Questão de Segurança da Informação — VPN — FUNDATEC 2025
- Código
- qa700845
- Banca
- FUNDATEC
- Órgão
- Pref Aratiba
- Ano
- 2025
- Cargo
- Tec ( )
- AFirewall.
- BVirtual Private Network (VPN).
- CAntivírus.
- DBackup.
- EProxy.
GabaritoB — Virtual Private Network (VPN).
Gabarito: letra B. As três características — túnel criptografado, privacidade em redes públicas e acesso remoto seguro a redes corporativas — descrevem exatamente a Virtual Private Network (VPN), que cria um canal seguro sobre a internet usando criptografia. As demais opções (firewall, antivírus, backup, proxy) desempenham funções distintas, como veremos a seguir.
A VPN (Rede Privada Virtual) é uma tecnologia que permite estabelecer uma conexão segura e criptografada entre dois pontos através de uma rede pública, como a internet. O termo "virtual" indica que a rede privada é simulada sobre uma infraestrutura compartilhada, e "privada" reflete o isolamento lógico dos dados em relação aos demais usuários da rede pública. O funcionamento básico envolve a criação de um túnel — um canal lógico onde os dados são encapsulados e criptografados antes de trafegar pela internet, de modo que, mesmo que sejam interceptados, não possam ser lidos por terceiros.
Essa tecnologia é amplamente utilizada em dois cenários principais: (1) acesso remoto seguro — um funcionário conecta-se à rede corporativa a partir de casa, de um hotel ou de um café, como se estivesse fisicamente na empresa; e (2) conexão site a site — interligação de filiais de uma organização através da internet, substituindo links dedicados caros. Em ambos os casos, a VPN garante a confidencialidade (os dados não são legíveis por quem os intercepta), a integridade (os dados não são alterados durante o trânsito) e a autenticidade (as partes envolvidas são quem dizem ser).
A privacidade em redes públicas é um dos usos mais comuns: ao conectar-se a uma rede Wi-Fi aberta, como a de um aeroporto, um invasor pode capturar o tráfego. Com a VPN, todo o tráfego é criptografado, tornando inútil a interceptação. É importante destacar que a VPN não é um antivírus nem um firewall: ela protege o tráfego em trânsito, mas não impede que um malware infecte o dispositivo nem filtra pacotes com base em regras de segurança.
A banca explora a confusão entre VPN e outras ferramentas de segurança. O firewall atua como um filtro de tráfego entre redes, bloqueando ou liberando pacotes conforme regras; o proxy é um intermediário que acessa a internet em nome do cliente, podendo aplicar políticas de conteúdo; o antivírus detecta e remove malwares; e o backup é uma cópia de segurança dos dados. Nenhum deles cria um túnel criptografado para transferência segura de dados — essa é a assinatura da VPN.
Guarde a distinção central: VPN = túnel criptografado + privacidade + acesso remoto. É exatamente esse conjunto de características que as alternativas tentam confundir com outras ferramentas de segurança.
O firewall é um dispositivo (hardware ou software) que atua como um ponto de controle entre redes, filtrando o tráfego com base em regras de segurança. Ele pode bloquear acessos não autorizados, mas não cria um túnel criptografado nem garante privacidade dos dados em trânsito — apenas decide quais pacotes podem passar. A confusão é comum porque ambos são ferramentas de segurança de rede, mas suas funções são distintas: o firewall "portaria", a VPN "túnel".
A VPN é exatamente a tecnologia que cria um túnel criptografado para transferência segura de dados pela internet, é amplamente usada para garantir privacidade em redes públicas (como Wi-Fi de cafés e aeroportos) e permite acesso remoto seguro a redes corporativas. Todas as três características do enunciado se aplicam diretamente à VPN.
O antivírus é um software que detecta, bloqueia e remove programas maliciosos (malware) de um computador. Ele protege o dispositivo local, mas não cria túneis criptografados nem é usado para acesso remoto a redes corporativas. A confusão pode ocorrer porque ambos são ferramentas de segurança, mas atuam em camadas diferentes: o antivírus protege o endpoint, a VPN protege o tráfego.
O backup é a cópia de segurança dos dados, com a finalidade de recuperação em caso de perda, corrupção ou desastre. Ele garante a disponibilidade e a recuperação da informação, mas não tem relação com criptografia de tráfego, privacidade em redes públicas ou acesso remoto. A confusão pode surgir porque ambos são práticas de segurança da informação, mas o backup é uma medida de contingência, não de proteção do tráfego.
O proxy é um servidor intermediário que atua como porta de entrada entre os usuários e a internet, podendo aplicar políticas de acesso e cache de conteúdo. Ele pode oferecer algum anonimato, mas não cria um túnel criptografado nem é a tecnologia padrão para acesso remoto seguro a redes corporativas. A confusão é frequente porque ambos podem ser usados para "esconder" o endereço IP, mas o proxy não criptografa o tráfego de forma transparente como a VPN.
A banca explora a confusão entre VPN e outras ferramentas de segurança de rede. O candidato pode ser tentado a escolher "Firewall" ou "Proxy" por serem termos mais comuns em segurança, mas a palavra-chave é "túnel criptografado" — essa é a assinatura exclusiva da VPN. Lembre-se: firewall filtra, proxy media, antivírus protege o dispositivo, backup copia dados, e VPN cria o túnel seguro.
Para diferenciar rapidamente, associe cada ferramenta à sua função principal: VPN = túnel criptografado; Firewall = filtro de tráfego; Proxy = intermediário; Antivírus = proteção contra malware; Backup = cópia de segurança. Se a questão mencionar "túnel", "criptografia" e "acesso remoto", a resposta é VPN.
Gabarito: letra B
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