Questão de Português — Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto. — Quadrix 2025
Português›Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.
Código
qa675332
Banca
Quadrix
Órgão
CRC AM
Ano
2025
Cargo
AAd ( )
Joselita
Joselita foi pobre de passar fome. Quando deixou de sê‑lo, o espírito não acompanhou. A vida não gozava. Comia pouco, usava trapos. Reciclava lenços, lavava o fio dental usado. Afastou‑se de todos. Em “Morreu sozinha em sua cama, onde ratazanas criavam filhotes, alimentadas por sua carne magra e aquecidas por cerca de 300 mil reais que juntara sob o colchão.”
Acerca do texto e dos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.
A frase “Joselita foi pobre de passar fome” poderia ser reescrita, sem prejuízo ao sentido original do texto nem à sua correção gramatical, da seguinte maneira: Joselita foi tão pobre, que chegou a passar fome.
CCerto
EErrado
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GabaritoC — Certo
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Reescrita de Frases: "pobre de passar fome" × "tão pobre, que chegou a passar fome"
Gabarito: C (Certo). A reescrita proposta preserva o sentido original e mantém a correção gramatical. A expressão "pobre de passar fome" é uma construção coloquial que indica intensidade: a pobreza era tamanha que chegava ao ponto de passar fome. A reescrita "tão pobre, que chegou a passar fome" explicita exatamente essa relação de consequência, usando a estrutura correlativa "tão... que", que é gramaticalmente correta e semanticamente equivalente.
O Comando
A questão pede que se julgue se a reescrita mantém dois requisitos: (1) o sentido original e (2) a correção gramatical. Não se trata de interpretação profunda, mas de reescritura/paráfrase: verificar se a nova redação diz a mesma coisa, sem alterar o significado, e se obedece às regras da norma culta. O foco está na equivalência semântica e na estrutura sintática.
O Texto e a Expressão-Chave
O texto narra a vida de Joselita, que "foi pobre de passar fome". A expressão "pobre de passar fome" é uma locução adjetiva de sentido intensivo: não significa apenas "pobre", mas "tão pobre que passou fome". O termo "de" aqui não indica posse ou origem, mas consequência — é um uso coloquial que equivale a "a ponto de". O texto reforça essa ideia ao longo do parágrafo: "Comia pouco, usava trapos", "Reciclava lenços, lavava o fio dental usado" — tudo indica uma pobreza extrema, que beira a privação absoluta.
A Técnica: Equivalência Semântica e Estrutura Correlativa
A reescrita proposta transforma a construção "pobre de passar fome" em "tão pobre, que chegou a passar fome". Essa nova estrutura é uma oração subordinada adverbial consecutiva, introduzida pela correlação "tão... que". Vejamos:
Original: "pobre de passar fome" → a pobreza é tão grande que resulta em passar fome.
Reescrita: "tão pobre, que chegou a passar fome" → a pobreza é tão grande que resulta em passar fome.
Ambas expressam a mesma relação de causa e consequência. A reescrita apenas explicita o que a expressão original já dizia de forma implícita. Não há acréscimo de informação nova, nem supressão de sentido. A correlação "tão... que" é gramaticalmente correta e exige a vírgula antes do "que", que foi empregada.
PEGA ESSA DICA!
Ao julgar reescritas, pergunte-se: "a nova frase diz exatamente o mesmo que a original?" Se ela acrescenta, omite ou inverte qualquer ideia, está errada. Aqui, a reescrita apenas explicita a consequência que já estava implícita em "de passar fome".
Análise do Item
Item — ✅ CERTO ⟵ GABARITO
A reescrita "Joselita foi tão pobre, que chegou a passar fome" é uma paráfrase fiel da original. A expressão "pobre de passar fome" é uma construção coloquial que indica intensidade máxima: a pobreza era tamanha que a levou a passar fome. A reescrita usa a estrutura correlativa "tão... que", que estabelece exatamente essa relação de consequência. Não há prejuízo ao sentido, pois ambas as frases comunicam a mesma ideia: a pobreza extrema de Joselita. A correção gramatical também é mantida: a correlação "tão... que" é padrão na norma culta, e a vírgula antes do "que" é obrigatória nesse tipo de construção.
NÃO CAIA NESSA!
A banca testa se o candidato reconhece que "pobre de passar fome" é uma expressão de intensidade, e não uma simples qualificação. Quem interpreta "de" como posse ou origem pode achar que a reescrita altera o sentido, mas a leitura correta é de consequência.
Conclusão: A reescrita mantém o sentido original e a correção gramatical. O item está CERTO.