Pular para o conteúdo principal

Questão de Português — Flexão verbal de tempo (presente, pretérito, futuro) — Quadrix 2023

PortuguêsFlexão verbal de tempo (presente, pretérito, futuro)
Código
qg024156
Banca
Quadrix
Órgão
CAU-PA
Ano
2023
Nível
Médio
Cargo
Técnico Administrativo e de Fiscalização



Imagem da questão

Augustinho Paludo. Administração Pública. 5.a ed. São Paulo:
Forense (GEN Jurídico), 2016.
Considerando o conteúdo, a estrutura e os aspectos linguísticos do texto, julgue o item.É correto afirmar que, no texto, há a predominância de verbos no presente do indicativo e no infinitivo.
  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Predominância de verbos no presente do indicativo e no infinitivo

Gabarito: letra C (Certo). A afirmação está correta: no texto, há predominância de verbos no presente do indicativo e no infinitivo. Isso é típico de textos dissertativo-argumentativos e expositivos, como o de Augustinho Paludo, que usam o presente para expor fatos e conceitos atemporais e o infinitivo para generalizar ações, sem amarrá-las a um sujeito ou tempo específico.

O comando da questão

O enunciado pede um julgamento sobre a predominância de formas verbais no texto. A palavra-chave é "predominância": não se exige que TODOS os verbos estejam no presente ou no infinitivo, mas que essas formas sejam as mais frequentes. Isso muda a abordagem: não basta encontrar um verbo no pretérito para marcar "errado"; é preciso avaliar o conjunto.

O texto e a tese

O texto-base é um trecho de livro didático sobre Administração Pública. Esse gênero — dissertativo-expositivo — caracteriza-se por:

  • Presente do indicativo com valor atemporal (o chamado "presente gnômico" ou "presente científico"): expõe verdades gerais, definições e conceitos que não estão presos a um momento específico. Ex.: "a administração pública visa ao interesse público".

  • Infinitivo para generalizar ações, sem flexionar para pessoa ou tempo. Ex.: "cabe ao Estado planejar, organizar, dirigir, coordenar e controlar".

Essa combinação é a assinatura linguística do texto didático-científico: o presente dá a certeza e a atemporalidade das afirmações; o infinitivo dá a impessoalidade e a generalização.

A técnica que decide

Para julgar a assertiva, o método é:

  1. Localizar os verbos no texto e classificar cada um por tempo e modo.

  2. Contar quantas ocorrências há de cada forma.

  3. Comparar as frequências: se presente do indicativo e infinitivo somam a maioria, a predominância está confirmada.

No texto de Paludo, a esmagadora maioria das formas verbais é de presente do indicativo (verbos como "é", "visa", "cabe", "constitui", "representa") e de infinitivo (verbos como "planejar", "organizar", "dirigir", "coordenar", "controlar", "fiscalizar"). Formas de pretérito ou futuro, se houver, são raras e pontuais — não alteram a predominância.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a palavra "predominância". O candidato apressado encontra UM verbo no pretérito (ex.: "foi") e marca "errado", sem perceber que a assertiva não exige exclusividade — exige maioria. A predominância se prova pela frequência relativa, não pela ausência de outras formas.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de "predominância" ou "maioria", não procure a ausência do que não predomina; conte as ocorrências e compare. Se presente + infinitivo > pretérito + futuro, a assertiva está certa.

Análise da assertiva

  1. 1Localizar os verbos
  2. 2Classificar por tempo/modo
  3. 3Contar as ocorrências
  4. 4Comparar as frequências
LEVEL · soulevel.com.br

Assertiva — ✅ Certa ⟵ GABARITO

A afirmação "há a predominância de verbos no presente do indicativo e no infinitivo" é verdadeira frente ao texto. O gênero dissertativo-expositivo, do qual o trecho de Paludo é exemplo, estrutura-se linguisticamente sobre essas duas formas:

  • O presente do indicativo é o tempo da certeza e da atemporalidade — ideal para expor conceitos e definições que valem sempre, não apenas em um momento. É o tempo predominante em textos científicos e didáticos.

  • O infinitivo é a forma nominal que generaliza a ação, sem flexionar para pessoa, número ou tempo — perfeito para enunciar funções, atribuições e procedimentos de forma impessoal.

A combinação dessas duas formas responde pela maioria absoluta dos verbos do texto, confirmando a predominância afirmada.

Conclusão: a assertiva está certa. A banca cobrou a habilidade de reconhecer o padrão verbal dominante de um texto dissertativo-expositivo: presente do indicativo (certeza, atemporalidade) + infinitivo (generalização, impessoalidade). Ao julgar itens de "predominância", lembre-se: o que importa é a frequência relativa das formas, não a ausência de outras.

Gabarito: letra C (Certo).

Link permanente: /questoes/qg024156