A banca troca o sentido por negação: onde o texto diz “fatais”, a alternativa diz “não ameaçam”.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Erro: extrapolação e contradição. O texto as chama de “graves”, o que já afasta a ideia de “não prejudiciais”. Além disso, “raras” não é dito em lugar nenhum. A alternativa minimiza o perigo que o texto enfatiza, invertendo a avaliação do autor.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Inferência legítima. O trecho diz que as doenças são “muitas vezes, fatais”. Se uma doença é fatal, ela pode matar quem a contrai. Essa é uma dedução direta do vocábulo “fatais”, sem acrescentar nada de fora. É a única alternativa que se limita ao que o texto permite concluir.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Erro: extrapolação. O texto não diz que as doenças “nunca existiram no País”. Pelo contrário, a existência de vacinas contra elas e a menção a “doenças graves” indicam que elas existem e são combatidas. A alternativa é absurda e não tem qualquer apoio no trecho.

NÃO CAIA NESSA!

A banca aposta na extrapolação — oferece afirmações que parecem plausíveis (erradicação, ausência de ameaça) mas que o texto não sustenta. A correta é a que fica dentro do que está escrito.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de inferência, grife as palavras-chave do trecho (aqui, “fatais”) e pergunte: “o que essa palavra me obriga a concluir?”. Se a alternativa exigir conhecimento de fora, está errada.

Gabarito: letra D — a única que deduz, sem extrapolar, que as doenças citadas podem matar quem as contrai.

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