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Questão de Noções de Informática — Procedimento de Segurança e Back up — Quadrix 2023

Noções de InformáticaProcedimento de Segurança e Back up
Código
qg024868
Banca
Quadrix
Órgão
CRA-PE
Ano
2023
Nível
Médio
Cargo
Auxiliar de Secretaria
Julgue o item, relativos aos conceitos utilizados em redes de computadores, aos conceitos de organização e de gerenciamento de arquivos e aos procedimentos de segurança da informação.Não há qualquer restrição quanto à utilização de programas “piratas” pelos usuários de computador, uma vez que tais programas não afetam a segurança da informação. A única questão que deve ser levada em consideração é a de que esse tipo de ação é ilegal.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Segurança da informação: software pirata e riscos

Gabarito: ERRADO. A afirmativa é falsa porque programas “piratas” (não licenciados) afetam diretamente a segurança da informação, podendo conter malwares, não receber atualizações de segurança e comprometer a confidencialidade, a integridade e a disponibilidade dos dados — além de configurar crime (Lei 9.609/1998, art. 12). A banca explora a falsa dicotomia entre legalidade e segurança: o fato de ser ilegal não exclui o risco técnico.

O item mistura dois planos que precisam ser separados: o jurídico (uso de software sem licença é ilegal) e o técnico (uso de software pirata é um grave risco de segurança). A afirmação do enunciado tenta fazer o candidato acreditar que, como a ilegalidade já é um problema, a segurança estaria “fora da equação” — o que é um equívoco completo.

Programas piratas, por definição, são cópias não autorizadas, frequentemente obtidas por meios como cracks, keygens, sites de download duvidosos ou mídias adulteradas. Esses canais são um dos principais vetores de propagação de malwares (vírus, worms, trojans, spywares, ransomware). Um software “quebrado” pode ter seu código alterado para incluir funções maliciosas, como captura de teclas (keylogger), roubo de credenciais, criptografia de arquivos para resgate ou inclusão do computador em uma botnet.

Além do risco de contaminação, há a questão das atualizações de segurança: softwares legítimos recebem patches corretivos que fecham vulnerabilidades conhecidas. O usuário de software pirata, em regra, não consegue (ou não deve) instalar essas atualizações — seja porque o mecanismo de atualização foi desativado pelo crack, seja porque atualizar poderia “denunciar” a cópia ilegal. O resultado é um sistema permanentemente exposto a exploits conhecidos.

A segurança da informação se apoia na tríade CID — Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade. O software pirata compromete os três pilares: a confidencialidade (dados podem ser exfiltrados), a integridade (arquivos podem ser alterados ou corrompidos) e a disponibilidade (o sistema pode ficar inoperante, como em um ataque de ransomware). Portanto, a premissa do enunciado de que “tais programas não afetam a segurança da informação” é tecnicamente insustentável.

A pegadinha da banca está em inverter a relação entre legalidade e segurança: o candidato pode pensar “é ilegal, logo o problema é só jurídico”. Na verdade, o problema é duplo — jurídico e técnico. A banca quer que o candidato perceba que a ilegalidade não é a única questão; o risco de segurança é igualmente (ou mais) relevante.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta fazer você acreditar que, por ser ilegal, o software pirata “só” tem problema jurídico. Mas o raciocínio correto é o oposto: a ilegalidade é apenas um dos problemas — o uso de software pirata é um dos maiores riscos de segurança que um usuário pode assumir, pois abre portas para malwares e deixa o sistema sem atualizações. Na prova, desconfie sempre de afirmações que minimizam riscos de segurança com justificativas jurídicas ou morais.

Software pirata
  • 1Plano jurídico
    • Ilegal (Lei 9.609/1998, art. 12)
  • 2Plano técnico
    • Risco de malware (trojan, keylogger, ransomware)
    • Sem atualizações de segurança
    • Compromete tríade CID
      • Confidencialidade
      • Integridade
      • Disponibilidade
LEVEL · soulevel.com.br

Item — ❌ ERRADO

A afirmativa está errada porque sustenta que programas piratas “não afetam a segurança da informação”. Isso é falso por múltiplas razões:

  1. Risco de malware: cópias piratas frequentemente vêm adulteradas com códigos maliciosos (trojan, keylogger, ransomware).

  2. Falta de atualizações: sem patches de segurança, o sistema fica vulnerável a exploits conhecidos.

  3. Comprometimento da tríade CID: confidencialidade, integridade e disponibilidade dos dados podem ser violadas.

  4. Ilegalidade não exclui risco técnico: o fato de ser crime (Lei 9.609/1998, art. 12) não elimina — antes, agrava — o perigo à segurança.

A única parte correta da afirmativa é que o uso de software pirata é ilegal. Mas a conclusão de que isso é “a única questão a ser levada em consideração” é completamente equivocada. O item, portanto, é ERRADO.

Gabarito: ERRADO.

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