Questão de Redes de Computadores — Cloud Computing (Computação em Nuvem) — INSTITUTO AOCP 2025
- Código
- qa700684
- Banca
- INSTITUTO AOCP
- Órgão
- UFABC
- Ano
- 2025
- Cargo
- Téc ( )
- AHeroku.
- BDropbox.
- CCompute Engine.
- DGoogle Workspace.
- ESalesforce.
GabaritoC — Compute Engine.
Gabarito: letra C. O Compute Engine é um exemplo clássico de IaaS (Infrastructure as a Service), pois oferece máquinas virtuais com infraestrutura de computação sob demanda — o usuário gerencia o sistema operacional, o armazenamento e as aplicações, enquanto o provedor fornece o hardware virtualizado. Essa é a definição central de IaaS, que se distingue dos demais modelos por entregar o maior nível de controle ao cliente sobre a infraestrutura.
A computação em nuvem organiza a entrega de serviços em camadas, cada uma transferindo diferentes responsabilidades de gerenciamento entre provedor e cliente. No IaaS, o provedor disponibiliza a infraestrutura básica — servidores virtuais, armazenamento, redes — e o cliente é responsável por tudo que roda sobre ela: sistema operacional, middleware, runtime, dados e aplicações. É o modelo que mais se aproxima de "alugar hardware", permitindo que o usuário configure o ambiente conforme suas necessidades, com escalabilidade elástica e pagamento por uso.
O PaaS (Platform as a Service) vai um passo além: além da infraestrutura, o provedor gerencia o sistema operacional e o middleware, oferecendo uma plataforma pronta para o desenvolvimento e implantação de aplicações. O SaaS (Software as a Service) entrega o software completo, pronto para uso, sem que o cliente se preocupe com qualquer aspecto técnico — basta acessar via navegador. Já o FaaS (Function as a Service) é o modelo serverless, onde o cliente envia apenas funções de código e o provedor executa sob demanda, cobrando por execução.
A distinção prática entre os modelos está no nível de controle versus conveniência: quanto mais alto na pilha (SaaS), menos controle e mais facilidade; quanto mais baixo (IaaS), mais controle e mais responsabilidade de gerenciamento. Para um técnico de TI avaliando soluções, entender essa fronteira é essencial para escolher o modelo adequado a cada necessidade — por exemplo, hospedar um sistema acadêmico pode exigir IaaS para personalização total, enquanto uma aplicação interna simples pode ser resolvida com SaaS.
A pegadinha desta questão está em reconhecer exemplos reais de cada modelo. Heroku é PaaS, pois oferece uma plataforma de deploy sem gerenciamento de infraestrutura. Dropbox, Google Workspace e Salesforce são SaaS, pois entregam software pronto. O Compute Engine, por sua vez, é o único que entrega infraestrutura virtualizada crua, onde o usuário precisa configurar o ambiente — exatamente o que caracteriza o IaaS.
Guarde a fronteira entre os modelos: o que decide a classificação é quem gerencia o quê. Se o provedor entrega apenas hardware virtualizado → IaaS; se entrega plataforma de desenvolvimento → PaaS; se entrega software pronto → SaaS; se executa funções sob demanda → FaaS. É esse critério que separa as alternativas.
Heroku é um exemplo de PaaS (Platform as a Service), não de IaaS. O Heroku oferece uma plataforma de implantação de aplicações onde o desenvolvedor faz o deploy do código e o provedor gerencia a infraestrutura subjacente, incluindo servidores, sistema operacional e escalabilidade. O usuário não tem controle sobre a infraestrutura, apenas sobre o código e a configuração da aplicação — característica típica de PaaS.
Dropbox é um serviço de armazenamento em nuvem, classificado como SaaS (Software as a Service). O usuário acessa o software pronto via navegador ou aplicativo, sem qualquer controle sobre a infraestrutura ou plataforma. O Dropbox entrega o serviço completo de sincronização e compartilhamento de arquivos, sem que o cliente precise gerenciar servidores ou sistemas operacionais.
O Compute Engine, do Google Cloud Platform, é um exemplo clássico de IaaS. Ele fornece máquinas virtuais com recursos de computação, armazenamento e rede sob demanda, onde o usuário tem controle total sobre o sistema operacional, o middleware e as aplicações. O provedor gerencia apenas a infraestrutura física e a virtualização, enquanto o cliente é responsável por configurar e gerenciar o ambiente — exatamente o que define o modelo IaaS.
Google Workspace é um conjunto de aplicativos de produtividade (Gmail, Docs, Drive, Meet, etc.) entregue como SaaS (Software as a Service). O usuário acessa o software pronto via navegador, sem qualquer responsabilidade sobre infraestrutura ou plataforma. O Google gerencia toda a pilha tecnológica, e o cliente apenas utiliza as aplicações.
Salesforce é uma plataforma de CRM (Customer Relationship Management) entregue como SaaS (Software as a Service). O software é acessado via navegador, com o provedor gerenciando toda a infraestrutura, plataforma e aplicação. O usuário não tem controle sobre servidores ou sistema operacional — apenas configura e utiliza o software pronto.
A banca mistura exemplos reais de cada modelo para confundir. O candidato pode associar Heroku a IaaS por ser uma plataforma de deploy, mas ele é PaaS. A chave é lembrar: IaaS entrega infraestrutura virtualizada crua (Compute Engine, EC2, Azure VMs), PaaS entrega plataforma de desenvolvimento (Heroku, Google App Engine), SaaS entrega software pronto (Dropbox, Google Workspace, Salesforce). Com esse critério, a classificação fica automática.
Para fixar, monte a tabela mental dos exemplos mais cobrados em provas:
Modelo | Exemplos clássicos |
|---|---|
IaaS | Compute Engine, EC2, Azure VMs |
PaaS | Heroku, Google App Engine, Azure App Service |
SaaS | Dropbox, Google Workspace, Salesforce |
FaaS | AWS Lambda, Google Cloud Functions |
Na prova, identifique o modelo pelo que o provedor gerencia: hardware → IaaS; plataforma → PaaS; software → SaaS; função → FaaS.
Gabarito: letra C
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