Questão de Português — Coesão e coerência — Quadrix 2023
- Código
- qg024148
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CAU-PA
- Ano
- 2023
- Nível
- Médio
- Cargo
- Técnico Administrativo e de Fiscalização

- CCerto
- EErrado

GabaritoC — Certo
Gabarito: C (Certo). O trecho “visa valorizar e regularizar” pode ser substituído por “visa à valorização e à regularização” sem prejuízo à correção gramatical e ao sentido original, pois o verbo visar (no sentido de “ter em vista”, “objetivar”) rege a preposição a, e os substantivos femininos “valorização” e “regularização” vêm determinados por artigo, o que torna a crase obrigatória — exatamente como na reescritura proposta.
A questão é de reescritura de trecho com dupla exigência: correção gramatical e manutenção do sentido. Não se trata de interpretação de conteúdo, mas de avaliar se a transformação sintática é válida. O verbo visar é o ponto central: ele pode ser transitivo direto (quando significa “mirar”, “apontar”) ou transitivo indireto (quando significa “objetivar”, “ter em vista”). No texto, o sentido é o segundo — “objetivar” —, portanto exige a preposição a.
A crase é a fusão da preposição a (exigida pelo verbo) com o artigo a que antecede o substantivo feminino. No trecho original, “valorizar” e “regularizar” são verbos no infinitivo — não há artigo, logo não há crase. Na reescritura, os verbos são nominalizados (“valorização”, “regularização”) e passam a ser antecedidos pelo artigo feminino a. Como o verbo visar exige a preposição a, ocorre a fusão: a + a = à.
“visa valorizar e regularizar” → “visa à valorização e à regularização”
A crase é obrigatória aqui porque os substantivos estão determinados (referem-se a ações específicas do contexto, não a um sentido genérico). Se fossem usados em sentido genérico, a crase seria facultativa — mas não é o caso.
A mudança é apenas sintática: o que era verbo no infinitivo (valorizar, regularizar) vira substantivo (valorização, regularização). O conteúdo semântico permanece idêntico: a ação de valorizar e regularizar. Não há alteração de tempo, modo, pessoa ou relação lógica. A reescritura é uma paráfrase legítima, mantendo a mesma ideia com outra estrutura.
A substituição é correta porque:
O verbo visar (objetivar) rege a preposição a;
Os substantivos femininos “valorização” e “regularização” são determinados por artigo;
A fusão preposição + artigo gera a crase à;
O sentido é integralmente preservado.
A alternativa “Errado” é incorreta porque a reescritura é válida. Quem marca E provavelmente pensa que a crase é facultativa ou que o verbo visar não exige preposição — mas, no sentido de “objetivar”, a regência é transitiva indireta, e a crase é obrigatória diante de substantivo feminino determinado.
A banca explora a confusão entre crase facultativa (antes de substantivo em sentido genérico) e crase obrigatória (antes de substantivo determinado). Aqui, “valorização” e “regularização” são específicas do contexto, então a crase é obrigatória.
Para testar a crase, substitua o substantivo feminino por um masculino: “visa ao valor e ao regulamento” — se aparecer “ao”, a crase é obrigatória. No trecho, “visa ao valor” confirma a necessidade de “à”.
Gabarito: letra C (Certo).
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