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Questão de Segurança da Informação — Tópicos Mesclados de Recursos de Segurança da Informação — Quadrix 2025

Segurança da InformaçãoTópicos Mesclados de Recursos de Segurança da Informação
Código
qa700995
Banca
Quadrix
Órgão
CRO SP
Ano
2025
Cargo
Ana ( )
Durante a modernização da infraestrutura tecnológica de uma clínica odontológica especializada em implantodontia e ortodontia digital, a equipe de TI identificou que o sistema de prontuário eletrônico utilizado pelos dentistas armazena localmente, de forma temporária, imagens DICOM de tomografias e escaneamentos intraorais em dispositivos móveis e estações de trabalho. Observou‑se, também, que os profissionais acessam esses dados em regime de plantão, muitas vezes das suas residências ou consultórios externos, via conexões sem autenticação forte e utilizando os seus próprios dispositivos. A equipe de TI, então, iniciou um plano de ação para aumentar a segurança cibernética da clínica, com foco em controle de acesso e autenticação, criptografia de dados e dispositivos e segurança em dispositivos móveis.   Com base nessa situação hipotética, julgue o item a seguir.   A utilização de criptografia apenas na camada de transporte (por exemplo, HTTPS/TLS 1.2) é suficiente para garantir a segurança das imagens odontológicas armazenadas temporariamente no dispositivo local do dentista.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Criptografia em repouso: por que TLS não basta

❌ ERRADO. A criptografia apenas na camada de transporte (HTTPS/TLS) protege os dados em trânsito — ou seja, enquanto trafegam entre o dispositivo e o servidor — mas não protege os dados em repouso, que é exatamente a situação das imagens DICOM armazenadas temporariamente no dispositivo local do dentista. Para proteger dados armazenados, é necessária a criptografia em repouso (data at rest), que cifra o arquivo no próprio disco ou dispositivo.

A questão explora uma distinção fundamental em segurança da informação: a proteção de dados em trânsito (em movimento, durante a transmissão) versus dados em repouso (armazenados, parados em um dispositivo ou mídia). O HTTPS/TLS é um protocolo de segurança que opera na camada de transporte, criando um túnel criptografado entre duas partes que se comunicam — por exemplo, entre o navegador do dentista e o servidor do prontuário eletrônico. Ele garante que, durante a transmissão, um interceptador não consiga ler os dados. Porém, uma vez que os dados chegam ao dispositivo e são salvos localmente (como as imagens DICOM temporárias), eles ficam fora da proteção do TLS — o túnel se encerra no destino, e o arquivo fica armazenado em texto claro (ou com a proteção que o sistema de arquivos oferecer, que pode ser nenhuma).

Para proteger dados em repouso, a prática recomendada é a criptografia de disco completo (full disk encryption, como BitLocker ou FileVault) ou a criptografia de arquivos/pastas específicas. Isso garante que, mesmo que um dispositivo seja perdido, roubado ou acessado fisicamente por pessoa não autorizada, os dados armazenados permaneçam ilegíveis sem a chave de descriptografia. No cenário da clínica, os dentistas acessam os dados de suas residências e consultórios externos usando seus próprios dispositivos — o que aumenta ainda mais o risco, pois a clínica não tem controle sobre a segurança física e lógica desses equipamentos. A criptografia em repouso é, portanto, um controle essencial para mitigar esse risco.

A confusão que a banca explora é tratar a criptografia de transporte como se fosse uma solução abrangente. O candidato que pensa "HTTPS protege os dados" e marca Certo cai na armadilha de não distinguir os dois estados do dado. A norma ISO/IEC 27002, em seu controle 8.24 (Uso de Criptografia), orienta justamente que a organização deve definir uma política de uso de controles criptográficos, considerando a proteção tanto em trânsito quanto em repouso — e a gestão de chaves associada. A criptografia é um controle que deve ser aplicado onde o dado está, e não apenas no canal por onde ele trafega.

Guarde a fronteira: TLS/HTTPS = dados em trânsito; criptografia de disco/arquivo = dados em repouso. É exatamente nessa distinção que a assertiva se divide — e é o critério que você deve aplicar para julgar o item.

1Em trânsito
TLS/HTTPS
Protege durante a transmissão
2Em repouso
Disco completo (BitLocker/FileVault)
Arquivos/pastas
Protege dados armazenados
3Estado do dado
Transmitindo → trânsito
Salvo em disco → repouso
Criptografia
LEVELsoulevel.com.br
Criptografia: Em trânsito (TLS/HTTPS, Protege durante a transmissão); Em repouso (Disco completo (BitLocker/FileVault), Arquivos/pastas, Protege dados armazenados); Estado do dado (Transmitindo → trânsito, Salvo em disco → repouso)

Item — ❌ Errado ⟵ GABARITO

A afirmação diz que a criptografia apenas na camada de transporte (HTTPS/TLS 1.2) é suficiente para garantir a segurança das imagens armazenadas temporariamente no dispositivo local. O erro está em dois pontos:

  1. Escopo errado: o TLS protege apenas o tráfego em trânsito. As imagens DICOM, uma vez salvas no dispositivo local, estão em repouso e fora do alcance do TLS. Um invasor com acesso físico ao dispositivo (ou via malware) pode ler os arquivos diretamente do disco, sem passar pela rede.

  1. Palavra "suficiente": a segurança da informação é um conjunto de controles em camadas (defense in depth). Nenhuma medida isolada é "suficiente" para garantir a segurança de dados sensíveis como imagens odontológicas de pacientes. Além da criptografia em repouso, seriam necessários controle de acesso, autenticação forte, políticas de dispositivo móvel (MDM), entre outros — como o próprio enunciado indica ao mencionar o plano de ação com foco em controle de acesso, criptografia e segurança em dispositivos móveis.

Portanto, a assertiva está errada: a criptografia de transporte é necessária, mas não é suficiente para proteger dados armazenados localmente.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre dados em trânsito e dados em repouso. O candidato que associa "HTTPS = segurança" e não percebe que as imagens estão armazenadas no dispositivo (fora do túnel TLS) marca Certo. A palavra-chave é "armazenadas temporariamente no dispositivo local" — isso indica repouso, não trânsito. Fique atento: sempre que a questão falar em dados salvos/armazenados em um dispositivo, a proteção exigida é a criptografia em repouso, não apenas TLS.

PEGA ESSA DICA!

Na prova, identifique o estado do dado antes de escolher o controle: se está sendo transmitido (e-mail, navegação, API) → criptografia em trânsito (TLS/HTTPS); se está salvo em disco, pendrive, smartphone ou nuvem → criptografia em repouso (disco completo, arquivo, banco de dados). Essa distinção resolve a maioria das questões sobre criptografia em concursos de TI.

Gabarito: letra E (ERRADO).

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