Questão de Fisioterapia — Fisioterapia em Pacientes de UTI — MSConcursos 2023
FisioterapiaFisioterapia em Pacientes de UTI
- Código
- qg003211
- Banca
- MSConcursos
- Órgão
- COFFITO
- Ano
- 2023
- Nível
- Superior
- Cargo
- MS CONCURSOS - - Fisioterapeuta - Fisioterapia em Terapia Intensiva Neonatologia e Pediatria
Sabe-se que o tempo de permanência na unidade de terapia intensiva (UTI), bem como o uso de ventilação mecânica nos pacientes pediátricos, que evoluíram com insuficiência respiratória e/ou síndrome do desconforto respiratório agudo pediátrico, aumenta o risco de fraqueza muscular adquirida na UTI (FMA-UTI). Essa condição agrava a morbidade e aumenta a mortalidade. Com relação à mobilização do paciente crítico na uti pediátrica, assinale a alternativa correta.
- AOs protocolos atuais de mobilização de crianças em UTI pediátrica precisam ser sistematizados com critérios de inclusão/progressão dos níveis de mobilização. A criança que apresenta uma intubação recente, PEEP > 8 cmH2O, FiO2 > 60% e sedação profunda, deve iniciar imediatamente a sedestação no leito, 3 vezes ao dia.
- BPara realização da mobilização do paciente pediátrico é essencial avaliar a ocorrência de Delirium, duas vezes ao dia, por meio de escalas específicas (exemplo: Cornell Assessment of Pediatric Delirium; Pediatric Confusion Assessment Method for Intensive Care Unit). Os pacientes que estão em uso de alguma via aérea artificial, responsiva ao toque, ou acordada com FiO2 até 60% e PEEP até 8cmH2O, não são classificados para avaliação de Delirum.
- CDurante a conduta de retirada do paciente do leito é necessário que o fisioterapeuta tenha conhecimento dos sinais de interrupção, ou intolerância da terapêutica. Portanto, pacientes com PEEP ≤ 10 cmH20, FIO2 ≤ 60%, com RASS (Richmond Agitation Sedation Scale) ≥ -3 estão contraindicados à retirada do leito. Uma arritmia é um sinal de intolerância, o qual motiva o fisioterapeuta a interromper a mobilização.
- DO “bundle ABCDEFGH”, trata-se de um conjunto de oito ações coordenadas com objetivo de prevenir a sedação em excesso, imobilidade e Delirium. Todas as ações são apenas realizadas pelo profissional médico, sendo uma limitação dessa ferramenta.
- EA Escala do Estado Funcional (FSS, do inglês Functional Status Scale) é validada para ambiente hospitalar e de fácil aplicação. É composta por seis domínios e a lém de pontuar o nível de funcionalidade, a FSS auxilia na identificação dos domínios que estão mais comprometidos. Essa constatação auxilia o fisioterapeuta a traçar o plano terapêutico. Quanto menor o valor obtido na FSS melhor é funcionalidade do doente.