Questão de Segurança da Informação — Questões Mescladas de Autenticação e Controle de Acesso — Quadrix 2025
- Código
- qa700993
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRO SP
- Ano
- 2025
- Cargo
- Ana ( )
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: letra E (ERRADO). A autenticação biométrica em dispositivos móveis, isoladamente, NÃO é uma substituição segura para a autenticação multifator (MFA) em sistemas que acessam dados sensíveis como prontuários eletrônicos. A biometria é apenas UM fator de autenticação (algo que você É), enquanto a MFA combina dois ou mais fatores independentes (algo que você sabe, algo que você tem, algo que você é) — e é essa combinação que eleva o nível de segurança. A afirmação do enunciado, portanto, está incorreta.
A autenticação é o processo de verificar a identidade declarada de um usuário. Os fatores de autenticação se dividem em três categorias clássicas: algo que você sabe (senha, PIN), algo que você tem (token, smartphone, cartão) e algo que você é (biometria: impressão digital, reconhecimento facial, íris). A autenticação multifator (MFA) exige a apresentação de dois ou mais fatores de categorias diferentes — por exemplo, senha (saber) + código enviado ao celular (ter), ou senha (saber) + impressão digital (ser).
A biometria, quando usada sozinha, é um fator único. Embora seja um fator forte (difícil de forjar em tese), ela apresenta vulnerabilidades específicas: dados biométricos são imutáveis (não dá para trocar uma impressão digital vazada), podem ser capturados por fotos ou réplicas, e sensores de baixa qualidade em dispositivos móveis podem ser enganados. Além disso, a biometria não protege contra ataques como phishing ou roubo de sessão — se o invasor obtém as credenciais de outra forma, a biometria sozinha não impede o acesso. Por isso, as boas práticas de segurança recomendam a MFA como padrão para sistemas que acessam dados sensíveis, como prontuários eletrônicos.
No contexto da situação hipotética — profissionais acessando prontuários de suas residências, em dispositivos próprios, sem autenticação forte — a biometria isolada seria insuficiente. A MFA adicionaria uma camada extra de proteção, dificultando o acesso não autorizado mesmo que um fator seja comprometido. A banca explora exatamente essa confusão: o candidato pode achar que biometria é "forte o suficiente", mas a segurança exige múltiplas camadas.
A banca tenta fazer você acreditar que a biometria, por ser um método "avançado", substitui a MFA. A pegadinha está em tratar a biometria como se fosse um fator múltiplo — ela é apenas UM fator. A MFA é a combinação de fatores independentes; a biometria sozinha não oferece a mesma proteção.
A afirmação está errada porque a autenticação biométrica, isoladamente, é um fator único de autenticação, não uma autenticação multifator. A MFA exige a combinação de dois ou mais fatores de categorias distintas (saber, ter, ser). A biometria, sozinha, não oferece a mesma segurança que a MFA, especialmente em sistemas que acessam dados sensíveis como prontuários eletrônicos. A banca explora a confusão entre "fator forte" e "multifator": a biometria é um fator forte, mas não é multifator.
Gabarito: letra E (ERRADO).
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