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Questão de Segurança da Informação — Assinatura Digital — FUNDATEC 2025

Segurança da InformaçãoAssinatura Digital
Código
qa700811
Banca
FUNDATEC
Órgão
IF RS
Ano
2025
Cargo
Téc ( )
Sobre tecnologias de segurança, uma maneira comum de garantir a autenticidade de um documento é submetê-lo a uma função hash de sentido único, resistente a inversões, gerando um resumo de tamanho fixo e independente do tamanho do documento original. O proprietário do documento então criptografa esse resumo com sua chave privada, criando a assinatura digital, que é anexada ao documento e enviada ao receptor. Quando o documento e a assinatura chegam, o receptor recalcula o hash do documento e usa a chave pública do emissor para descriptografar a assinatura, obtendo o hash original. Se os valores coincidirem, a autenticidade do documento é confirmada; caso contrário, indica-se adulteração ou corrupção.   O trecho apresentado corresponde a qual processo de serviço dos tipos básicos de criptografia?
  1. ACriptografia por chave secreta.
  2. BAssinaturas digitais.
  3. CCifragem de chave pública.
  4. DFunções de via única.
  5. EMódulo de plataforma confiável.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — Assinaturas digitais.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Assinatura Digital: autenticidade e integridade com criptografia assimétrica

Gabarito: letra B. O trecho descreve exatamente o processo de assinatura digital: o emissor gera um hash do documento e o cifra com sua chave privada; o receptor decifra com a chave pública e compara os hashes para confirmar autenticidade e integridade. Esse mecanismo é um dos serviços básicos da criptografia assimétrica (de chave pública), conforme o próprio enunciado e o material de apoio.

A assinatura digital é um dos pilares da segurança da informação, garantindo autenticidade (o documento realmente veio de quem diz ter enviado) e integridade (o conteúdo não foi alterado). Ela se baseia na criptografia assimétrica, que utiliza um par de chaves: uma privada, conhecida apenas pelo dono, e uma pública, distribuída livremente. O que torna a assinatura digital possível é a propriedade matemática de que o que é cifrado com uma chave só pode ser decifrado com a outra do mesmo par.

O processo descrito no enunciado é o fluxo clássico de assinatura digital:

  1. O emissor calcula o hash (resumo) do documento — uma função unidirecional que gera um valor de tamanho fixo, independente do tamanho do original.

  2. O emissor cifra esse hash com sua chave privada — é isso que constitui a assinatura digital.

  3. O receptor recalcula o hash do documento recebido e decifra a assinatura com a chave pública do emissor, obtendo o hash original.

  4. Se os dois hashes coincidem, a assinatura é válida: o documento não foi adulterado e a autoria é confirmada.

Esse mecanismo garante autenticidade (o documento é do emissor) e integridade (não foi alterado), além de prover não repúdio (o emissor não pode negar a autoria). É importante destacar que a assinatura digital não garante confidencialidade — o documento em si não é cifrado, apenas o hash.

A pegadinha da questão está em distinguir a assinatura digital de outros conceitos de criptografia. A cifragem de chave pública (alternativa C) é usada para confidencialidade: cifra-se com a chave pública do destinatário, e só ele decifra com sua chave privada. Já a assinatura digital cifra com a chave privada do emissor, e qualquer um pode verificar com a chave pública. As funções de via única (alternativa D) são apenas o hash, que sozinho não garante autenticidade. A criptografia por chave secreta (alternativa A) usa uma única chave compartilhada, sem o par público/privado. E o módulo de plataforma confiável (alternativa E) é um hardware de segurança, não um processo de assinatura.

Guarde a fronteira: assinatura digital = hash + chave privada do emissor + verificação com chave pública. É exatamente esse fluxo que o enunciado descreve, e é nele que as alternativas se dividem.

  1. 1Emissor calcula hash do documento
  2. 2Cifra o hash com chave privada
  3. 3Receptor recalcula o hash
  4. 4Decifra assinatura com chave pública
  5. 5Compara os hashes
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A criptografia por chave secreta (simétrica) utiliza uma única chave para cifrar e decifrar, e não envolve o par público/privado descrito no enunciado. Além disso, ela não provê autenticidade nem não repúdio, pois qualquer um que possua a chave compartilhada pode gerar uma mensagem cifrada. O processo descrito usa duas chaves distintas (privada para cifrar o hash, pública para verificar), o que é característica da criptografia assimétrica.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O trecho descreve fielmente o processo de assinatura digital: o emissor gera o hash do documento, cifra-o com sua chave privada (criando a assinatura), e o receptor verifica usando a chave pública, comparando os hashes. Esse processo garante autenticidade (o documento é do emissor) e integridade (não foi alterado), além de prover não repúdio. É exatamente o que o enunciado narra.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A cifragem de chave pública (criptografia assimétrica para confidencialidade) é um processo diferente: o emissor cifra a mensagem inteira com a chave pública do destinatário, e somente o destinatário, com sua chave privada, pode decifrá-la. No enunciado, o que é cifrado é apenas o hash, e a chave usada é a privada do emissor — não a pública do destinatário. Portanto, não se trata de cifragem de chave pública para sigilo, mas de assinatura digital.

Alternativa D — ❌ Incorreta

As funções de via única (hash) são apenas uma parte do processo descrito — o cálculo do resumo. O enunciado, porém, vai além: menciona a cifragem do hash com a chave privada e a verificação com a chave pública, o que caracteriza a assinatura digital. O hash sozinho garante apenas integridade, não autenticidade. A alternativa confunde a ferramenta (hash) com o processo completo (assinatura digital).

Alternativa E — ❌ Incorreta

O módulo de plataforma confiável (TPM) é um componente de hardware que armazena chaves criptográficas e realiza operações seguras, mas não é um processo de assinatura digital em si. O enunciado descreve um fluxo de software envolvendo hash, chave privada e chave pública — não um dispositivo físico. A alternativa está fora do escopo do que é descrito.

Gabarito: letra B — o trecho descreve o processo de assinatura digital, que garante autenticidade e integridade por meio da criptografia assimétrica.

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