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Questão de Segurança da Informação — Gestão de Continuidade de Negócio (NBR ISO/IEC 15999-1, 15999-2, 27002, 22313, etc.) — INSTITUTO AOCP 2025

Segurança da InformaçãoGestão de Continuidade de Negócio (NBR ISO/IEC 15999-1, 15999-2, 27002, 22313, etc.)
Código
qa700892
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
UENF
Ano
2025
Cargo
TPNS ( )
Durante o segundo semestre, uma Universidade Pública enfrentou uma crise causada por um ataque cibernético que comprometeu o acesso aos sistemas acadêmicos e administrativos por mais de duas semanas. Com a interrupção dos sistemas de matrícula, protocolo e pagamentos, somada à pressão de estudantes, servidores e fornecedores, a gestão foi levada a tomar decisões urgentes sem um plano de resposta previamente estruturado. A falta de canais de comunicação interna definidos dificultou a orientação das equipes e o repasse de informações corretas à comunidade universitária. Após a estabilização parcial da infraestrutura de TI, a administração iniciou um processo de revisão dos procedimentos e de identificação de vulnerabilidades organizacionais. Com base no caso apresentado e nos princípios da gestão de crises organizacionais, assinale a alternativa correta.
  1. AA resposta à crise foi prejudicada pela ausência de um plano estratégico de expansão, já que o foco da universidade estava concentrado na ampliação de cursos e infraestrutura física, o que inviabilizou a preparação para incidentes de origem tecnológica.
  2. BA paralisação dos sistemas administrativos poderia ter sido evitada com maior rigor no cumprimento das rotinas operacionais, pois os fatores humanos tendem a ser secundários em eventos de natureza cibernética.
  3. CA ausência de protocolos de resposta e de canais de comunicação interna contribuiu para a amplificação dos efeitos da crise, demonstrando a importância de planos específicos de continuidade institucional e gestão de riscos em ambientes públicos.
  4. DA decisão de agir de forma improvisada é recomendada em situações imprevistas, desde que acompanhada de reuniões de alta gestão, não sendo necessário documentar os aprendizados obtidos com a experiência.
  5. EEm instituições públicas, a responsabilidade pela prevenção e resposta a crises está vinculada exclusivamente às áreas técnicas, especialmente tecnologia da informação e patrimônio, não cabendo à alta administração conduzir processos integrados de gestão de risco.
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GabaritoC — A ausência de protocolos de resposta e de canais de comunicação interna contribuiu para a amplificação dos efeitos da crise, demonstrando a importância de planos específicos de continuidade institucional e gestão de riscos em ambientes públicos.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Gestão de Continuidade de Negócios e resposta a crises

Gabarito: letra C. A ausência de protocolos de resposta e de canais de comunicação interna definidos amplificou os efeitos da crise, evidenciando a necessidade de planos de continuidade institucional e de gestão de riscos — exatamente o que a alternativa C afirma. O caso descreve uma organização que, sem preparo prévio, improvisou decisões e sofreu com a falta de comunicação, o que contraria os princípios da Gestão de Continuidade de Negócios (GCN), cujo objetivo central é proteger os processos críticos e assegurar a retomada em tempo hábil.

A Gestão de Continuidade de Negócios (GCN) é o processo que visa garantir que as atividades essenciais de uma organização continuem operando ou sejam retomadas rapidamente após um incidente ou desastre. Ela não se limita à tecnologia da informação: envolve pessoas, processos, instalações, comunicação e a alta administração. A norma de referência para esse tema é a família ISO 22301 (sucessora da NBR 15999), que estabelece requisitos para um sistema de gestão de continuidade de negócios, incluindo a análise de impacto nos negócios (BIA), a avaliação de riscos, a definição de estratégias e a elaboração de planos de resposta e recuperação.

No caso narrado, a universidade não possuía um plano de resposta estruturado, o que a levou a tomar decisões urgentes de forma improvisada. A falta de canais de comunicação interna definidos agravou o problema, pois as equipes não sabiam como agir e a comunidade universitária não recebia informações corretas. Isso demonstra que a preparação prévia é fundamental: um plano de continuidade deve prever não apenas as ações técnicas de recuperação, mas também a comunicação com todos os stakeholders (funcionários, alunos, fornecedores, órgãos de imprensa).

A gestão de crises em organizações públicas, assim como nas privadas, exige uma abordagem integrada e proativa. A alta administração tem papel central na definição de políticas, na alocação de recursos e na condução do processo de gestão de riscos. A responsabilidade não pode ser delegada exclusivamente às áreas técnicas, pois a continuidade do negócio é uma questão estratégica que afeta toda a instituição. Além disso, após a estabilização, é essencial documentar os aprendizados e revisar os procedimentos, como a universidade começou a fazer, para melhorar a resiliência organizacional.

A pegadinha desta questão está em alternativas que atribuem a responsabilidade a fatores externos ou a áreas específicas, quando a essência da GCN é justamente a preparação integrada e a comunicação. A alternativa correta reconhece que a ausência de protocolos e canais de comunicação foi um fator agravante, o que está alinhado com os princípios da gestão de continuidade e da gestão de crises.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A resposta à crise não foi prejudicada pela ausência de um plano estratégico de expansão, mas sim pela falta de um plano de continuidade de negócios e de resposta a incidentes. O foco na expansão de cursos e infraestrutura física não é o que inviabilizou a preparação para incidentes tecnológicos; o problema foi a ausência de um planejamento específico para garantir a continuidade das operações. A alternativa confunde planejamento estratégico de crescimento com planejamento de contingência.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A paralisação dos sistemas não poderia ter sido evitada apenas com maior rigor nas rotinas operacionais, pois os fatores humanos são relevantes em eventos de natureza cibernética. Ataques cibernéticos exploram vulnerabilidades técnicas e humanas (como engenharia social), e a prevenção exige controles técnicos, políticas de segurança e conscientização. A alternativa minimiza a complexidade do problema ao afirmar que fatores humanos são secundários, o que é incorreto.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa está correta porque identifica com precisão os dois fatores que amplificaram a crise: a ausência de protocolos de resposta e a falta de canais de comunicação interna. Esses elementos são componentes essenciais de um plano de continuidade de negócios, que deve prever procedimentos claros para resposta a incidentes e estratégias de comunicação. A importância de planos específicos de continuidade institucional e de gestão de riscos em ambientes públicos é exatamente o que o caso demonstra.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A decisão de agir de forma improvisada não é recomendada, mesmo em situações imprevistas. A improvisação sem um plano estruturado tende a gerar decisões inconsistentes e a aumentar o caos. Além disso, é fundamental documentar os aprendizados obtidos com a experiência para melhorar a resposta futura. A alternativa contraria os princípios da gestão de crises, que valorizam a preparação, a documentação e a melhoria contínua.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A responsabilidade pela prevenção e resposta a crises não está vinculada exclusivamente às áreas técnicas. A alta administração tem papel fundamental na condução de processos integrados de gestão de risco, na definição de políticas e na alocação de recursos. A GCN é uma responsabilidade de toda a organização, com envolvimento da direção, e não pode ser delegada apenas a TI ou patrimônio. A alternativa está incorreta ao excluir a alta administração desse processo.

Gabarito: letra C

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