Questão de Banco de Dados — Modelo Entidade-Relacionamento (MER) — FUNDATEC 2025
Banco de Dados›Modelo Entidade-Relacionamento (MER)
Código
qa699048
Banca
FUNDATEC
Órgão
PROCERGS
Ano
2025
Cargo
ANC ( )
Em um Modelo Entidade-Relacionamento (MER), o que representa um relacionamento de “um para muitos” (1:N) entre as entidades A e B?
ACada instância de A pode se relacionar com no máximo uma instância de B, e vice-versa.
BCada instância de A pode se relacionar com várias instâncias de B, e vice-versa.
CCada instância de A só pode se relacionar com uma única instância de B, mas uma instância de B pode se relacionar com muitas instâncias de A.
DCada instância de A pode se relacionar com várias instâncias de B, mas cada instância de B só pode se relacionar com uma instância de A.
EO relacionamento entre A e B requer uma tabela associativa para ser implementado.
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GabaritoD — Cada instância de A pode se relacionar com várias instâncias de B, mas cada instância de B só pode se relacionar com uma instância de A.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Cardinalidade 1:N no Modelo Entidade-Relacionamento
Gabarito: letra D. Em um relacionamento um-para-muitos (1:N) entre as entidades A e B, cada instância de A pode se relacionar com várias instâncias de B, mas cada instância de B só pode se relacionar com uma única instância de A — exatamente o que a alternativa D afirma. Essa é a definição clássica de cardinalidade no MER, que descreve quantas ocorrências de uma entidade podem estar associadas a uma ocorrência da outra.
A cardinalidade é um dos conceitos centrais da modelagem conceitual de dados. Ela indica o número máximo (e mínimo) de instâncias de uma entidade que podem se relacionar com uma instância da outra entidade participante do relacionamento. No MER, os três tipos básicos são: 1:1 (um-para-um), 1:N (um-para-muitos) e N:M (muitos-para-muitos). A cardinalidade 1:N é a mais comum em bancos de dados relacionais — pense em CLIENTE e PEDIDO: um cliente pode fazer vários pedidos, mas cada pedido pertence a um único cliente. O lado "1" é chamado de lado um, e o lado "N" de lado muitos.
Na prática, quando esse relacionamento é implementado no modelo relacional, a chave primária da entidade do lado "1" (A) é inserida como chave estrangeira na tabela do lado "N" (B). Por exemplo, na tabela PEDIDO, o campo cod_cliente (chave estrangeira) referencia a chave primária da tabela CLIENTE. Isso garante que cada pedido esteja vinculado a exatamente um cliente, enquanto um cliente pode ter vários pedidos.
A pegadinha que a banca explora aqui é a inversão dos lados: trocar qual entidade é o lado "um" e qual é o lado "muitos". A alternativa C, por exemplo, inverte exatamente essa relação, dizendo que A só se relaciona com uma instância de B, mas B pode se relacionar com várias de A — isso descreveria um relacionamento 1:N com os papéis trocados (na verdade, seria um relacionamento N:1, que é o mesmo que 1:N, mas com a leitura invertida). A alternativa B descreve N:M, e a A descreve 1:1. A alternativa E confunde a implementação de N:M (que exige tabela associativa) com a de 1:N.
Guarde a fronteira: no 1:N, o lado "muitos" é a entidade que recebe a chave estrangeira; no N:M, é necessária uma tabela associativa. É exatamente nessa distinção que as alternativas se dividem.
Cardinalidade no MER: 1:1 (A ↔ no máx. 1 B, B ↔ no máx. 1 A); 1:N (A → várias B, B → uma única A, FK do lado "1" no lado "N"); N:M (A → várias B, B → várias A, Exige tabela associativa)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que cada instância de A se relaciona com no máximo uma de B, e vice-versa. Isso descreve um relacionamento 1:1 (um-para-um), não 1:N. No 1:1, cada instância de uma entidade se associa a no máximo uma instância da outra, nos dois sentidos. Exemplo: um funcionário ocupa um único cargo e cada cargo é ocupado por um único funcionário (em um contexto simplificado).
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que cada instância de A pode se relacionar com várias de B, e vice-versa. Isso é a definição de N:M (muitos-para-muitos), não de 1:N. No N:M, ambos os lados podem ter múltiplas ocorrências associadas. Exemplo clássico: ALUNO e DISCIPLINA — um aluno cursa várias disciplinas e uma disciplina tem vários alunos. Para implementar N:M no modelo relacional, é necessária uma tabela associativa (entidade associativa), que desmembra o relacionamento em dois 1:N.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que cada instância de A só se relaciona com uma única de B, mas B pode se relacionar com muitas de A. Isso inverte os lados do relacionamento 1:N: aqui, A seria o lado "1" e B o lado "N". No enunciado, o relacionamento é 1:N entre A e B, com A no lado "1" e B no lado "N" — ou seja, A pode ter várias B, e B só pode ter uma A. A alternativa C descreve o relacionamento inverso (N:1), que é o mesmo tipo, mas com os papéis trocados. A banca explora exatamente essa inversão para confundir.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Afirma que cada instância de A pode se relacionar com várias instâncias de B, mas cada instância de B só pode se relacionar com uma instância de A. Essa é a definição precisa de 1:N (um-para-muitos): o lado "1" (A) permite múltiplas associações com o lado "N" (B), mas o lado "N" (B) só pode estar associado a uma única instância do lado "1" (A). Exemplo: CLIENTE (A) e PEDIDO (B) — um cliente pode ter vários pedidos, mas cada pedido pertence a um único cliente. Na implementação, a chave primária de A (cod_cliente) vira chave estrangeira em B (cod_cliente na tabela PEDIDO).
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que o relacionamento 1:N requer uma tabela associativa para ser implementado. Isso é falso: a tabela associativa (ou entidade associativa) é necessária apenas para relacionamentos N:M (muitos-para-muitos), para desmembrá-los em dois relacionamentos 1:N. No caso de 1:N, a implementação é direta: a chave primária da entidade do lado "1" é adicionada como chave estrangeira na tabela do lado "N", sem necessidade de tabela intermediária.
NÃO CAIA NESSA!
A banca adora inverter os lados do relacionamento 1:N — trocar qual entidade é o lado "um" e qual é o lado "muitos". Na alternativa C, por exemplo, ela inverte os papéis: diz que A só se relaciona com uma B, mas B pode se relacionar com várias A. Isso descreve o mesmo tipo de relacionamento, mas com a leitura invertida. Fique atento: no 1:N, a entidade que "pode ter várias" é o lado N; a que "só pode ter uma" é o lado 1. Com treino, você enxerga essas trocas de longe 💪.
PEGA ESSA DICA!
Para fixar, compare os três tipos de cardinalidade e lembre-se de como cada um é implementado:
Cardinalidade
Significado
Implementação no modelo relacional
1:1
Cada instância de A se relaciona com no máximo uma de B, e vice-versa
Chave estrangeira em uma das tabelas (ou relação mesclada)
1:N
Cada instância de A se relaciona com várias de B, mas cada B só com uma A
Chave primária de A vira chave estrangeira em B (lado N)
N:M
Cada instância de A se relaciona com várias de B, e vice-versa