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Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — Quadrix 2025

PortuguêsInterpretação de Textos (Compreensão)
Código
qa675486
Banca
Quadrix
Órgão
FUABC
Ano
2025
Cargo
Aux ( )

A mentira existe desde o começo da civilização. O uso político da maledicência também não é novidade dos nossos tempos. Na Roma Antiga, por volta de 33 a.C., Otaviano empreendeu uma campanha difamatória contra Marco Antônio, colocando sua lealdade à Roma em dúvida por causa do amor dele por Cleópatra. O casal, por sua vez, contra‑atacou questionando as origens de Otaviano, porque ele era parente de Júlio César apenas por parte de mãe. Até moedas foram cunhadas por Otaviano e Marco Antônio, cada uma com imagens que os favoreciam nesse esforço de propaganda.

 

O que mudou nos últimos anos, depois da explosão das redes sociais, foi a escala e o meio de difusão de mentiras, que passaram a ser chamadas de fake news (notícias falsas) e desinformação. Usados popularmente como sinônimos, os dois termos têm diferenças conceituais, de acordo com os estudiosos do assunto e as instituições que os utilizam.

 

Segundo Eugênio Bucci, professor titular da Escola de Comunicações e Artes da USP, “fake news é a falsificação da forma notícia. Parece ser uma notícia jornalística, mas não é”. O professor defende que não se deve usar a expressão como sinônimo de mentira. “Fake news são um tipo historicamente datado de mentira. São uma criação do século XXI, que frauda a forma notícia a partir das plataformas sociais e das tecnologias digitais que favorecem a difusão massiva de enunciados”, explica. “As fake news não existem desde sempre.”

 

Já a palavra “desinformação” tem um sentido mais amplo, que abarca as diferentes formas de difusão de informações mentirosas pela internet. Em inglês, há três palavras para o fenômeno: disinformation, para informações falsas criadas com a intenção de causar dano; misinformation, para informações erradas divulgadas sem o objetivo de causar dano; e malinformation, para informações corretas, mas divulgadas de forma descontextualizada com o propósito de causar dano.

Internet: <tre‑go.jus.br> (com adaptações).

Texto para a questão     De acordo com o texto, fake news e desinformação
  1. Asão termos que têm significados diferentes.
  2. Bsão exatamente a mesma coisa.
  3. Cnão existem no Brasil.
  4. Dsão gírias usadas pelo povo.
  5. Esão termos técnicos usados apenas por estudiosos.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — são termos que têm significados diferentes.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Compreensão textual: a distinção entre fake news e desinformação

Gabarito: letra A. O texto afirma expressamente que os termos fake news e desinformação, embora usados popularmente como sinônimos, têm diferenças conceituais — é exatamente o que a alternativa A parafraseia. A passagem que sustenta isso está no segundo parágrafo: "Usados popularmente como sinônimos, os dois termos têm diferenças conceituais, de acordo com os estudiosos do assunto e as instituições que os utilizam."

O comando pede uma compreensão (informação explícita), não uma inferência: basta localizar no texto o que ele diz sobre a relação entre os dois termos. A banca não quer que você saiba o que é fake news no mundo real, mas sim o que o texto afirma. Por isso, a resposta correta é uma paráfrase direta de uma frase do texto, sem acréscimos.

O texto desenvolve essa distinção nos parágrafos seguintes: fake news é definida por Eugênio Bucci como "a falsificação da forma notícia", um tipo historicamente datado de mentira; já "desinformação" tem sentido mais amplo, abarcando diferentes formas de difusão de informações mentirosas. Essa explicação reforça que não são a mesma coisa, mas também não são termos restritos a estudiosos ou gírias populares — são conceitos com definições próprias.

A técnica para resolver: sublinhe a frase-chave do texto que responde diretamente ao enunciado e compare cada alternativa com ela. A alternativa correta é a que reescreve essa frase sem mudar o sentido. As demais ou contradizem o texto, ou acrescentam informações que não estão nele.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de compreensão, desconfie de alternativas que tragam palavras absolutas como "exatamente", "apenas" ou "só" — elas costumam restringir ou exagerar o que o texto diz. A correta geralmente é a mais fiel à letra do texto.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa A afirma que fake news e desinformação "são termos que têm significados diferentes". Isso é exatamente o que o texto diz no segundo parágrafo: "Usados popularmente como sinônimos, os dois termos têm diferenças conceituais". A banca parafraseou essa frase, trocando "diferenças conceituais" por "significados diferentes" — mesma ideia, palavras diferentes. É a única alternativa inteiramente sustentada pelo texto.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa B diz que são "exatamente a mesma coisa". Isso contradiz o texto, que afirma que têm diferenças conceituais. A banca explora o senso comum de que os termos são sinônimos, mas o texto é explícito em dizer que não são idênticos. Erro: contradiz o texto.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa C afirma que "não existem no Brasil". O texto não faz nenhuma afirmação sobre a existência desses termos no Brasil. Isso é uma extrapolação — informação que não está no texto. O texto fala de Roma Antiga, de redes sociais, mas não menciona o Brasil. Erro: extrapola.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa D diz que são "gírias usadas pelo povo". O texto diz que são "usados popularmente como sinônimos", mas isso não significa que sejam gírias. Gíria é um tipo de linguagem informal, e o texto trata os termos como conceitos com definições técnicas. A alternativa distorce o sentido do texto. Erro: troca de conceito.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa E afirma que são "termos técnicos usados apenas por estudiosos". O texto diz que os estudiosos e instituições reconhecem as diferenças conceituais, mas isso não significa que os termos sejam usados apenas por eles. A palavra "apenas" restringe indevidamente o alcance do texto. Erro: restringe.

Conclusão: a questão é de compreensão direta. A resposta está na frase "os dois termos têm diferenças conceituais". As demais alternativas ou contradizem o texto, ou extrapolam, ou restringem seu sentido. Sempre confira se a alternativa é uma paráfrase fiel do texto, sem acréscimos ou cortes.

Gabarito: letra A

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