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Questão de Português — Uso do Hífen — Quadrix 2025

PortuguêsUso do Hífen
Código
qa676290
Banca
Quadrix
Órgão
CRMV GO
Ano
2025
Cargo
Tec Adm ( )

A expressão saúde pública veterinária é utilizada para designar o marco conceitual e a implementação das atividades de saúde pública que empregam conhecimentos e recursos da medicina veterinária para proteger e melhorar a saúde humana. A saúde pública veterinária vincula a agricultura, a saúde animal, a educação, o ambiente e a saúde humana.


Por sua vez, as atividades de medicina veterinária preventiva têm seu princípio na pré‑história e continuam até o primeiro século da Era Cristã. No Código de Hamurábi, código de leis mais antigo do mundo, já havia menções a práticas de medicina veterinária entre indivíduos específicos com tais atribuições. Os primeiros esforços dirigidos contra a doença animal foram descritos nas antigas civilizações da Suméria, do Egito e da Grécia, com referências a curandeiros de animais antes da Era Cristã.


Ao lado do tratamento médico, cirúrgico e obstétrico individual, duas outras táticas eram aplicadas localmente para o controle das enfermidades animais, antes mesmo do desenvolvimento da teoria do contágio: o emprego da quarentena (segregação dos animais doentes dos sadios) e o sacrifício de animais enfermos.


No cenário atual, a medicina veterinária enfoca a saúde humana e o controle de qualidade dos alimentos, e há uma política muito tímida voltada à saúde dos animais domésticos. Todavia, isso deve estar na pauta das políticas, haja vista que, para muitos proprietários de animais, esses são como filhos, e as pessoas gostam de dar o tratamento adequado a seus animais. A esse respeito, as clínicas veterinárias aplicam preços vultosos, e, muitasvezes, os donos dos pets têm de escolher entre comer, pagar as contas ou levar seu bicho a uma clínica. Assim, é importante o desenvolvimento de uma medicina veterinária populacional, por meio, por exemplo, da criação, pelos governos, de um hospital veterinário gratuito, centralizado nas cidades, e que atenda a população mais pobre, que não tem condições de levar seus animais a uma clínica privada.


Em suma, a orientação dispensada à medicina veterinária dentro da tríade formada por ambiente, animal e homem deve ser acompanhada de uma importante expansão da saúde pública veterinária.


Internet: <rsdjournal.org> (com adaptações).

   

Texto para o item.

 

Acerca das estruturas linguísticas e gramaticais do texto, julgue o item a seguir.

 

No texto, a expressão “doença animal”, presente em “Os primeiros esforços dirigidos contra a doença animal foram descritos nas antigas civilizações da Suméria, do Egito e da Grécia, com referências a curandeiros de animais antes da Era Cristã.”, segundo o acordo ortográfico vigente, poderia ser grafada com hífen: doença‑animal.

  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Uso do hífen em "doença animal"

Gabarito: letra E (Errado). A expressão "doença animal" não pode ser grafada com hífen, pois se trata de uma locução substantiva formada por um substantivo e um adjetivo, sem qualquer elemento de ligação ou prefixo que exija o uso do hífen. A regra do hífen se aplica a palavras compostas com prefixos, palavras repetidas, ou quando há elementos de ligação, mas não a combinações livres de substantivo + adjetivo.

O comando da questão

A questão pede que se julgue a afirmação de que "doença animal" poderia ser grafada como "doença-animal" segundo o acordo ortográfico vigente. Isso é uma questão de ortografia (emprego do hífen), não de interpretação de texto. O foco está na regra gramatical que determina quando usar o hífen em palavras compostas.

A regra do hífen

O hífen é usado em palavras compostas que formam uma unidade significativa, como:

  • Com prefixos: anti-inflamatório, pré-história, super-homem

  • Com palavras repetidas: corre-corre, pega-pega

  • Sem elementos de ligação: arco-íris, guarda-chuva, vaga-lume

No entanto, não se usa hífen em:

  • Locuções substantivas formadas por substantivo + adjetivo: "doença animal", "saúde pública", "medicina veterinária"

  • Palavras compostas com elementos de ligação: mão de obra, dia a dia, café com leite

A expressão "doença animal" é uma locução substantiva em que "animal" funciona como adjetivo que qualifica "doença". Não há prefixo, não há repetição, não há elemento de ligação que justifique o hífen. Portanto, a grafia correta é "doença animal", sem hífen.

Análise da alternativa

Uso do hífen
  • 1Exige hífen
    • Prefixos (anti-inflamatório)
    • Palavras repetidas (corre-corre)
    • Sem elementos de ligação (arco-íris)
  • 2Não exige hífen
    • Locução substantiva (substantivo + adjetivo)
      • doença animal
      • saúde pública
    • Com elementos de ligação (mão de obra)
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Alternativa E — ❌ Errado ⟵ GABARITO

A afirmação de que "doença animal" poderia ser grafada com hífen está errada. A expressão é uma locução substantiva comum, formada por substantivo + adjetivo, e não se enquadra em nenhuma das regras que exigem o uso do hífen. O acordo ortográfico vigente não prevê hífen nesse caso.

PEGA ESSA DICA!

Para saber se uma expressão leva hífen, pergunte: "há um prefixo?", "há palavras repetidas?", "há elemento de ligação?" Se a resposta for não, provavelmente não se usa hífen.

Gabarito: letra E (Errado).

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