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Questão de Português — Conjunção — FUNDATEC 2025

PortuguêsConjunção
Código
qa675969
Banca
FUNDATEC
Órgão
Pref Venâncio Aires
Ano
2025
Cargo
Mon EBas ( )

Como e por que o papagaio fala?

 

Por Gustavo Abreu

 

O porquê é fácil: para socializar. Papagaios e outros pássaros com essa habilidade imitam quaisquer sons típicos de seu habitat (um exemplar de pássaro-lira australiano muito acostumado a ser fotografado faz até o clique de uma câmera). Na natureza, isso significa copiar outras aves selvagens para criar laços. Em cativeiro, nós somos a família do bichinho, e ele quer aprender o código de comunicação da casa. Assim, uma expressão como “tudo bem?” acaba associada ao momento em que uma pessoa entra pela porta. O “como” é mais difícil. Nós articulamos fonemas usando dentes, língua, lábios... Os pássaros não têm lábios ou dentes, mas compensam com a siringe: um complexo sistema de membranas localizado no ponto onde o sistema respiratório se bifurca para dar acesso aos pulmões. A siringe é mais sofisticada que nossas pregas vocais: permite articular dois sons simultâneos, usando separadamente o ar exalado por cada pulmão.

 

(Disponível em: https://super.abril.com.br/coluna/oraculo/

– texto adaptado especialmente para esta prova).

TEXTO 02

   

No trecho retirado do texto “A siringe é mais sofisticada que nossas pregas vocais”, os termos sublinhados formam uma conjunção:

  1. AConcessiva.
  2. BConformativa.
  3. CComparativa.
  4. DCondicional.
  5. ECausal.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Comparativa.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Conjunção comparativa: “mais sofisticada que” — Gabarito: letra C.

Gabarito: letra C. No trecho “A siringe é mais sofisticada que nossas pregas vocais”, a locução “mais... que” estabelece uma comparação entre a siringe e as pregas vocais humanas — exatamente o valor semântico das conjunções subordinativas adverbiais comparativas. A pista decisiva é o “mais” (advérbio de intensidade) que exige o “que” como segundo termo da comparação, estrutura típica do comparativo de superioridade.

O comando

A questão pede que você classifique a conjunção presente no trecho destacado. Isso é uma tarefa de gramática aplicada ao texto: não basta decorar listas de conjunções; é preciso ler o contexto e identificar a relação de sentido que o conectivo estabelece entre as orações. Aqui, o comando é direto: “os termos sublinhados formam uma conjunção” — e as alternativas listam os cinco valores adverbiais mais cobrados (concessiva, conformativa, comparativa, condicional, causal).

O texto e a estrutura da frase

No texto, o autor explica por que os pássaros conseguem falar: eles não têm lábios ou dentes, mas compensam com a siringe. A frase-chave é:

“A siringe é mais sofisticada que nossas pregas vocais”

Aqui, o autor compara dois elementos: a siringe (das aves) e as pregas vocais (humanas). O “mais” indica que a siringe possui uma qualidade em grau superior; o “que” introduz o segundo termo da comparação (o elemento com o qual se compara). Essa estrutura — mais + adjetivo + que — é a marca registrada da comparação de superioridade.

A técnica que decide

Para classificar uma conjunção, pergunte: que relação ela estabelece entre as ideias?

  • Comparativa: compara dois elementos, geralmente com mais/menos/tão/tanto + que/como.

  • Concessiva: indica uma ressalva, uma quebra de expectativa (embora, ainda que, mesmo que).

  • Conformativa: indica conformidade, ou seja, “de acordo com” (conforme, segundo, como).

  • Condicional: indica uma condição para que algo ocorra (se, caso, desde que).

  • Causal: indica causa, motivo (porque, pois, já que).

No trecho, não há ressalva, nem conformidade, nem condição, nem causa. Há comparação: a siringe é mais sofisticada do que as pregas vocais. Portanto, a conjunção é comparativa.

Análise das alternativas

1Comparativa
mais/menos/tão + que/como
compara dois elementos
2Concessiva
embora, ainda que, mesmo que
ressalva/oposição
3Conformativa
conforme, segundo, como
de acordo com
4Condicional
se, caso, desde que
condição para algo
5Causal
porque, pois, já que
causa/motivo
Conjunções subordinativas adverbiais
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Conjunções subordinativas adverbiais: Comparativa (mais/menos/tão + que/como, compara dois elementos); Concessiva (embora, ainda que, mesmo que, ressalva/oposição); Conformativa (conforme, segundo, como, de acordo com); Condicional (se, caso, desde que, condição para algo); Causal (porque, pois, já que, causa/motivo)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Concessiva. As conjunções concessivas (embora, ainda que, mesmo que) expressam oposição ou ressalva: “Embora seja mais sofisticada, a siringe não é perfeita”. No trecho, não há ideia de concessão; há comparação. Erro: troca de valor semântico — a banca tenta confundir com a ideia de “apesar de”, que não está presente.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Conformativa. As conformativas (conforme, segundo, como) indicam conformidade: “Conforme o texto, a siringe é sofisticada”. No trecho, o “que” não introduz uma oração que expressa conformidade; ele é o segundo termo da comparação. Erro: troca de valor semântico — a banca apela para o “como” que também pode ser comparativo, mas aqui não há conformidade.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Comparativa. A locução “mais... que” é a estrutura clássica do comparativo de superioridade. O texto compara a siringe com as pregas vocais, afirmando que a primeira é mais sofisticada do que a segunda. A passagem que prova:

“A siringe é mais sofisticada que nossas pregas vocais”

O “mais” exige o “que” para completar a comparação. Sem o “que”, a frase ficaria incompleta: “A siringe é mais sofisticada” — mais do quê? O “que” introduz o termo com o qual se compara. É a única alternativa que nomeia corretamente a relação.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Condicional. As condicionais (se, caso, desde que) expressam condição: “Se a siringe for mais sofisticada, as aves falam melhor”. No trecho, não há hipótese nem condição; há uma afirmação comparativa. Erro: troca de valor semântico — a banca tenta confundir com a ideia de “se”, que não aparece.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Causal. As causais (porque, pois, já que) expressam causa: “A siringe é mais sofisticada porque tem duas membranas”. No trecho, o “que” não introduz uma causa; ele é o segundo termo da comparação. Erro: troca de valor semântico — a banca apela para o “que” que também pode ser causal em outros contextos, mas aqui não há relação de causa.

Fechamento

A regra de ouro: não decore listas de conjunções isoladas — sempre analise o contexto. A mesma palavra “que” pode ser comparativa, causal, concessiva etc., dependendo da relação que estabelece. Aqui, o “mais” é a pista infalível: ele anuncia uma comparação. Portanto, Gabarito: letra C.

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