Questão de Português — Significação Contextual de Palavras e Expressões. Sinônimos e Antônimos. — Quadrix 2023
- Código
- qg024709
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- COFFITO
- Ano
- 2023
- Nível
- Fundamental
- Cargo
- Auxiliar Motorista

- CCerto
- EErrado

GabaritoE — Errado
Gabarito: E (Errado). A afirmativa não encontra respaldo no texto: o autor reconhece que o plástico trouxe benefícios, mas não estabelece que eles superam os malefícios. Pelo contrário, o texto dedica a maior parte à contaminação e aos riscos à saúde, e a única comparação quantitativa que faz é sobre o peso do plástico nos oceanos em 2050 — não sobre benefícios versus malefícios. A alternativa extrapola ao transformar uma concessão ("é verdade que... tem nos libertado e ajudado") em uma tese de superioridade que o autor não defende.
O enunciado pede para julgar se a afirmação está "segundo o texto". Isso é uma questão de compreensão/recorrência: a resposta deve estar explícita ou ser diretamente autorizada pelo texto. Não se trata de inferir algo novo, mas de verificar se o texto sustenta a ideia de que o uso do plástico é "mais benéfico que maléfico". A banca não quer sua opinião sobre plástico; quer que você confronte a afirmativa com o que está escrito.
O texto tem como tema a onipresença do plástico e seus malefícios, especialmente os microplásticos. A tese central é a de que o plástico, apesar de útil, gera sérios problemas ambientais e de saúde. Veja o movimento:
1º parágrafo: constata que o plástico está em todo lugar (celulares, roupas, embalagens etc.).
2º parágrafo: revela que os microplásticos estão no ar, na água e nos alimentos, contaminando até a água de torneira.
3º parágrafo: reforça a contaminação generalizada e projeta um futuro alarmante: "Em 2050, o oceano poderá conter mais peso em plásticos do que peixes".
4º parágrafo: faz uma concessão — reconhece que o plástico "tem nos libertado e ajudado de muitas formas" — mas logo introduz a ressalva: "Entretanto, assim como há prós, há contras em relação à utilização desse material".
5º e 6º parágrafos: detalham os contras: problemas de saúde, contaminação de lençóis freáticos, ar, plantas, alimentos e água, e o perigo dos microplásticos invisíveis.
O autor não faz um balanço final dizendo que os benefícios superam os malefícios. Ele apenas reconhece que há prós e contras, mas o peso argumentativo recai sobre os contras. A afirmativa da questão, portanto, inverte a ênfase do texto.
A pegadinha central é confundir concessão com tese. Quando o autor escreve:
"É verdade que os diversos tipos de plástico têm nos libertado e ajudado de muitas formas."
Ele está concedendo um ponto — admitindo que há benefícios — para, em seguida, contrapor os malefícios. A conjunção "Entretanto" marca essa oposição. Uma concessão é um argumento do outro lado que o autor reconhece, mas não é a sua tese. A tese é o que ele defende, e aqui ele defende que os contras são graves e numerosos.
A afirmativa "seu uso ainda é mais benéfico que maléfico" extrapola ao transformar essa concessão em uma conclusão de superioridade. O texto não fornece nenhuma comparação quantitativa ou qualitativa entre benefícios e malefícios que autorize essa conclusão. Pelo contrário, a única comparação numérica do texto é sobre o peso do plástico nos oceanos em 2050 — não sobre prós e contras.
A afirmativa "Apesar de todos os malefícios do plástico para o meio ambiente e a saúde humana, seu uso ainda é mais benéfico que maléfico, segundo o texto" está errada porque o texto não afirma que os benefícios superam os malefícios. O autor apenas reconhece que há prós e contras, mas não estabelece uma hierarquia entre eles. A passagem que sustenta essa leitura é:
"É verdade que os diversos tipos de plástico têm nos libertado e ajudado de muitas formas. Entretanto, assim como há prós, há contras em relação à utilização desse material."
O "Entretanto" introduz a ressalva, e o restante do texto desenvolve os contras. Não há nenhuma frase como "os benefícios superam os malefícios" ou "o plástico é mais benéfico que maléfico". A afirmativa extrapola ao acrescentar uma conclusão que o texto não autoriza.
A banca tenta fazer você aceitar uma conclusão que o texto não sustenta, transformando uma concessão ("é verdade que... tem nos libertado e ajudado") em tese de superioridade. Desconfie de afirmações que usam "mais... que" para comparar benefícios e malefícios quando o texto não faz essa comparação.
Ao julgar itens de compreensão, pergunte: "o texto autoriza esta conclusão, ou exige que eu acrescente algo de fora?". Se a resposta for "acrescentar", está errado.
Conclusão: a assertiva está errada porque o texto não sustenta a superioridade dos benefícios sobre os malefícios. Ele apenas reconhece que há prós e contras, mas a ênfase recai sobre os contras. Portanto, gabarito: E (Errado).
Gabarito: E
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