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Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — Quadrix 2025

PortuguêsInterpretação de Textos (Compreensão)
Código
qa676284
Banca
Quadrix
Órgão
CRMV GO
Ano
2025
Cargo
Tec Adm ( )

A expressão saúde pública veterinária é utilizada para designar o marco conceitual e a implementação das atividades de saúde pública que empregam conhecimentos e recursos da medicina veterinária para proteger e melhorar a saúde humana. A saúde pública veterinária vincula a agricultura, a saúde animal, a educação, o ambiente e a saúde humana.


Por sua vez, as atividades de medicina veterinária preventiva têm seu princípio na pré‑história e continuam até o primeiro século da Era Cristã. No Código de Hamurábi, código de leis mais antigo do mundo, já havia menções a práticas de medicina veterinária entre indivíduos específicos com tais atribuições. Os primeiros esforços dirigidos contra a doença animal foram descritos nas antigas civilizações da Suméria, do Egito e da Grécia, com referências a curandeiros de animais antes da Era Cristã.


Ao lado do tratamento médico, cirúrgico e obstétrico individual, duas outras táticas eram aplicadas localmente para o controle das enfermidades animais, antes mesmo do desenvolvimento da teoria do contágio: o emprego da quarentena (segregação dos animais doentes dos sadios) e o sacrifício de animais enfermos.


No cenário atual, a medicina veterinária enfoca a saúde humana e o controle de qualidade dos alimentos, e há uma política muito tímida voltada à saúde dos animais domésticos. Todavia, isso deve estar na pauta das políticas, haja vista que, para muitos proprietários de animais, esses são como filhos, e as pessoas gostam de dar o tratamento adequado a seus animais. A esse respeito, as clínicas veterinárias aplicam preços vultosos, e, muitasvezes, os donos dos pets têm de escolher entre comer, pagar as contas ou levar seu bicho a uma clínica. Assim, é importante o desenvolvimento de uma medicina veterinária populacional, por meio, por exemplo, da criação, pelos governos, de um hospital veterinário gratuito, centralizado nas cidades, e que atenda a população mais pobre, que não tem condições de levar seus animais a uma clínica privada.


Em suma, a orientação dispensada à medicina veterinária dentro da tríade formada por ambiente, animal e homem deve ser acompanhada de uma importante expansão da saúde pública veterinária.


Internet: <rsdjournal.org> (com adaptações).

   

Texto para o item.

 

Acerca das ideias do texto, julgue o item seguinte.

 

No texto, deduz‑se que a quarentena e o sacrifício de animais enfermos demonstram que, mesmo sem a compreensão completa da teoria do contágio (ou dos germes), já havia a percepção de que o isolamento e a remoção de animais doentes eram métodos eficazes para conter a disseminação de doenças em uma população.

  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Inferência sobre métodos de controle de doenças animais

Gabarito: letra C (Certo). A afirmação é uma inferência legítima a partir do texto: o autor afirma que a quarentena e o sacrifício eram aplicados "antes mesmo do desenvolvimento da teoria do contágio", o que permite deduzir que já havia a percepção de que isolamento e remoção de animais doentes eram eficazes para conter a disseminação de doenças. A passagem que ancora essa conclusão é o trecho do 3º parágrafo: "duas outras táticas eram aplicadas localmente para o controle das enfermidades animais, antes mesmo do desenvolvimento da teoria do contágio: o emprego da quarentena (segregação dos animais doentes dos sadios) e o sacrifício de animais enfermos".

O comando: "deduz-se" pede inferência, não recorrência

O enunciado usa o verbo "deduz-se", o que classifica a questão como de interpretação/inferência: a resposta não está literalmente escrita, mas é uma conclusão obrigatória a partir de pistas do texto. Diferente de uma questão de compreensão (que pede uma paráfrase do que está explícito), aqui você precisa mostrar que a dedução é ancorada em elementos textuais — e não uma extrapolação. A técnica é: localize a pista, verifique se a conclusão decorre dela logicamente e confirme que não há nenhuma informação no texto que a contradiga.

O texto: o 3º parágrafo é a chave

O texto apresenta a evolução da medicina veterinária. No 3º parágrafo, o autor descreve as táticas de controle de doenças animais usadas antes da teoria do contágio:

"duas outras táticas eram aplicadas localmente para o controle das enfermidades animais, antes mesmo do desenvolvimento da teoria do contágio: o emprego da quarentena (segregação dos animais doentes dos sadios) e o sacrifício de animais enfermos"

A expressão "para o controle das enfermidades animais" é a pista central: ela indica a finalidade dessas práticas. Se a quarentena e o sacrifício eram usados para controlar enfermidades, mesmo sem conhecer a teoria dos germes, a conclusão de que havia a percepção de que isolamento e remoção eram eficazes é uma inferência direta — não há outra razão lógica para aplicá-las com essa finalidade.

A técnica: inferência legítima × extrapolação

A inferência é válida quando se apoia em um pressuposto — uma pista deixada pelo próprio texto. Aqui, o pressuposto é: se alguém aplica uma medida "para o controle" de algo, é porque acredita que ela funciona. O texto não diz explicitamente "as pessoas acreditavam que a quarentena funcionava", mas essa crença está implicada na finalidade declarada. Isso é diferente de extrapolar: a alternativa não acrescenta nenhuma informação externa (como "os antigos já conheciam a teoria dos germes" — o texto diz o contrário). A dedução fica dentro do que o texto autoriza.

Análise da assertiva

Assertiva — ✅ CERTO

A assertiva afirma que "se deduz que a quarentena e o sacrifício de animais enfermos demonstram que, mesmo sem a compreensão completa da teoria do contágio, já havia a percepção de que o isolamento e a remoção de animais doentes eram métodos eficazes para conter a disseminação de doenças".

Isso é exatamente o que o texto permite concluir:

  • O texto diz que essas táticas eram usadas "para o controle das enfermidades animais" — finalidade explícita.

  • O texto diz que isso ocorria "antes mesmo do desenvolvimento da teoria do contágio" — ou seja, sem o conhecimento científico completo.

  • A conclusão de que havia percepção de eficácia é a única explicação lógica para o uso dessas medidas com essa finalidade.

A assertiva é uma paráfrase inferencial do trecho: troca "controle das enfermidades" por "conter a disseminação de doenças" e "segregação dos animais doentes dos sadios" por "isolamento" — mantendo o sentido. Não há nenhuma palavra que restrinja ou generalize indevidamente.

NÃO CAIA NESSA!

A banca poderia tentar fazer você achar que a afirmação é uma extrapolação (porque o texto não diz literalmente "as pessoas acreditavam na eficácia"). Mas a pista "para o controle" é o pressuposto que autoriza a dedução. Cuidado para não confundir inferência legítima com opinião pessoal.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de "deduz-se", pergunte: "qual pista do texto me obriga a concluir isso?" Se a resposta for "nenhuma", é extrapolação. Se houver uma pista clara (como a finalidade expressa), a inferência é válida.

Conclusão: a assertiva está correta, pois a dedução apresentada é uma inferência ancorada na finalidade declarada das práticas de quarentena e sacrifício, conforme o 3º parágrafo. Gabarito: letra C (Certo).

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