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Questão de Português — Fonética (Fonemas, Dígrafos, Encontros Consonantais, Vocálicos). Separação Silábica — Quadrix 2025

PortuguêsFonética (Fonemas, Dígrafos, Encontros Consonantais, Vocálicos). Separação Silábica
Código
qa675500
Banca
Quadrix
Órgão
FUABC
Ano
2025
Cargo
Aux ( )

A mentira existe desde o começo da civilização. O uso político da maledicência também não é novidade dos nossos tempos. Na Roma Antiga, por volta de 33 a.C., Otaviano empreendeu uma campanha difamatória contra Marco Antônio, colocando sua lealdade à Roma em dúvida por causa do amor dele por Cleópatra. O casal, por sua vez, contra‑atacou questionando as origens de Otaviano, porque ele era parente de Júlio César apenas por parte de mãe. Até moedas foram cunhadas por Otaviano e Marco Antônio, cada uma com imagens que os favoreciam nesse esforço de propaganda.

 

O que mudou nos últimos anos, depois da explosão das redes sociais, foi a escala e o meio de difusão de mentiras, que passaram a ser chamadas de fake news (notícias falsas) e desinformação. Usados popularmente como sinônimos, os dois termos têm diferenças conceituais, de acordo com os estudiosos do assunto e as instituições que os utilizam.

 

Segundo Eugênio Bucci, professor titular da Escola de Comunicações e Artes da USP, “fake news é a falsificação da forma notícia. Parece ser uma notícia jornalística, mas não é”. O professor defende que não se deve usar a expressão como sinônimo de mentira. “Fake news são um tipo historicamente datado de mentira. São uma criação do século XXI, que frauda a forma notícia a partir das plataformas sociais e das tecnologias digitais que favorecem a difusão massiva de enunciados”, explica. “As fake news não existem desde sempre.”

 

Já a palavra “desinformação” tem um sentido mais amplo, que abarca as diferentes formas de difusão de informações mentirosas pela internet. Em inglês, há três palavras para o fenômeno: disinformation, para informações falsas criadas com a intenção de causar dano; misinformation, para informações erradas divulgadas sem o objetivo de causar dano; e malinformation, para informações corretas, mas divulgadas de forma descontextualizada com o propósito de causar dano.

Internet: <tre‑go.jus.br> (com adaptações).

Texto para a questão     Uma palavra do segundo parágrafo do texto que está separada corretamente em sílabas é
  1. A“últimos”: úl‑ti‑mos.
  2. B“explosão”: ex‑plo‑sã‑o.
  3. C“passaram”: pa‑ssa‑ram.
  4. D“desinformação”: des‑in‑for‑ma‑ção.
  5. E“popularmente”: po‑pu‑lar‑me‑nte.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — “últimos”: úl‑ti‑mos.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Separação silábica: a palavra corretamente dividida

Gabarito: letra A. A única separação correta é “últimos”: úl‑ti‑mos, pois o encontro consonantal lt é separável (consoante + consoante que não formam sílaba juntas). As demais alternativas erram ao não separar dígrafos (ss), ao separar encontros consonantais perfeitos (pl) ou ao não separar hiatos (ão, io). A regra de ouro: toda sílaba tem uma vogal e os dígrafos (rr, ss, sc, xc, xs) sempre se separam.

O comando

A questão pede que você identifique a palavra do segundo parágrafo cuja separação silábica está correta. Isso é uma tarefa de aplicação de regra fonológica — não há interpretação de sentido, apenas conhecimento técnico de divisão silábica. O comando "separada corretamente" exige que você confira cada alternativa contra as regras de separação, não que adivinhe.

O texto

O segundo parágrafo do texto traz as palavras: "O que mudou nos últimos anos, depois da explosão das redes sociais, foi a escala e o meio de difusão de mentiras, que passaram a ser chamadas de fake news (notícias falsas) e desinformação. Usados popularmente como sinônimos, os dois termos têm diferenças conceituais..." — as palavras em análise são últimos, explosão, passaram, desinformação e popularmente.

A técnica

Para resolver, aplique as regras de separação silábica:

  • Dígrafos consonantais (rr, ss, sc, sç, xc, xs) separam-se: ex.: car‑rei‑ra, cas‑sa‑ção, ex‑ces‑so.

  • Encontros consonantais perfeitos (consoante + l ou r) não se separam: ex.: fla‑men‑go, pro‑ble‑ma.

  • Encontros consonantais imperfeitos (outras combinações) separam-se: ex.: op‑ção, ab‑di‑car, ét‑ni‑co.

  • Hiatos (duas vogais que não formam ditongo) separam-se: ex.: sa‑ú‑de, pa‑ís.

  • Ditongos e tritongos não se separam: ex.: cau‑sa, a‑fei‑to, U‑ru‑guai.

  • A última consoante de prefixo (des, ex, trans, etc.) junta-se à vogal seguinte se houver vogal: ex.: de‑sin‑for‑ma‑ção (des + informação → de‑sin‑for‑ma‑ção).

Agora, teste cada alternativa:

1Dígrafos (rr, ss, sc, xc, xs)
Sempre se separam
Ex.: pas‑sa‑ram
2Encontros consonantais perfeitos (consoante + l/r)
Nunca se separam
Ex.: ex‑plo‑são
3Encontros imperfeitos (lt, rm, etc.)
Separam-se
Ex.: úl‑ti‑mos
4Hiatos (ão, io)
Separam-se
Ex.: sa‑ú‑de
5Prefixo + vogal (des, ex)
Consoante junta à vogal
Ex.: de‑sin‑for‑ma‑ção
Separação silábica
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Separação silábica: Dígrafos (rr, ss, sc, xc, xs) (Sempre se separam, Ex.: pas‑sa‑ram); Encontros consonantais perfeitos (consoante + l/r) (Nunca se separam, Ex.: ex‑plo‑são); Encontros imperfeitos (lt, rm, etc.) (Separam-se, Ex.: úl‑ti‑mos); Hiatos (ão, io) (Separam-se, Ex.: sa‑ú‑de); Prefixo + vogal (des, ex) (Consoante junta à vogal, Ex.: de‑sin‑for‑ma‑ção)

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

“últimos”: úl‑ti‑mos — correta. O encontro consonantal lt é imperfeito (não é consoante + l/r), portanto separa‑se: úl‑ti‑mos. Além disso, a palavra é proparoxítona (úl‑ti‑mos), e a separação respeita a regra de que toda sílaba tem vogal.

Alternativa B — ❌ Incorreta

“explosão”: ex‑plo‑sã‑o — errada. O erro está em ex‑plo‑sã‑o: o encontro pl é perfeito (consoante + l), logo não se separa: deve ficar ex‑plo‑são. Além disso, o ditongo ão não se separa: ex‑plo‑são. A separação correta é ex‑plo‑são (ou es‑plo‑são, se considerar o x com som de s, mas a forma padrão é ex‑plo‑são). A alternativa erra ao separar o ditongo ão.

Alternativa C — ❌ Incorreta

“passaram”: pa‑ssa‑ram — errada. O dígrafo ss deve ser separado: pas‑sa‑ram. A alternativa mantém o ss junto, o que viola a regra de que dígrafos consonantais se separam.

Alternativa D — ❌ Incorreta

“desinformação”: des‑in‑for‑ma‑ção — errada. O prefixo des seguido de vogal i faz com que o s se junte à vogal: de‑sin‑for‑ma‑ção. A alternativa mantém o des separado, o que está incorreto.

Alternativa E — ❌ Incorreta

“popularmente”: po‑pu‑lar‑me‑nte — errada. O encontro rm é imperfeito e se separa, mas a separação correta é po‑pu‑lar‑men‑te (o nte forma sílaba com o e). A alternativa separa me‑nte, o que está errado: o e é vogal e deve ficar com o n e o t? Na verdade, men‑te é a forma correta: po‑pu‑lar‑men‑te. A alternativa erra ao separar me‑nte.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre dígrafo (ss) e encontro consonantal (pl), e a separação de hiatos (ão) e prefixos (des). Fique atento: dígrafos sempre se separam; encontros perfeitos nunca; hiatos sempre se separam; prefixo + vogal junta a consoante.

PEGA ESSA DICA!

Ao separar sílabas, pronuncie a palavra pausadamente e conte as vogais — cada vogal forma uma sílaba. Depois, aplique as regras de dígrafo, encontro e hiato.

Gabarito: letra A.

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