Questão de Sistemas Operacionais — Geral — Avança SP 2025
- Código
- qa701268
- Banca
- Avança SP
- Órgão
- Pref Araçariguama
- Ano
- 2025
- Cargo
- Prof (Araçariguama)
- Agrep
- Bchmod
- Ckill
- Dls
- Eps
GabaritoB — chmod
Gabarito: letra B. O comando chmod (abreviação de change mode) é o utilitário padrão do Linux para alterar as permissões de leitura (r), escrita (w) e execução (x) de arquivos e diretórios. Os demais comandos têm funções distintas: grep busca texto, kill envia sinais a processos, ls lista arquivos e ps exibe processos em execução.
O sistema de permissões do Linux é um dos pilares da segurança do sistema. Cada arquivo e diretório possui três classes de usuários — dono (user), grupo (group) e outros (others) — e para cada classe são definidas três permissões básicas: leitura, escrita e execução. O comando chmod permite modificar essas permissões de duas formas principais: simbólica (ex.: chmod u+x arquivo) e numérica/octal (ex.: chmod 755 arquivo).
Na forma simbólica, você combina letras que representam a classe (u para user, g para group, o para others, a para all) com operadores (+ para adicionar, - para remover, = para definir exatamente) e as permissões (r, w, x). Por exemplo, chmod u+x script.sh adiciona permissão de execução para o dono do arquivo.
Na forma numérica, cada permissão recebe um valor: leitura = 4, escrita = 2, execução = 1. Somando os valores das permissões desejadas para cada classe, obtém-se um dígito de 0 a 7. Assim, chmod 755 significa: dono com leitura+escrita+execução (4+2+1=7), grupo com leitura+execução (4+1=5) e outros com leitura+execução (4+1=5).
A pegadinha clássica da banca é confundir chmod com chown (change owner), que altera o proprietário do arquivo, ou com chgrp (change group), que altera o grupo. Enquanto chmod mexe nas permissões, chown e chgrp mexem na propriedade. Guarde essa distinção: permissão ≠ propriedade.
O grep é um filtro de texto: ele busca padrões (expressões regulares) dentro de arquivos ou na saída de outros comandos. Por exemplo, grep "erro" log.txt exibe as linhas que contêm a palavra "erro". Ele não tem nenhuma relação com permissões de arquivo.
O chmod é exatamente o comando para alterar permissões de leitura, escrita e execução. Ele aceita tanto a notação simbólica (chmod u+x arquivo) quanto a octal (chmod 644 arquivo). É a ferramenta central para controlar quem pode ler, escrever ou executar um arquivo ou diretório.
O kill é usado para enviar sinais a processos, sendo o mais comum o SIGTERM (15) para encerrar um processo de forma graciosa, ou SIGKILL (9) para forçar a terminação. Exemplo: kill -9 1234 mata o processo de PID 1234. Não tem relação com permissões.
O ls lista o conteúdo de um diretório. Com a opção -l, ele exibe as permissões atuais de cada arquivo (ex.: -rw-r--r--), mas apenas as mostra — não as altera. Para modificar, é preciso usar chmod.
O ps exibe uma lista dos processos em execução no sistema, com informações como PID, usuário e uso de CPU/memória. É uma ferramenta de monitoramento, não de alteração de permissões.
Para não confundir na prova, associe cada comando à sua função: chmod = change mode (permissões); chown = change owner (dono); chgrp = change group (grupo). E lembre-se: ls -l mostra as permissões, mas só o chmod as altera.
Gabarito: letra B
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