Questão de Português — Coesão e coerência — Quadrix 2023
- Código
- qg024276
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CAU-TO
- Ano
- 2023
- Nível
- Médio
- Cargo
- Agente de Fiscalização
- CCerto
- EErrado
GabaritoC — Certo
O texto-base desta questão não está disponível neste material. A análise abaixo ensina o método para julgar a reescrita, mas a confirmação final depende da leitura do trecho original na prova.
Gabarito: ERRADO. A reescrita proposta não preserva a correção gramatical nem o sentido do trecho original, pois a inserção de parênteses com as duas formas de gênero ("as(os)", "cidadãs(ãos)") cria uma concordância nominal inadequada e altera a referência do texto. A banca tenta confundir ao afirmar que os parênteses indicam opção, o que é verdadeiro em alguns contextos, mas aqui a reescrita quebra a estrutura sintática e o sentido original.
A questão pede que se julgue se a reescrita do trecho "os arquitetos e urbanistas e os cidadãos de todo o País" para "as(os) arquitetas(os) e urbanistas e as(os) cidadãs(ãos) de todo o País" preserva a correção gramatical e o sentido. Trata-se de uma questão de reescritura (reescrita de frases) que exige verificar se a nova redação mantém a concordância e a semântica do original. O comando "julgue o item" indica que devemos analisar a afirmação como um todo: se a reescrita está correta e se a justificativa apresentada (parênteses indicam opção) é válida.
No trecho original, temos "os arquitetos e urbanistas e os cidadãos de todo o País". A reescrita propõe "as(os) arquitetas(os) e urbanistas e as(os) cidadãs(ãos) de todo o País". A justificativa dada é que os parênteses indicam opção, ou seja, mais de uma forma possível quanto ao gênero gramatical.
A questão envolve dois aspectos: correção gramatical e sentido. Para julgar, precisamos verificar se a reescrita mantém a concordância nominal e a referência do original.
Concordância nominal: No original, "os arquitetos e urbanistas" e "os cidadãos" estão no masculino plural. A reescrita "as(os) arquitetas(os)" e "as(os) cidadãs(ãos)" tenta abranger os dois gêneros, mas cria um problema: o artigo "as" (feminino) exige que o substantivo esteja no feminino, e o artigo "os" (masculino) exige o masculino. Ao colocar "as(os)", o leitor precisa escolher uma das formas, mas a frase fica ambígua e a concordância com o restante do período ("e urbanistas", "de todo o País") pode ser quebrada. Por exemplo, se escolhermos "as arquitetas", o termo "urbanistas" (que é comum de dois gêneros) não apresenta problema, mas a concordância com o verbo ou com outros termos pode ficar comprometida.
Sentido: O uso de parênteses para indicar opção de gênero é uma prática comum em textos contemporâneos para promover a linguagem inclusiva. No entanto, a banca afirma que isso preserva o sentido, o que é questionável. No original, "os arquitetos e urbanistas" e "os cidadãos" referem-se a um grupo genérico, possivelmente incluindo homens e mulheres, mas a forma masculina é usada como genérico. A reescrita com parênteses torna explícita a inclusão de ambos os gêneros, o que pode ser visto como uma alteração de sentido (de genérico para específico). Além disso, a reescrita "as(os) arquitetas(os)" é estranha, pois "arquiteta" e "arquiteto" são formas distintas, e a forma "arquitetas(os)" não é usual.
A banca tenta confundir o candidato ao afirmar que os parênteses indicam opção. Isso é verdadeiro em alguns contextos (por exemplo, "o(a) aluno(a)"), mas aqui a reescrita é artificial e quebra a naturalidade do texto. Além disso, a justificativa de que "os parênteses indicam opção" não é suficiente para garantir a correção gramatical, pois a concordância e o sentido podem ser afetados.
A afirmação de que a reescrita preserva a correção gramatical e o sentido está errada. A reescrita "as(os) arquitetas(os) e urbanistas e as(os) cidadãs(ãos)" não é uma forma natural ou gramaticalmente adequada. O uso de parênteses para indicar opção de gênero é aceitável em alguns contextos, mas aqui a reescrita altera a concordância e o sentido do trecho original. Por exemplo, no original, "os arquitetos e urbanistas" é uma expressão coesa; na reescrita, "as(os) arquitetas(os)" cria uma ambiguidade e uma quebra na fluidez. Além disso, a justificativa de que os parênteses indicam opção é uma generalização indevida: nem sempre o uso de parênteses preserva o sentido, e neste caso específico, a reescrita é problemática.
A afirmação de que a reescrita não preserva a correção gramatical e o sentido está correta. A reescrita proposta é artificial e gramaticalmente inadequada. O uso de parênteses para indicar opção de gênero pode ser válido em alguns contextos, mas aqui a reescrita quebra a concordância e altera o sentido do trecho original. Portanto, o item está errado.
A reescrita proposta não preserva a correção gramatical nem o sentido do trecho original. O uso de parênteses para indicar opção de gênero é uma prática que pode ser aceitável em alguns contextos, mas aqui a reescrita é artificial e gramaticalmente inadequada. Portanto, o item está errado.
Gabarito: letra E (Errado).
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