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Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — Legatus 2025

PortuguêsInterpretação de Textos (Compreensão)
Código
qa678417
Banca
Legatus
Órgão
Pref Lima Campos
Ano
2025
Cargo
Pro Mun ( )

Maioria dos escritores profissionais usam IA como ferramenta, aponta pesquisa A maioria dos escritores afirmam recorrer a ferramentas de inteligência artificial, relatando ganhos de produtividade, mas apenas 7% deles afirmam ter publicado algum texto gerado por IA, segundo uma pesquisa publicada na revista americana Publishers Weekly.

 

O estudo feito pela plataforma Gotham GhostWriters, com respostas virtuais de profissionais da escrita de ficção e não ficção de todo o mundo, mostra que 61% deles incorporam a IA no dia a dia. São principalmente os ficcionistas que permanecem mais distantes e cautelosos com essas ferramentas.

 

O levantamento "A.I. and the Writing Profession" se volta a entender como profissionais da escrita percebem a presença crescente da IA na profissão. A conclusão dos responsáveis pelo estudo é que a categoria enxerga a tecnologia como algo ambíguo, ao mesmo tempo útil e ameaçador. Segundo a pesquisa, os escritores que mais recorrem à IA são os de autoajuda profissional, relações públicas e marketing.

 

Entre os que menos incorporam essas ferramentas, segundo o levantamento, estão os editores de texto e jornalistas.

 

Já 63% dos escritores afirmam usar IA para produzir rascunhos que depois serão editados, enquanto apenas 7% admitem publicar textos gerados diretamente pela tecnologia. O relatório registra que, embora a familiaridade reduza parte da desconfiança, as preocupações ainda são grandes. Nove em cada dez escritores temem a introdução de erros factuais nos textos. A rejeição é quase unânime entre os que não utilizam IA, enquanto apenas 61% dos usuários assíduos consideram o treinamento de modelos injusto.

 

Quando o recorte se afunila para os 291 autores de ficção consultados na pesquisa, só 42% dizem recorrer à IA e quase sempre de forma esporádica. Entre eles, a percepção é majoritariamente positiva, já que 60% afirmam que a tecnologia melhora a qualidade da escrita e 87% dizem que aumenta a produtividade.

 

Já entre os não usuários, o estudo identifica um repúdio quase unânime, alimentado tanto por preocupações éticas quanto pela avaliação de que textos produzidos por IA têm baixa qualidade.

 

Segundo a Publishers Weekly, quase metade dos escritores freelancers relatam queda na demanda por trabalho por causa da IA, e três em cada quatro acreditam que as oportunidades tendem a diminuir com o avanço da tecnologia. Por outro lado, 21% dos usuários intensivos de IA afirmam ter visto o volume de demandas aumentar.

Texto de Aline Esteves, (adaptado). Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2025/11/ acesso em 24 de novembro de 2025.

A pesquisa apresentada pelo texto indica a relação dos escritores com a IA marcada por ambivalência. Considerando essa caracterização explícita, a alternativa que melhor destaca essa ambiguidade, conforme o texto, é aquela que afirma que os escritores
  1. Areconhecem a IA como produtiva, mas a rejeitam parcialmente devido à ausência de regulamentação específica no mercado editorial.
  2. Butilizam a IA apenas quando supervisionados por editores, evitando seu uso espontâneo por receio de comprometer o estilo individual.
  3. Cveem a IA como instrumento capaz de substituir apenas parte do trabalho humano, embora a julguem insuficiente para usos editoriais.
  4. Dadmitem ganhos pontuais de produtividade, porém entendem a IA como uma ameaça estrutural tanto à ética autoral quanto ao emprego na escrita.
  5. Edefendem que a IA deve ser usada para revisões formais, preterindo sua aplicação na elaboração de rascunhos ou ideias iniciais.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — admitem ganhos pontuais de produtividade, porém entendem a IA como uma ameaça estrutural tanto à ética autoral quanto ao emprego na escrita.

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