O conhecimento tem sido reconhecido como um dos mais importantes recursos de uma organização, que torna possíveis ações inteligentes nos planos organizacional e individual e leva a inovações e à capacidade de continuamente criar produtos e serviços excelentes. O processo de gestão do conhecimento abrange toda a forma de gerar, armazenar, distribuir e utilizar o conhecimento, de modo que se torna necessária a utilização de tecnologias de informação para facilitar esse processo, dado o grande aumento no volume de dados.
Ao longo do tempo, percebeu‑se que a velocidade de coleta de informações era muito maior que a velocidade de processamento ou de análise dessas informações. Isso gerou um problema e uma contradição, pois as organizações, por possuírem uma grande quantidade de dados, possuem uma falsa sensação de que estão bem‑informadas, no entanto essas informações de nada servem se não forem analisadas de forma correta e em tempo hábil.
Em outras palavras, a coleta e o armazenamento de dados, por si sós, não contribuem para melhorar a estratégia da organização. É necessário que sejam feitas análises sobre essa grande quantidade de dados, estabelecendo‑se indicadores para descobrir padrões de comportamento implícitos nos dados, além de relações de causa e efeito. O processamento e a análise das informações geradas pelas enormes bases de dados atuais de forma correta estão entre os requisitos essenciais para uma boa tomada de decisão.
Em um ambiente tão mutável como o das organizações, na atualidade, torna‑se necessária a aplicação de técnicas e ferramentas automáticas que agilizem o processo de extração de informações relevantes de grandes volumes de dados. Uma metodologia emergente, que tenta solucionar o problema da análise de grandes quantidades de dados e ultrapassa a habilidade e a capacidade humanas, é a descoberta de conhecimento em banco de dados.
Data mining, ou mineração de dados, é uma técnica que faz parte de uma das etapas da descoberta de conhecimento em banco de dados. Ela é capaz de revelar, automaticamente, o conhecimento que está implícito em grandes quantidades de informações armazenadas nos bancos de dados de uma organização. Essa técnica pode fazer, entre outras atividades, uma análise antecipada dos eventos, prevendo tendências e comportamentos futuros e permitindo aos gestores a tomada de decisões com base em fatos, em vez de em suposições.
Internet: <scielo.br> (com adaptações).
Texto para a questão No trecho “É necessário que sejam feitas análises sobre essa grande quantidade de dados”, a oração “que sejam feitas análises sobre essa grande quantidade de dados” funciona sintaticamente como
Asujeito.
Bobjeto direto.
Cobjeto indireto.
Dcomplemento nominal.
Epredicativo do sujeito.
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GabaritoA — sujeito.
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Função sintática da oração subordinada substantiva subjetiva
Gabarito: letra A. A oração “que sejam feitas análises sobre essa grande quantidade de dados” funciona como sujeito da forma verbal “É necessário”, pois o verbo “ser” (em “é”) é de ligação e o predicativo “necessário” exige um sujeito oracional. A prova está na possibilidade de substituir a oração por “isso”: “É necessário isso” — e “isso” só pode ser sujeito. A banca cobra a classificação da oração subordinada substantiva subjetiva, que é aquela que exerce a função de sujeito do verbo da oração principal.
O comando da questão
O enunciado pergunta qual a função sintática da oração destacada. Isso é uma questão de análise sintática do período composto: precisamos identificar o papel que a oração subordinada desempenha em relação à oração principal. Não se trata de interpretação de texto, mas de gramática normativa aplicada a um trecho específico.
A estrutura do trecho
No trecho “É necessário que sejam feitas análises sobre essa grande quantidade de dados”, temos:
Oração principal: “É necessário” — verbo “ser” (é) na 3ª pessoa do singular, funcionando como verbo de ligação, com o predicativo “necessário”.
Oração subordinada: “que sejam feitas análises sobre essa grande quantidade de dados” — introduzida pela conjunção integrante “que”.
A oração subordinada é o sujeito do verbo “é”. Isso fica claro se reescrevermos a frase na ordem direta: “Que sejam feitas análises sobre essa grande quantidade de dados é necessário.” O sujeito é o termo sobre o qual se declara algo; aqui, o que é necessário? Que sejam feitas análises. A oração inteira responde a essa pergunta, exercendo a função de sujeito.
A técnica que decide: a substituição por “isso”
O macete clássico para identificar a função de uma oração subordinada substantiva é substituí-la pelo pronome “isso”. Veja:
“É necessário isso.” — “isso” é o sujeito de “é”.
“Espero isso.” — “isso” é objeto direto de “espero”.
“Gosto disso.” — “disso” é objeto indireto de “gosto”.
“Tenho necessidade disso.” — “disso” é complemento nominal de “necessidade”.
“O problema é isso.” — “isso” é predicativo do sujeito.
No trecho, a substituição resulta em “É necessário isso”, o que confirma que a oração é o sujeito. Além disso, o verbo “é” está na 3ª pessoa do singular, concordando com o sujeito oracional — se o sujeito fosse plural, o verbo seria “são”.
A pegadinha da banca
A banca tenta confundir o candidato com a voz passiva sintética dentro da oração subordinada: “sejam feitas análises”. O “se” aqui é partícula apassivadora, e “análises” é o sujeito paciente da oração subordinada. Mas isso não muda a função da oração como um todo: ela continua sendo o sujeito da oração principal. O candidato que se perde na análise interna da subordinada pode acabar marcando “objeto direto” ou “objeto indireto”, sem perceber que a pergunta é sobre a função da oração inteira em relação ao verbo “é”.
Oração subordinada substantiva: Subjetiva (sujeito) (Substituição por "isso", "É necessário isso"); Objetiva direta ("Espero isso"); Objetiva indireta ("Gosto disso"); Completiva nominal ("Tenho necessidade disso"); Predicativa ("O problema é isso")
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A oração “que sejam feitas análises sobre essa grande quantidade de dados” é o sujeito de “É necessário”. A prova está na substituição por “isso”: “É necessário isso”. O verbo “é” é de ligação, e o predicativo “necessário” exige um sujeito — que é a oração subordinada substantiva subjetiva. A concordância verbal confirma: o verbo “é” está no singular porque o sujeito é uma oração.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Objeto direto seria o complemento de um verbo transitivo direto, sem preposição. No trecho, não há verbo transitivo direto na oração principal: “é” é verbo de ligação. A oração não completa o sentido de um verbo transitivo; ela é o sujeito sobre o qual se predica “necessário”. A substituição por “isso” em “É necessário isso” mostra que “isso” é sujeito, não objeto direto.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Objeto indireto seria o complemento de um verbo transitivo indireto, com preposição. Não há verbo transitivo indireto na oração principal, e a oração subordinada não é introduzida por preposição — é introduzida pela conjunção integrante “que”. A função de objeto indireto é típica de orações como “Duvido de que ele venha”, o que não é o caso aqui.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Complemento nominal completa o sentido de um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio), sempre com preposição. No trecho, “necessário” é um adjetivo, mas a oração não está ligada a ele por preposição; ela é o sujeito do verbo “é”. Se fosse complemento nominal, teríamos algo como “É necessário de que análises sejam feitas”, o que não ocorre. A oração responde à pergunta “o que é necessário?”, não “necessário de quê?”.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Predicativo do sujeito é o termo que atribui qualidade ao sujeito, ligado por verbo de ligação. No trecho, “necessário” é o predicativo do sujeito, e a oração subordinada é o próprio sujeito. A oração não pode ser predicativo porque ela é o termo sobre o qual se declara algo, não a qualidade declarada. A substituição por “isso” confirma: “É necessário isso” — “isso” é sujeito, e “necessário” é predicativo.
PEGA ESSA DICA!
Em questões de função sintática de oração subordinada substantiva, substitua a oração por “isso” e veja qual função o pronome exerce na frase. Se “isso” for sujeito, a oração é subjetiva; se for objeto, é objetiva direta ou indireta; se for complemento nominal, é completiva nominal; se for predicativo, é predicativa.
NÃO CAIA NESSA!
A banca usa a voz passiva sintética (“sejam feitas análises”) para desviar a atenção. O candidato analisa o “se” e “análises” dentro da subordinada e esquece que a pergunta é sobre a função da oração inteira em relação ao verbo “é”. Foque na relação entre a oração subordinada e a principal.
Gabarito: letra A. A oração subordinada substantiva subjetiva exerce a função de sujeito do verbo de ligação “é”, e a substituição por “isso” é a prova definitiva.