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Questão de Português — Coesão e coerência — Quadrix 2023

PortuguêsCoesão e coerência
Código
qg024276
Banca
Quadrix
Órgão
CAU-TO
Ano
2023
Nível
Médio
Cargo
Agente de Fiscalização
Considerando os aspectos formais e de conteúdo do texto, julgue o item.Caso se reescrevesse o trecho “os arquitetos e urbanistas e os cidadãos de todo o País” (linhas 3 e 4) da seguinte forma: as(os) arquitetas(os) e urbanistas e as(os) cidadãs(ãos) de todo o País, a correção gramatical e o sentido do texto estariam preservados, pois os parênteses indicam opção, isto é, mais de uma forma possível no que diz respeito ao gênero gramatical das palavras.
  1. CCerto
  2. EErrado
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Certo

Esta resolução diverge do gabarito oficial. A banca deu Certo; a resolução abaixo sustenta o contrário e explica por quê — ela não foi reescrita para concordar. Acontece nos dois sentidos: há gabarito que cai em recurso e há resolução que erra. Confira na fonte antes de fixar o entendimento.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Análise do item – Reescrita com flexão de gênero

SE LIGUE NESSA!

O texto-base desta questão não está disponível neste material. A análise abaixo ensina o método para julgar a reescrita, mas a confirmação final depende da leitura do trecho original na prova.

Gabarito: ERRADO. A reescrita proposta não preserva a correção gramatical nem o sentido do trecho original, pois a inserção de parênteses com as duas formas de gênero ("as(os)", "cidadãs(ãos)") cria uma concordância nominal inadequada e altera a referência do texto. A banca tenta confundir ao afirmar que os parênteses indicam opção, o que é verdadeiro em alguns contextos, mas aqui a reescrita quebra a estrutura sintática e o sentido original.

O comando

A questão pede que se julgue se a reescrita do trecho "os arquitetos e urbanistas e os cidadãos de todo o País" para "as(os) arquitetas(os) e urbanistas e as(os) cidadãs(ãos) de todo o País" preserva a correção gramatical e o sentido. Trata-se de uma questão de reescritura (reescrita de frases) que exige verificar se a nova redação mantém a concordância e a semântica do original. O comando "julgue o item" indica que devemos analisar a afirmação como um todo: se a reescrita está correta e se a justificativa apresentada (parênteses indicam opção) é válida.

O texto e a reescrita

No trecho original, temos "os arquitetos e urbanistas e os cidadãos de todo o País". A reescrita propõe "as(os) arquitetas(os) e urbanistas e as(os) cidadãs(ãos) de todo o País". A justificativa dada é que os parênteses indicam opção, ou seja, mais de uma forma possível quanto ao gênero gramatical.

A técnica que decide

A questão envolve dois aspectos: correção gramatical e sentido. Para julgar, precisamos verificar se a reescrita mantém a concordância nominal e a referência do original.

Concordância nominal: No original, "os arquitetos e urbanistas" e "os cidadãos" estão no masculino plural. A reescrita "as(os) arquitetas(os)" e "as(os) cidadãs(ãos)" tenta abranger os dois gêneros, mas cria um problema: o artigo "as" (feminino) exige que o substantivo esteja no feminino, e o artigo "os" (masculino) exige o masculino. Ao colocar "as(os)", o leitor precisa escolher uma das formas, mas a frase fica ambígua e a concordância com o restante do período ("e urbanistas", "de todo o País") pode ser quebrada. Por exemplo, se escolhermos "as arquitetas", o termo "urbanistas" (que é comum de dois gêneros) não apresenta problema, mas a concordância com o verbo ou com outros termos pode ficar comprometida.

Sentido: O uso de parênteses para indicar opção de gênero é uma prática comum em textos contemporâneos para promover a linguagem inclusiva. No entanto, a banca afirma que isso preserva o sentido, o que é questionável. No original, "os arquitetos e urbanistas" e "os cidadãos" referem-se a um grupo genérico, possivelmente incluindo homens e mulheres, mas a forma masculina é usada como genérico. A reescrita com parênteses torna explícita a inclusão de ambos os gêneros, o que pode ser visto como uma alteração de sentido (de genérico para específico). Além disso, a reescrita "as(os) arquitetas(os)" é estranha, pois "arquiteta" e "arquiteto" são formas distintas, e a forma "arquitetas(os)" não é usual.

A pegadinha da banca

A banca tenta confundir o candidato ao afirmar que os parênteses indicam opção. Isso é verdadeiro em alguns contextos (por exemplo, "o(a) aluno(a)"), mas aqui a reescrita é artificial e quebra a naturalidade do texto. Além disso, a justificativa de que "os parênteses indicam opção" não é suficiente para garantir a correção gramatical, pois a concordância e o sentido podem ser afetados.

Análise das alternativas

Alternativa C — ❌ Incorreta

A afirmação de que a reescrita preserva a correção gramatical e o sentido está errada. A reescrita "as(os) arquitetas(os) e urbanistas e as(os) cidadãs(ãos)" não é uma forma natural ou gramaticalmente adequada. O uso de parênteses para indicar opção de gênero é aceitável em alguns contextos, mas aqui a reescrita altera a concordância e o sentido do trecho original. Por exemplo, no original, "os arquitetos e urbanistas" é uma expressão coesa; na reescrita, "as(os) arquitetas(os)" cria uma ambiguidade e uma quebra na fluidez. Além disso, a justificativa de que os parênteses indicam opção é uma generalização indevida: nem sempre o uso de parênteses preserva o sentido, e neste caso específico, a reescrita é problemática.

Alternativa E — ✅ Correta

A afirmação de que a reescrita não preserva a correção gramatical e o sentido está correta. A reescrita proposta é artificial e gramaticalmente inadequada. O uso de parênteses para indicar opção de gênero pode ser válido em alguns contextos, mas aqui a reescrita quebra a concordância e altera o sentido do trecho original. Portanto, o item está errado.

Conclusão

A reescrita proposta não preserva a correção gramatical nem o sentido do trecho original. O uso de parênteses para indicar opção de gênero é uma prática que pode ser aceitável em alguns contextos, mas aqui a reescrita é artificial e gramaticalmente inadequada. Portanto, o item está errado.

Gabarito: letra E (Errado).

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