Questão de Português — Interpretação de Textos — MPE-GO 2023
PortuguêsInterpretação de Textos
- Código
- qg002777
- Banca
- MPE-GO
- Órgão
- MPE-GO
- Ano
- 2023
- Nível
- Fundamental
- Cargo
- Secretário Auxiliar - Goianésia
[Vocação de professor]Escritor nas horas vagas, sou professor por vocação e destino. “A quem os deuses odeiam, fazem-no pedagogo”, diz o antigo provérbio; assim, pois, dando minhas aulas há tantos anos, talvez esteja expiando algum crime que ignoro, cometido porventura nalguma existência anterior. Apesar disso, não tenho maiores queixas de um ofício que, mantendo-me sempre no meio dos moços, me dá a ilusão de envelhecer menos rapidamente do que aqueles que passam a vida inteira entre adultos solenes e estereotipados.Outra vantagem da minha profissão principal é fornecer material copioso para a profissão acessória. Se fosse ficcionista, que mina não teria à mão no mundo da adolescência, mina ainda insuficientemente explorada e cheia de tesouros! Mas, como não sou ficcionista, utilizo-me desse cabedal apenas para observação e reflexão; às vezes o aproveito nalgum monólogo inócuo, como este.(Adaptado de: RÓNAI, Paulo. Como aprendi o Português e outras aventuras. Rio de Janeiro: Edições de Janeiro, 2014, p. 109)Considerando-se o texto e a significação das palavras nele empregadas, pode-se dizer que há uma interpretação adequada de um segmento do texto em:
- A“fazem-no pedagogo” (1º parágrafo), tem o mesmo sentido de: “incentivam-no a ser um educador”.
- B“expiando algum crime que ignoro” (1º parágrafo), tem o mesmo sentido de: “focalizando algum deslize insuspeito”.
- C“cometido porventura” (1º parágrafo), tem o mesmo sentido de: “desempenhado afortunadamente”.
- D“utilizo-me desse cabedal” (2º parágrafo) tem o mesmo sentido de: “lanço mão dessa riqueza”.