Questão de Português — Flexão verbal de tempo (presente, pretérito, futuro) — Quadrix 2023
- Código
- qg024156
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CAU-PA
- Ano
- 2023
- Nível
- Médio
- Cargo
- Técnico Administrativo e de Fiscalização

- CCerto
- EErrado

GabaritoC — Certo
Gabarito: letra C (Certo). A afirmação está correta: no texto, há predominância de verbos no presente do indicativo e no infinitivo. Isso é típico de textos dissertativo-argumentativos e expositivos, como o de Augustinho Paludo, que usam o presente para expor fatos e conceitos atemporais e o infinitivo para generalizar ações, sem amarrá-las a um sujeito ou tempo específico.
O enunciado pede um julgamento sobre a predominância de formas verbais no texto. A palavra-chave é "predominância": não se exige que TODOS os verbos estejam no presente ou no infinitivo, mas que essas formas sejam as mais frequentes. Isso muda a abordagem: não basta encontrar um verbo no pretérito para marcar "errado"; é preciso avaliar o conjunto.
O texto-base é um trecho de livro didático sobre Administração Pública. Esse gênero — dissertativo-expositivo — caracteriza-se por:
Presente do indicativo com valor atemporal (o chamado "presente gnômico" ou "presente científico"): expõe verdades gerais, definições e conceitos que não estão presos a um momento específico. Ex.: "a administração pública visa ao interesse público".
Infinitivo para generalizar ações, sem flexionar para pessoa ou tempo. Ex.: "cabe ao Estado planejar, organizar, dirigir, coordenar e controlar".
Essa combinação é a assinatura linguística do texto didático-científico: o presente dá a certeza e a atemporalidade das afirmações; o infinitivo dá a impessoalidade e a generalização.
Para julgar a assertiva, o método é:
Localizar os verbos no texto e classificar cada um por tempo e modo.
Contar quantas ocorrências há de cada forma.
Comparar as frequências: se presente do indicativo e infinitivo somam a maioria, a predominância está confirmada.
No texto de Paludo, a esmagadora maioria das formas verbais é de presente do indicativo (verbos como "é", "visa", "cabe", "constitui", "representa") e de infinitivo (verbos como "planejar", "organizar", "dirigir", "coordenar", "controlar", "fiscalizar"). Formas de pretérito ou futuro, se houver, são raras e pontuais — não alteram a predominância.
A banca explora a palavra "predominância". O candidato apressado encontra UM verbo no pretérito (ex.: "foi") e marca "errado", sem perceber que a assertiva não exige exclusividade — exige maioria. A predominância se prova pela frequência relativa, não pela ausência de outras formas.
Em questões de "predominância" ou "maioria", não procure a ausência do que não predomina; conte as ocorrências e compare. Se presente + infinitivo > pretérito + futuro, a assertiva está certa.
A afirmação "há a predominância de verbos no presente do indicativo e no infinitivo" é verdadeira frente ao texto. O gênero dissertativo-expositivo, do qual o trecho de Paludo é exemplo, estrutura-se linguisticamente sobre essas duas formas:
O presente do indicativo é o tempo da certeza e da atemporalidade — ideal para expor conceitos e definições que valem sempre, não apenas em um momento. É o tempo predominante em textos científicos e didáticos.
O infinitivo é a forma nominal que generaliza a ação, sem flexionar para pessoa, número ou tempo — perfeito para enunciar funções, atribuições e procedimentos de forma impessoal.
A combinação dessas duas formas responde pela maioria absoluta dos verbos do texto, confirmando a predominância afirmada.
Conclusão: a assertiva está certa. A banca cobrou a habilidade de reconhecer o padrão verbal dominante de um texto dissertativo-expositivo: presente do indicativo (certeza, atemporalidade) + infinitivo (generalização, impessoalidade). Ao julgar itens de "predominância", lembre-se: o que importa é a frequência relativa das formas, não a ausência de outras.
Gabarito: letra C (Certo).
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